Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Lythraceae
Nome Científico: Lafoensia pacariSt. Hil.
Nomes Comuns: dedaleiro, amarelinho, candeia de caju, copinho, dedal, dedal amarelo, dedal cabacinha, dedal cravo, dedal róseo, dedal do campo, dedaleira, dedaleira amarela, dedaleiro amarelo, falso dedaleiro, jacarandá capitão, louro, louro da serra, mangabeira brava, mirindiba, pacari, pacari verdadeiro, pacari do mato, pacuri, pau de bicho, pau de dedal, pequi amarelo, tabaco de cachorro
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta ombrófila densa , floresta de araucária
Distribuição Geográfica: BA ES GO MG MS MT PA PR RS SC SP TO
Dispersão: anemocoria
Polinização: quiropterofilia
Floração: OUT NOV DEZ
Frutificação: ABR MAI JUN

Utilização
Utilizada para: Construção
Carvão
Arborização Urbana
Melífera
Paisagismo

Dados do Caule
Tipo de Copa: globosa
Densidade da Madeira: 0,78
Observações: A casca apresenta espessura de 10 a 20mm. A casca externa é cinzenta, rugosa, com cicatrizes, sulcos rasos longitudinais, quando velha com fendas longitudinais mais profundas. Casca interna amarelada.

Dados da Flor
Número de Pétalas: 0
Tamanho da Flor: 2,2
Cor: amarela
Estrutura: umbela
Tipo: Inflorescencia
Sexual: umbela
Observações: Reunidas em panícula terminal umbeliforme com até 30 cm de comprimento, com botões volumosos, vermelhos. O cálice campânulao com 1,8 a 2,0 cm de comprimento e 1,2 a 1,5 cm de largura, afunilado, por fora avermelhado, com a margem reclinada, com 12 dentes fortes e com forma de dedal. O odor das flores é desagradável e sua intensidade parece variar com o estágio de abertura da flor.

Dados da Folha
Tipo: Simples
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 6 x 12
Inserção: oposta
Consistência: herbácea
Contem: Glandulas
Estipulas
Nervação
Observações: As folhas são brilhantes, curto pecioladas, com ápice obtuso, provido aí de uma glândula. Coloração verde-amarelo-claro e brilhante, provida de nervuras salientes em baixo e com nervura marginal, apresenta também cicatrizes foliares aparentes e fissuras longitudinais mais escuras.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: cápsula
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: marrom
Tamanho: 6
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: O fruto possui ápice arredondado, terminando em cone, abrindo-se pela ruptura irregular das paredes do opérculo que se desprendem na maturação, na base, para deixar livres numerosas sementes, tendo internamente, no fundo, a placenta seminífera, parda escura. O fruto em forma de pião pesa de 6,1 a 40,6 g.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Pragas: plantios experimentais em Colombo - PR e em Teixeira Soares - PR, a pleno sol e em faixas abertas em capoeira alta, foram afetadas por coleópteros cerambicídeos Ocideres spp., "serradores", com danos severos, comprometendo em muito o crescimento em altura das plantas. Nas praças e ruas de Curitiba - PR, 31% das árvores foram atacadas pela colchonilha Ceroplastes grandis. Frutos são danificados por lagarta de lepdóptero Halisidota sp., Arctiidae.

Dados das Sementes
Forma da Semente: asa
Cor da Semente: amarela
Tamanho: 2
Quantidade: 102
Observações: A semente apresenta testa expandida em duas laterais, amarela a parda-avermalhada, plana, e regularmente inseridas na placenta basal, tendo o hilo numa das extremidades, não apresentando endosperma, pesando entre 1 a 9,4 g.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Os frutos devem ser coletados quando passam do verde para o castanho escuro. A extração das sementes é feita manualmente, utilizando-se um cacete, para quebrar o fruto. Sementes com faculdade germinativa inicial de 80%, armazenadas em saco plástico em sala e em câmara fria, apresentaram aos 12 meses germinação de 74% e 76% respectivamente. Um outro lote de semente após 20 meses em câmara fria apresentou 60% de germinação.
Sementes por Kilo: 63000
Dormência: não
Quebra Natural: 4 meses
Quebra Câmara: 12 meses
Umidade: 0 %
Germinação: 70 % após 35 dias
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 5 meses
Tolerância: sim 4 semanas após a germinação
Plantio: O crescimento do dedaleiro é lento a moderado. Em Telêmaco Borba-PR, ele apresentou incremento volumétrico máximo de 7,10 m3/ha/ano com casca aos 8 anos de idade. Em espaçamento 4 x 4 m obteve-se 92% de plantas vivas.
Conservação: Muito ameaçada.

Bibliografia
CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

JANKOWSKY, I.P. Madeiras Brasileiras. Caxias do Sul, SPECTRUM, 1990, V.1.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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