IPEF contrata mais um talento para integrar seus programas cooperativos
06/11/2013

O Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), através de um convênio com a FPC (Forest Productivity Cooperative), contratou, em setembro, a eng. Rafaela Lorenzato Carneiro para integrar a equipe de modelagem e participar como pesquisadora nos programas cooperativos de Produtividade Potencial do Pinus no Brasil (PPPIB) e de Tolerância de Eucalyptus Clonais aos Estresses Hídrico e Térmico (TECHS).

Rafaela é formada em engenharia florestal pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), em 2010, participando da primeira edição do Programa de Preparação de Gestores Florestais (PPGF), em 2011. Durante sua graduação foi estagiária do IPEF pelo projeto SESC Pantanal e atuou nas pesquisas do PPPIB. No mesmo mês de sua contratação, defendeu sua dissertação de mestrado pelo Programa de Recursos Florestais da Esalq/USP sob orientação do prof. José Luiz Stape.

Mestrado

O projeto de pesquisa do mestrado de Rafaela foi desenvolvido nos plantios do PPPIB na Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga, onde um ensaio com três fatores (nutrição, hídrico e desbaste) foi instalado em fevereiro de 2007 para as duas principais espécies de Pinus plantadas no Brasil: P. caribaea var. hondurensis (tropical) e P. taeda (subtropical). Rafaela selecionou três árvores médias nas duas espécies estudadas em tratamentos fertilizados e irrigados (manejo intesivo) e em tratamento sem fertilização e não irrigado (controle), ambos sem desbaste, para caracterizar a capacidade fotossintética e a condutância estomática das duas espécies durante o verão e o inverno de 2012, com medições de fotossíntese utilizando o aparelho LiCor 6400 XT.

Aos cinco anos o P.caribaea var. hondurensis apresentou o dobro do volume de madeira do que o P.taeda. Para as duas espécies a fotossíntese máxima foi maior durante o verão, e o P. caribaea var. hondurensis mostrou grande variação entre as estações, sendo que as duas espécies tiveram médias fotossintéticas semelhantes ao compararmos as duas avaliações. O Pinus taeda se destacou em ambas as campanhas, com maiores valores médios que o Pinus caribaea var. hondurensis, relacionado à maiores concentrações de nitrogênio foliar. Assim, Rafaela verificou que não houve relação entre o crescimento em biomassa das árvores e as medições da fotossíntese no nível foliar, indicando que outros processos, a nível de copa e planta, são necessários para explicar o maior crescimento do Pinus caribaea var. hondurensis.

Os professores José Luiz Stape (NCSU), Rinaldo Cesar de Paula (UNESP/Jaboticabal) e Antônio Natal Gonçalves (Esalq/USP) formaram a banca de defesa, e o estudo foi apoiado pela CAPES e pelo PPPIB, que é composto pelas empresas Arauco, Caxuana, Juliana, Klabin, Masisa, Rigesa e Valor Florestal.

Rafaela agora irá atuar nos levantamentos de índice de área foliar nas parcelas gêmeas do PPPIB, juntamente com a eng. Juliana Biruel (Esalq/USP), e acompanhar a instalação e medição do balanço de carbono nos sítios específicos do TECHS.


Dr. Antonio Joaquim de Oliveira e Rafaela, na entrega de certificado do PPGF 2011

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