Os programas cooperativos e as empresas
O IPEF tem diversas formas de atuar, destacando-se a que ocorre através dos programas cooperativos que se constituem na razão principal da existência, pois através deles são atingidos os principais objetivos do instituto que são as ações de integração universidade-empresa e interação entre as mesmas, além da difusão de informações técnicas ao setor florestal.
Os programas atuais são:
Programa de Monitoramento Ambiental em Microbacias (PROMAB): estuda os efeitos hidrológicos do manejo de florestas plantadas, através do monitoramento contínuo do balanço hídrico e da qualidade da água em microbacias hidrográficas experimentais, visando contribuir para a melhoria contínua do manejo.
Programa Cooperativo em Melhoramento Florestal (PCMF): desenvolve projetos, cujos resultados são de interesse, principalmente, para os melhoristas florestais, e também, fornecem subsídios para o adequado manejo florestal, uma vez que auxilia nos aspectos regulatórios da biotecnologia.
Programa de Silvicultura e Manejo (PTSM): desenvolve projetos de pesquisa e desenvolvimento gerando embasamento científico e tecnológico adequado para a tomada de decisão operacional da área de silvicultura das empresas, visando ao aumento da produtividade dos povoamentos florestais e à sustentabilidade a médio e longo prazos.
Programa Cooperativo de Clonagem e Enraizamento de Eucalipto (PECE): desenvolve protocolos para a produção clonal em larga escala de genótipos selecionados de eucaliptos subtropicais e seus híbridos por meio das técnicas de miniestaquia e microestaquia, com especial atenção para a indução e formação de um sistema radicular morfofisiologicamente funcional.
Programa de Proteção Florestal (PROTEF): busca soluções objetivas, por meio de projetos de pesquisa, para aperfeiçoar o manejo integrado de pragas e doenças, implementando sistemas que levem em consideração a flutuação populacional dos insetos-pragas e inimigos naturais e as formas de monitoramento e controle mais adequados, respeitando aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais.
Programa Torre de Fluxo (EUCFLUX): estuda o fluxo de energia, de água, de nutrientes e de carbono no ecossistema florestal, estimando a eficiência do uso desses recursos no crescimento da floresta de eucalipto validando modelos ecofisiológicos que serão usados como ferramentas de análise da produção e sustentabilidade do ecossistema.
Programa Tolerância de Eucalyptus Clonais aos Estresses Hídrico e Térmico (TECHS): estuda os aspectos ecofisiológicos que interferem na tolerância do eucalipto a estresses hídrico e térmico nos principais clones do Brasil, e pretende aprofundar o conhecimento da ecofisiologia do eucalipto ao mesmo tempo em que aproxima os estudos à área de melhoramento genético e hidrologia florestal.
Programa de Produtividade Potencial do Pinus no Brasil (PPPIB): estuda os fatores silviculturais e ambientais que determinam o crescimento das plantações de Pinus, estimando a produtividade potencial através do conhecimento da eficiência do uso do recurso hídrico, da disponibilidade nutricional e do manejo da floresta.
Programa Cooperativo em Silvicultura de Nativas (PCSN): busca a interação entre empresas e instituições, facilitando a troca, consolidação e sistematização das informações já existentes, racionalizando os esforços de pesquisa e buscando maior integração entre empresas e a sociedade, tendo em vista a restauração florestal (com foco em áreas de preservação permanente e reserva legal) e silvicultura de nativas com fins econômicos.
Programa Cooperativo em Certificação Florestal (PCCF): busca ser o elo de ligação entre os organismos de certificação, empresas certificadas, universidades e instituições de pesquisa, fornecedores de insumos e serviços e demais partes interessadas ao processo de certificação florestal, para o tratamento dos assuntos de interesse de todos.