V&M Florestal inicia criação do parasitoide para controle biológico do Percevejo Bronzeado
12/07/2013

Nos dias atuais, o controle biológico tem se tornado uma das estratégias mais importantes para o controle de pragas florestais, principalmente pelo baixo impacto ambiental associado. Por isso, a V&M Florestal vem há tempos investindo no estabelecimento e manutenção de criações de inimigos naturais de pragas florestais em seu laboratório. Até o momento a empresa atuou na multiplicação do predador Podisus nigrispinus e o parasitoide Palmisticus elaiseis, utilizados no controle de lagartas desfolhadoras.

Nos dias 04 e 05 de junho, a empresa iniciou a criação de um novo controlador biológico, o parasitóide Cleruchoides noackae introduzido pelo Programa Cooperativo de Proteção Florestal (PROTEF) para o controle do percevejo bronzeado. Toda a tecnologia desenvolvida foi repassada pelo pesquisador Leonardo Barbosa (Embrapa Florestas) ao Centro de Pesquisa da V&M Florestal.

“O objetivo desta transferência tecnológica é aumentar a produção deste inimigo natural em diversos estados do Brasil, principalmente em Minas Gerais, onde se encontra a maior área de plantada de eucalipto do país e também a maior área de ocorrência da praga”, afirma a pesquisadora Bianca Vique, da V&M Florestal.

A segunda etapa dessa iniciativa é a multiplicação massal do inimigo natural em laboratório. Neste aspecto, a experiência adquirada pela empresa ao longo de quase trinta anos nessa linha tecnológica e as parcerias estabelecidas com instituições de pesquisas (IPEF e Embrapa) e universidades (UNESP e UFV) contribuirão para o êxito dessa ação. A expectativa da V&M Florestal, em médio prazo, é ampliar os pontos de liberação do parasitoide em suas áreas com registros de ocorrência da praga e, também, atender empresas parceiras do setor florestal.

Esta iniciativa representa uma nova fase no Projeto Cooperativo de Manejo de Pragas Exóticas, que é conduzido pelo PROTEF, no qual toda a tecnologia desenvolvida pelo grupo para o controle biológico do percevejo bronzeado será repassada às empresas associadas. O pesquisador Leonardo Barbosa, que tem colaborado com essa iniciativa de transferência do parasitóide às empresas, ressalta que em detrimento ao êxito obtido até o momento, as pesquisas devem continuar. “Ainda temos várias questões que precisam ser respondidas, como por exemplo, saber se o inimigo natural está se estabelecendo no campo”.


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