Implantados os primeiros experimentos que irão compor o banco de germoplasma do Refugio Ecológico do Sesc
16/05/2014

O projeto de silvicultura de espécies nativas do cerrado Mato-grossense no Refúgio Ecológico SESC Serra Azul (RESSA), iniciou em 2012 com o objetivo principal de desenvolver a silvicultura de espécies nativas existentes na área do RESSA. Para alcançar tal objetivo foram planejados o levantamento da vegetação e características edafoclimaticas da região, a disponibilização de material genético, a silvicultura comercial do cerrado mato-grossense e a restauração da vegetação do cerrado. O projeto está sendo conduzido por uma equipe multidisciplinar composta pelos professores Mario Teixeira de Moraes (UNESP), Pedro Henrique Bracalion e Pablo Vidal Torrado (ESALQ/USP) e pelo engenheiro Paulo Henrique da Silva (IPEF).

No levantamento de solos foram identificados quatro tipos predominantes: Latossolos; Plintossolos; Neossolos Litólicos; e Cambissolos. No levantamento florístico, foram identificadas mais de 230 espécies nativas, sendo que Angico branco, Aroeira, Baru, Carvoeiro, Cedro, Copaíba, Garapa, Gonçalo-Alves, Louro Pardo e Tingui foram as espécies indicadas como potenciais para a seleção de matrizes e posterior implantação dos testes de progênies que serão conduzidos para compor o banco de germoplasma.

Durante o ano de 2013 foram selecionadas e colhidas as matrizes das espécies potenciais, sendo as sementes foram enviadas para a sede do IPEF, em Piracicaba (SP), aonde vem sendo produzidas as mudas a serem utilizadas no projeto.

Já no ano de 2014 o projeto iniciou a implantação dos experimentos, quando foram plantadas três espécies em sistema que permite avaliar o efeito do espaçamento no crescimento e na forma das árvores. O primeiro experimento implantado foi o teste de progênie e espaçamento do Tingui, sendo plantadas 30 progênies em janeiro. No mês de abril foram plantadas mais duas espécies, o Angico branco, com 18 progênies, e a Copaíba, com 13 progênies.

No viveiro do IPEF estão sendo produzidas as mudas das espécies Baru, Carvoeiro, Cedro, Garapa, Gonçalo-Alves e Louro Pardo, que serão implantadas no segundo semestre de 2014. O projeto conta com a participação de diversos estudantes de graduação e pós-graduação da USP e da Unesp, com destaque para dois alunos que irão conduzir o projeto da tese com os experimentos do RESSA.


Muda de Angico

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