Finalizada campanha de fotossíntese do programa PPPIB
18/07/2012

O Programa de Produtividade Potencial do Pinus no Brasil (PPPIB) tem como um de seus delineamentos experimentais o estudo de três fatores (desbaste, irrigação e fertilização) na produtividade do Pinus taeda e do Pinus caribaea var. hondurensis nos municipios de Telêmaco Borba (PR), Nova Ponte (MG) e Itatinga (SP). A determinação das taxas fotossintéticas é um dos estudos extras que tem sido realizado neste delineamento com o objetivo de entender os fatores que influenciam a produtividade das florestas e as respostas fisiológicas das plantas em ambientes adversos.

Este estudo possibilitará melhor compreensão do efeito da limitação hídrica e nutricional nas taxas fotossintéticas das duas espécies, o que é necessária para a estimativa da produtivade florestal baseada em modelos ecofisiológicos. O trabalho parte da dissertação de mestrado de Rafaela Carneiro na Esalq/USP, que utiliza torres de 16 metros de altura, uma vez que a floresta já está com 5 anos, no ensaio de Itatinga. Ao longo de janeiro a abril, Rafaela mediu a fotossíntese com o equipamento LiCor 6400, equipamento da Klabin e disponibilizado ao PPPIB, o qual foi adquirido pela empresa para auxiliar nos estudos ecofisiológicos do Pinus.

Foram amostrados 48 pontos da copa e, no estudo diário, as medições iniciavam-se às oito da manhã e só se encerram às quatro da tarde, com medições em intervalos de 15 minutos. As árvores medidas estão nos tratamentos controle (sem irrigação e sem fertilização) e no tratamento potencial (irrigado e fertilizado). Com a determinação das taxas fotossintéticas ao longo do dia será possível avaliar o comportamento das plantas em relação à mudança do déficit de pressão de vapor, estudo de extrema importância, uma vez que as baixas umidades do solo e do ar são alguns dos principais fatores limitantes a produtividade florestal. Além disso, os dados possibilitam também quantificar a capacidade de produção fotossintética destas plantas com a variação da concentração de CO2. Finalmente, a aluna ainda está acompanhando a fenologia das espécies, o crescimento semanal das árvores com fitas dendrométricas, e os inventários anuais. Para o prof. José Luiz Stape (NCSU/IPEF), coordenador do programa, “o PPPIB atingiu agora um nível de maturidade único, onde os pesquisadores das empresas já estão começando a discutir os aspectos mais técnicos sobre o crescimento detalhado das árvores, e os fatores que as afetam”.


Rafaela durante medições de fotossíntese

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