Estudo da dinâmica do índice de área foliar na rede experimental do PPPIB
01/03/2013

O Programa Cooperativo sobre Produtividade Potencial do Pinus no Brasil (PPPIB), possui 376 parcelas de inventário nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Estas parcelas compões 94 blocos, sendo que em cada bloco há 4 tratamentos (sem desbaste e sem fertilização, com desbaste e sem fertilização, sem desbaste e com fertilização, e com desbaste e com fertilização). “Esta rede de parcelas é composta por uma ampla diversidade de solos, clima e produtividades, o que o torna ideal para compreendermos a dinâmica do índice de área foliar dos povoamentos de Pinus do Brasil”, comenta o prof. José Luiz Stape, coordenador do PPPIB.

Com isso, uma das linhas de estudo do programa visa então capturar a variabilidade do índice de área foliar (IAF) do plantio até o primeiro desbaste, e está sendo liderado pelo pesquisador Clayton Alvares (IPEF) e pela doutoranda Juliana Biruel Munhoz (Esalq/USP).

Inicialmente, foram obtidas imagens do satélite MODIS de 64 talhões de Pinus taeda e 19 de Pinus caribaea var. hondurensis totalizando 293 imagens. A partir destas imagens, foram calculados dois índices de vegetação (NDVI e EVI) onde foi possível observar os picos máximos e mínimos desses índices e selecionar os melhores períodos as amostragens de campo. Para calibrar e obter o algoritmo que relaciona os índices do satélite com o IAF, serão realizadas duas campanhas de medições no campo, sendo uma em cada semestre (fevereiro a abril e setembro a novembro), onde foram selecionadas 10 parcelas de Pinus caribaea var. hondurensis e 20 parcelas de Pinus taeda localizadas cada uma em diferentes talhões, totalizando respectivamente, 40 e 80 árvores amostradas por campanha.

Com isso, iniciou-se a primeira campanha de amostragem destrutiva na empresa Florestal Vale do Corisco, em Sengés (PR) e Itapeva (SP), para determinação da biomassa dos diferentes compartimentos acima do solo da árvore (galho, fuste, casca e acículas) e mensuração indireta do IAF usando o equipamento LAI2000. Com o fim das amostragens, poderá se estimar o IAF a partir das imagens do satélite MODIS, calibradas pela amostragem destrutiva e pelo LAI 2000. Estas informações possibilitarão melhorar o manejo do Pinus por propiciarem o acompanhamento contínuo do seu desenvolvimento via sensoriamento remoto.


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