IPEF realiza primeiro inventário nos ensaios de silvicultura clonal de Pinus taeda em Santa Catarina
13/09/2012

Em maio o projeto de pesquisa “Impacto do espaçamento e silvicultura em materiais genéticos de Pinus taeda com distintas arquiteturas de copa” em Rio Negrinho, Santa Catarina, completou um ano de instalação. Este projeto é parte de integrante de um estudo financiado nos Estados Unidos, com apoio do Centro de Pesquisa Florestal da National Science Foundation (CAFS) e da Cooperativa de Produtividade Florestal (FPC), sendo que os estudos no no Brasil são coordenados pelo IPEF.

O projeto é amplo e conta com três diferentes ensaios. O primeiro ensaio é um delineamento fatorial, com blocos de três repetições, contando com dois níveis de intensidade silvicultural e três espaçamentos, com seis diferentes genótipos de Pinus taeda (4 clonais e 2 seminais), além de um genótipo seminal brasileiro (testemunha). Já o segundo é um ensaio Nelder, em duas repetições, com os diferentes genótipos usados também no primeiro ensaio. O terceiro é um ensaio de teste de progênies, com 12 repetições e dois níveis silviculturais, sendo testados no total 38 diferentes materiais genéticos (13 americanos e 25 brasileiros). Todos os materiais genéticos americanos foram fornecidos pela associada ArborGen.

O projeto brasileiro integra um projeto maior, que estuda a interação entre genótipo e ambiente. A interação com site se deve ao fato deste ensaio estar também instalado na Virgínia e na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Este projeto é coordenado pelos pesquisadores Tom Fox (Virginia Polytechnic Institute and State University) e José Luiz Stape (North Carolina State University). No Brasil, os ensaios foram implantados pelos engenheiros Clayton Alcarde Alvares (IPEF), Renato Lima e Mármonn Nadolny (Valor Florestal).

No final do primeiro ciclo de crescimento, em julho, foi realizado o primeiro inventário florestal dos ensaios brasileiros. O censo das alturas indicou que há mais de 99% de sobrevivência. As parcelas com diferentes tratamentos de fertilização já podem ser visivelmente diferenciadas. No geral as árvores fertilizadas apresentaram altura média de 1,4m enquanto que as parcelas sem fertilização têm árvores com altura média de 1,1m.

Considerando essas avaliações, Tom Fox avalia que “este ensaio, sem dúvida, é o primeiro estudo com tamanho rigor científico de ter os mesmos materiais genéticos (clones e sementes) de Pinus taeda no Brasil e nos EUA, e exatamente nos mesmos delineamentos experimentais. Será um marco no conhecimento do “por quê” o Pinus taeda apresenta maior produtividade no Brasil comparativamente aos EUA”. Stape ressalta que “como a Valor e a ArborGen fazem parte do PPPIB, outro programa cooperativo do IPEF, já existe uma grande sinergia neste projeto. Isto facilitou a implantação do CAFS no Brasil, com o rigor científico necessário para os bons resultados deste estudo”.


Inventário de Pinus taeda

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