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Diretrizes para a Política de Conservação
e Desenvolvimento Sustentável da Mata Atlântica
Para
sugestões sobre esse material, favor entrar em contato
diretamente
no Ministério do Meio Ambiente, no endereço http://www.mma.gov.br
O objetivo do presente trabalho é atender aos anseios
da sociedade e do governo quanto à necessidade de se estabelecer
uma política que contenha as diretrizes e as linhas de atuação
para Mata Atlântica.
O tema Mata Atlântica sempre esteve no centro das
discussões do processo de desenvolvimento e meio ambiente do País.
A dimensão e a importância desse bioma, para a população
brasileira, reflete-se na intensidade dos debates sobre a necessidade de
sua proteção.
Na Mata Atlântica, por ser um dos mais importantes
biomas brasileiros em termos de composição biológica
e estrutura de ocupação, as referências sempre estão
relacionadas à necessidade de se impedir a continuação
do processo de degradação e recuperar áreas relevantes
para o seu equilíbrio. O reflexo do debate ambiental alcança
os temas sociais e econômicos que envolvem as questões do
uso e da conservação.
O estágio atual de degradação desse
bioma preocupa toda a sociedade brasileira, uma que vez que 70% do Produto
Interno Bruto do País é gerado a partir da influência
econômica e social da área ocupada pela Mata Atlântica.
O processo de formulação das Diretrizes para
a Política de Conservação e Desenvolvimento Sustentável
da Mata Atlântica resultou do desenvolvimento de etapas amplamente
participativas que envolveram estudos iniciais e sugestões de vários
segmentos. A proposta final foi submetida à Câmara Técnica
de Mata Atlântica do Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA
que posteriormente, após aprovação, encaminhou-a para
análise do plenário.
A Política foi definida tendo como referencial o
marco conceitual contido na Constituição Federal de 1988,
que define a Mata Atlântica como área de Patrimônio
Nacional cuja preservação deverá ser feita por todos
e com uso condicionado a medidas que garantam sua sustentabilidade.
Após um trabalho de consultas e debates, o Ministério
do Meio Ambiente -MMA/Secretaria de Formulação de Políticas
- SFP, juntamente com outros ministérios, formulou um conjunto de
diretrizes que compõem a Política de Conservação
e Desenvolvimento Sustentável da Mata Atlântica.
Os elementos e instrumentos estratégicos que compõem
essa política buscam compatibilizar as necessidades da sociedade
e dos segmentos de governo envolvidos na implementação de
instrumentos que garantam a proteção da Mata Atlântica.
O conjunto de instrumentos definidos deve influir sobre
as decisões futuras e servir como orientação das ações
a serem implementadas na Mata Atlântica. A estratégia política
desenhada parte da premissa que a Mata Atlântica encontra-se atualmente
em um estágio grave de degradação, e que as soluções
requerem ações imediatas e integradas cujo processo de implementação
demanda capacidade de interlocução e busca da valorização
dos mecanismos de participação.
Para o delineamento da lógica de uso e conservação
desse bioma, as diretrizes devem observar o conceito de equilíbrio
dinâmico entre as ações de proteção e
as de desenvolvimento, de maneira a garantir a efetiva sustentabilidade
dos remanescentes, conter a expansão das populações
urbanas sobre áreas naturais, aumentar o número de unidades
de conservação, promover a recuperação das
áreas degradadas e estimular a criação de corredores
ecológicos por meio do reflorestamento e da recomposição
da cobertura vegetal. Todos esses fatores visam contribuir para a melhoria
da qualidade de vida das populações da Mata Atlântica.
No aspecto do equilíbrio entre o uso e a conservação
deverá ser garantida a continuidade do desenvolvimento com base
na valorização do capital natural e do social.
A Política estabelece linhas programáticas
que possam, ao longo do tempo, delinear ações integradas
baseadas nos princípios fundamentais de uso múltiplo e gestão
participativa, especialmente na valorização dos aspectos
sociais. Portanto, entende-se que a gestão participativa, através
dos comitês de gestão que envolvem Unidades de Conservação
- UC's, bacias hidrográficas e o gerenciamento costeiro, possam
servir como elementos focais para implementação das ações
e dinamizar as decisões no âmbito dos estados e municípios.
Como estratégia para implementação
das diretrizes considerou-se que a elaboração das políticas
integradas para a Mata Atlântica deve basear-se no pressuposto de
que a interlocução das questões ambientais e das setoriais
deve estar respaldada pelo interesse e envolvimento dos diversos segmentos
da sociedade. No âmbito do governo, a viabilização
das ações será a consulta prévia aos diversos
atores, respeitando as decisões dos fóruns de interlocução.
Consulte o documento
na íntegra, no formato PDF.
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