Scientia Forestalis, volume 44, n. 109
p.9-18, março de 2016
DOI: dx.doi.org/10.18671/scifor.v44n109.01

Differential tolerance of eucalyptus clones to sulfentrazone applied in different soil textures

Tolerância diferencial de clones de eucalipto ao sulfentrazone aplicado em solos com diferentes texturas

Caio Antonio Carbonari1
Leonardo Guelli Miranda2
Giovanna Larissa Gimenes Cotrick Gomes3
Gilmar José Picoli Junior3
Ana Karollyna Alves de Matos3
Edivaldo Domingues Velini4

1Assistant Professor, Phd. UNESP - Universidade Estadual Paulista ”Júlio de Mesquita Filho” / FCA - Faculdade de Ciências Agronômicas - Departamento de Produção e Melhoramento Vegetal. – 18610-307 – Botucatu/SP, Brazil. E-mail: carbonari@fca.unesp.br.
2Undergraduate student. UNESP - Universidade Estadual Paulista ”Júlio de Mesquita Filho” / FCA - Faculdade de Ciências Agronômicas - Departamento de Produção e Melhoramento Vegetal. – 18610-307 – Botucatu/SP, Brazil.
3Graduate students. UNESP - Universidade Estadual Paulista ”Júlio de Mesquita Filho” / FCA - Faculdade de Ciências Agronômicas - Departamento de Produção e Melhoramento Vegetal. – 18610-307 – Botucatu/SP, Brazil.
4Full Professor, Phd. UNESP - Universidade Estadual Paulista ”Júlio de Mesquita Filho” / FCA - Faculdade de Ciências Agronômicas - Departamento de Produção e Melhoramento Vegetal. – 18610-307 – Botucatu/SP, Brazil.

Recebido em 08/05/2014 - Aceito para publicação em 30/07/2015

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar a intoxicação e os teores de clorofila em dois clones de eucalipto submetidos a aplicação sulfentrazone, em diferentes doses e em solos com diferentes texturas. Foram realizados experimentos com dois tipos de solos de diferentes texturas (arenoso e argiloso). Os tratamentos foram dispostos em esquema fatorial 2 (clones) x 4 (doses de sulfentrazone) e o delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado com quatro repetições. Foram utilizados dois clones de eucalipto, Eucalyptus urophylla (472) e Eucalyptus urograndis (132) e foram testadas as doses de 200, 400 e 600 g de sulfentrazone ha-1 e uma testemunha sem aplicação de herbicida. A aplicação das diferentes doses do herbicida foi realizada sobre o solo e em seguida as mudas foram transplantadas para os vasos. As avaliações de intoxicação ocorreram aos 15, 35, 62 e 90 dias após a aplicação das diferentes doses do sulfentrazone e as coletas de folha para determinação dos níveis de clorofila e solo foram realizadas aos 15, 45 e 90 dias após a aplicação do herbicida. Aos 90 dias após a aplicação, as plantas foram coletadas, e suas respectivas massas secas foram determinadas. Os dois clones de eucalipto apresentaram maiores níveis de intoxicação no solo arenoso e o clone de E. urophylla mostrou-se mais sensível em relação a aplicação do herbicida sulfentrazone. Os níveis de intoxicação observados para os dois clones foi proporcional à dose de sulfentrazone em ambos os solos e a disponibilidade de sulfentrazone foi muito superior no solo arenoso em relação ao argiloso. As maiores doses de sulfentrazone em ambos os solos promoveram reduções nos níveis de clorofila.
Palavras-chave: seletividade, fitotoxicidade, herbicida, pré-emergência.

Abstract

This study aimed to evaluate the visual injury and concentrations of chlorophyll in two eucalyptus clones submitted to sulfentrazone application, at different doses and in soils with different textures. Experiments were performed utilizing two soil textures (sandy and clayey). The treatments were arranged in a factorial scheme of two (clones) x four (sulfentrazone doses), in a completely randomized experimental design with four replications. Two eucalyptus clones were utilized: Eucalyptus urophylla (472) and Eucalyptus urograndis (132), and were tested at doses of 200, 400 and 600 g of sulfentrazone ha-1 and one control without herbicide application. The different herbicide doses were applied onto the soil, and then the plants were transplanted to pots. Visual injury evaluations occurred at 15, 35, 62 and 90 days after application of the different sulfentrazone doses whereas leaves and soil were collected on days 15, 45 and 90 after herbicide application to determine the chlorophyll levels. At 90 days after application, the plants were harvested and their respective dry masses determined. Both eucalyptus clones presented higher intoxication levels in sandy soil while the E. urophylla clone proved more sensitive in relation to sulfentrazone application. The visual injury levels observed in the two clones was proportional to the sulfentrazone dose in both soils, while sulfentrazone availability was much greater in sandy than clayey soil. The highest sulfentrazone doses in both soils promoted diminished levels of chlorophyll.
Keywords: selectivity, phytotoxicity, herbicide, pre-emergence.





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