Chave de Identificação de Espécies Florestais (CIEF)

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Eucalyptus pellita F. Muell

Divisão: Angiospermae
Classe: Dicotiledoneae
Subclasse: Archichlamydeae
Ordem: Myrtiflorae (Myrtales)
Família: Myrtaceae
Gênero: Eucalyptus
Subgênero: Symphyomyrtus
Seção: Transversaria
Série: Salignae
Subsérie: Resiniferae
Espécie: E. pellita
Código Pryor e Johnson: SECCA
Tipo de casca: Fibrosa, madeira vermelha, fruto grande

O E. pellita é uma árvore de tamanho médio superando os 40 m de altura e 1 m de DAP. Com excelente forma do fuste. Em solos pobre alcança 15 a 20 m e em terrenos arenosos ao nível do mar a altura é de 5 a 10 m. Ocorre em duas áreas distintas. Ao norte (Região A)extende-se do Iron Range perto da Península Cape York, ao norte de Townsville - Queensland (Lat. 12o 45’ a 19o S), e ao sul (Região B) ocorre próximo de Gladstone em Queensland até perto de Tathra em New South Wales (Lat. 24o a 36o 45’ S). Distribui-se esporadicamente no norte de NSW e sul de QLD. As altitudes variam do nível do mar até 600 m em zonas quentes e úmidas. A temperatura máxima média do mês mais quente esta entre 24 e 30o C, e a mínima média do mês mais frio esta entre 4 e 19o C. Geadas não ocorrem nas áreas do norte enquanto que nas áreas do sul (Região B) ocorre raramente, nas maiores altitudes. A precipitação varia de 900 a 2200 mm, concentrando-se mais no verão. Ocorre em topografia ondulada, limitada por precipícios, em terrenos bem drenado e levemente encharcado. Prefere vales, na parte seca e quente próximo à ribeirões. Os solos variam de rasos e arenosos, derivados de arenito, a podzólicos (argilosos e profundos). É de Floresta Aberta Alta e as espécies associadas nas áreas do norte são: E. tereticornis, E. tesselaris, E. intermedia e E. torelliana. No sul (Região B) as espécies associadas são: E. gummifera, E. paniculata, E. botryoides e E. saligna. No arenito de Pigeon House Range ocorre como Mallee associado com E. consideniana. Densidade básica de 0,960 g/cm3.

A madeira é muito utilizada para construções e estruturas. Em nossas condições há necessidade de estudos mais detalhados para se determinar a viabilidade de outras utilizações.

Acredita-se que a espécie foi introduzida em São Paulo, com sementes oriundas da região B, por essa razão os resultados obtidos na experimentação e nas plantações piloto, não foram tão animadores. Em testes avaliados até o momento permitem considerar a espécie como altamente potencial para as regiões onde não ocorram geadas severas.




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