Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Boraginaceae
Nome Científico: Cordia trichotoma (Vell.) Arrabida ex Steudel
Nomes Comuns: ajuí, amora do mato alto, cambará uçú, canela batata, canela branca do brejo, canela louro, canela parda, capoeira, cascudinho, claraíba parda, folha larga, frei jorge, freijó, frejó, ipê louro, ipê de tabaco, jurutê, laurel, louro amarelo, louro amargoso, louro anhinha, louro batata, louro branco, louro cabeludo, louro mutamba, pau cachorro, pereiro malva
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta estacinal semidecídual , floresta ombrófila densa , floresta de araucária , caatinga
Distribuição Geográfica: BA CE ES GO MG MS MT PB PE PR RJ SC SE SP
Dispersão: anemocoria
Polinização: melitofilia
Floração: DEZ JAN FEV MAR ABR MAI
Frutificação: ABR MAI JUN JUL AGO SET

Utilização
Utilizada para: Construção
Arborização Urbana
Melífera
Madeira Nobre

Dados do Caule
Tipo de Copa: globosa
Densidade da Madeira: 0,75
Observações: O caule apresenta uma espessura de até 35 mm, sendo que a casca externa se decompõe em fissuras longitudinais com até 2,5 cm de profundidade.

Dados da Flor
Forma da Flor: tubulosa
Número de Pétalas: 5
Tamanho da Flor: 2
Cor: branca
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Sexual: cacho
Observações: Apresentam um fenômeno que os botânicos dão o nome marcesdentes e são perfumadas. A inflorescência tem até 20 cm de comprimento.

Dados da Folha
Tipo: Simples
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 6 x 12
Inserção: alterna
Consistência: coriácea
Contem: Pilosidade
Observações: A folha é áspera e rica em pelos estrelados na face dorsal e ventral.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: aquênio
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: marrom
Tamanho: 1,1
Deiscencia: sim
Periodicidade: anual
Observações: Apresenta perianto marcesnente com ovário ínfero.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Tem ocorrido alta incidência de insetos da família Tingidae (Hemiptera). Estes insetos sugam principalmente as folhas das árvores, causando, inicialmente, manchas amarelas. Observou-se, mais recentemente, uma nova praga (lagarta, em identificação). Para minimizar o ataque desses insetos, recomenda-se plantios mistos. As sementes são bastantes infestadas por carunchos.

Dados das Sementes
Cor da Semente: marrom
Tamanho: 0,6
Observações: A semente se encontra presa á parede do fruto pela base do estigma e apresenta forma elipsoidal.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Quando os frutos adquirem cor castanha, coletá-los e observar até que os embriões estejam bem formados (secos e brandos). As pétalas são retiradas através da maceração, ficando o cálice envolvendo a semente. Sementes com faculdade germinativa inicial de 75%, armazenadas em sacos de papel Kraft em câmara seca á temperatura ambiente e UR (50%), aos 29 meses apresentaram germinação de 26%. As sementes armazenadas em câmaras fria e seca (T= 11C e UR= 60%) em embalagem em embalagem saco de pano, saco de papel Kraft e caixa de madeira conservaram sua viabilidade por um período de 3 anos.
Sementes por Kilo: 32500
Dormência: sim
Quebra da Dormência: As sementes sem tratamentos pré germinativos germinam normalmente. Porém, trabalhos conduzidos no Rio Grande do Sul relatam a existência de dormência tegumentar, sendo recomendada a escarificação mecânica das sementes durante 2 minutos.
Quebra Natural: 12 meses
Quebra Câmara: 24 meses
Umidade: 13 %
Germinação: 60 % após 40 dias
Propagação: estaquia
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 5 meses
Tolerância: sim, 5 semanas após a germinação.
Plantio: Apresenta um cescimento lento, sendo que os melhores incrementos volumétricos registrados em plantios são 9,65 m3/ha/ano aos 5 anos de idade. O espaçamento médio utilizado é de 3 x 2 m, onde a porcentagem média de plantas vivas é de 78%.
Conservação: Muito ameaçada.

Bibliografia
ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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