Doutorado investiga sinalizadores de estresse hídrico nos clones de eucalipto
12/04/2013

A avaliação dos processos fisiológicos das plantas relacionados às mudanças ambientais têm sido foco de muitas pesquisas. Em ambientes agrícolas e florestais, estudos desta natureza podem auxiliar na seleção de genótipos, bem como na definição de estratégias de manejo das áreas cultivadas. No Brasil, o plantio de eucalipto está sendo realizado com grande frequência em áreas sujeitas a estresses hídricos, aumentando a necessidade de estratégias de seleção de materiais genéticos com maior tolerância à condições adversas de crescimento.

Com esta temática, Marina Shinkai Gentil, doutoranda do Programa de Pós Graduação em Fisiologia e Bioquímica de Plantas (ESALQ/USP), sob orientação dos Professores Ricardo Ferraz de Oliveira (Departamento de Ciências Biológicas) e José Luiz Stape (North Carolina State University), em parceria com o TECHS, está desenvolvendo o projeto de tese “Variáveis fisiológicas e acúmulo de ácido γ-aminobutírico (GABA) em Eucalyptus sob condições de estresse hídrico”.

Estudos prévios indicaram que o GABA, um aminoácido não proteico, se acumula na planta em situações de estresse. Entretanto, sua função nas plantas, e a relação com a tolerância ao estresse hídrico, ainda precisam ser elucidados. A hipótese do estudo é que o GABA é um sinalizador de estresse responsável pela ativação de mecanismos fisiológicos e que pode ser utilizado como indicador para seleção de tolerância ao estresse hídrico.

Para o estudo, foi instalado um ensaio pareado (com e sem estresse) em fevereiro de 2013 em área da Fazenda Areão (ESALQ/USP), utilizando caixas de 300 litros preenchidos com solo fértil. Oito clones tropicais de eucalipto utilizados no TECHS estarão sendo avaliados em condições com e sem déficit hídrico, o qual será induzido quando as plantas tiverem de 6 a 9 meses de idade. “Nossa meta é ao mesmo tempo entender a magnitude de resposta dos sinalizadores e a sua relação com a tolerância ao estresse, que será avaliada via fisiologia das folhas” enfatiza Marina.

Os mesmos clones serão estudados em ambiente controlado visando avaliar o tempo de resposta da produção de GABA a partir do momento em que as plantas são submetidas ao estresse hídrico. Para o prof. Stape, “este é o primeiro estudo do TECHS que visa estabelecer uma relação entre aspectos bioquímicos e fisiológicos com o comportamento de campo, e esperamos que vários outros o sigam!”.


Marina com os clones em estudo

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