IPEF organiza visita internacional à Argentina e Uruguai
09/08/2011

Com a proposta de discutir os desafios do melhoramento e da propagação vegetativa, como, por exemplo, a inserção de materiais subtropicais para serem trabalhadas “puras” ou na hibridação com espécies já utilizadas em larga escala, foi realizada no período de 02 a 07 de maio a “Reunião e visita técnica internacional – Desafios do melhoramento e da propagação vegetativa na silvicultura atual” na Argentina e no Uruguai, com a promoção do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) e a coordenação de Paulo Henrique Muller da Silva (IPEF), Israel Gomes Vieira (IPEF), Martin Marco (INTA), Karina de Lima (consultora do IPEF), Carmelo Centurion (Forestal Oriental) e Monica Heberling (Montes Del Plata).

A reunião contou com a participação de mais de 30 pessoas, entre representantes de empresas florestais, professores e pesquisadores do Brasil, Argentina e Uruguai. Participaram as empresas associadas ArcelorMittal BioFlorestas, Arborgen, Duratex, Stora Enso, Suzano, Klabin, Forestal Oriental e Montes del Plata, e as empresas Tecnoplant, Hydroplan e Weyerhaeuser, não são associadas ao Instituto, além das universidades Esalq/USP, UFV e Unesp e os institutos de pesquisa INTA, INIA, SIF e o próprio IPEF.

Os participantes visitaram o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA – Castelar) onde foram apresentados os trabalhos de melhoramento genético com eucalipto, sendo observada a utilização da genética quantitativa e da biotecnologia dentro da estratégia do INTA para formar os pomares de sementes. As espécies são trabalhadas por região e esta unidade do INTA é responsável pelas espécies E. globulus, E. dunnii, E. maidenii e E. viminalis. Um dos destaques foi a apresentação do projeto que uniu pesquisadores do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, da Dra. Susana Marcucci Poltri (Instituto de Biotecnología do CICVyA) intitulado “Biotech Mercosur Eucalyptus spp,” que tem a finalidade de formar uma rede de mapeamento genético, visando pesquisar a base genética relacionada com a qualidade da madeira para fins industriais e energéticos.

O diretor do EEA INTA, Ruben Devoto apresentou a Estação Experimental Agropecuária Concepción del Uruguay que possui um ensaio com 25 espécies para regiões de clima temperado úmido, implantado em novembro de 2007 e os testes clonais de híbridos interespecíficos (E. grandis, E. tereticornis, E. camaldulensis e E. dunnii) implantado em novembro de 2003. Na empresa Beyga-Humaita os participantes visitaram pomares de E. grandis, E. dunnii e E. saligna e a apresentação em campo do Programa de Melhoramento do E. grandis.

Na cidade de Paysandu, Uruguai, os professores Antônio Natal Gonçalves e Marcilio de Almeida, da Esalq/USP, e o engenheiro florestal Paulo Henrique Muller da Silva, do IPEF, apresentaram seus projetos. Também foi realizada a primeira reunião administrativa do novo Programa Cooperativo de Enraizamento e Clonagem de Eucalyptus (PECE), ministrada pelo coordenador do setor de Sementes e Mudas do IPEF, Israel Gomes Vieira. Também foram visitados dois ensaios, um com espécies seminais e ou outro com clones da Montes Del Plata e o teste de progênie de E. benthamii (6,5 anos) da Forestal Oriental, além dos viveiros de ambas empresas. Segundo Karina de Lima, consultora do IPEF que participou da experiência “o maior destaque da visita ao viveiro da empresa Montes Del Plata foi à adoção de recipientes biodegradáveis, gerando diversas modificações no sistema produtivo, pois foi alterado a bandeja, o substrato, a fertilização e o regime hídrico”.

A Mundial Forestacion apresentou seu Programa de Melhoramento e do sistema de propagação do E. globulus e os participantes visitaram o viveiro da empresa e áreas de produção de sementes. Em relação à clonagem do E. globulus, que é uma espécie que precisa de diversos cuidados para se obter bom índice de enraizamento, de modo que são necessárias adaptações para utilizar o protocolo aplicado na clonagem do E. urophylla e do E. grandis que são mais robustas.

Com a viagem foi possível conhecer, além dos programas de melhoramento e as dificuldades na propagação vegetativa, um pouco da base genética de eucaliptos existentes na Argentina e no Uruguai que podem interessar as empresas associadas e poderão ser adquiridos, sendo que alguns desses materiais já estão dentro do programa de melhoramento do Instituto.


Participantes no INTA (Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária)

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