Scientia Forestalis, volume 45, n. 115
setembro de 2017
DOI: dx.doi.org/10.18671/scifor.v45n115.01

Utilização de lignosulfonato e adesivo Fenol-Formaldeído na produção de painéis aglomerados

Using lignosulfonate and Phenol-Formaldeyde adhesive in particleboard manufacturing

Marcelly Alves da Silva1
Pablo Vieira Dos Santos1
Gilmar Correia Silva2
Roberto Carlos Costa Lelis3
Alexandre Miguel Do Nascimento4
Edvá Oliveira Brito3

1Mestrando em Ciências Ambientais e Florestais. UFRRJ – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro / Instituto de Florestas. Rodovia BR-465, Km 7 – 23890-000 – Seropédica, RJ, Brasil. E-mail: marcellyufrrj@hotmail.com; pabloufrrj@hotmail.com.
2Professor Associado do Departamento de Fitotecnia e Zootecnia. UESB – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Estrada Bem Querer – 45031300 – Vitória da Conquista, BA. Brasil. E-mail: gcsflorestal@gmail.com; edva@ufrrj.br.
3Professor Titular do Departamento de Produtos Florestais. UFRRJ – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro / Instituto de Florestas. Rodovia BR-465, Km 7 – 23890-000 – Seropédica, RJ, Brasil. E-mail: lelis@ufrrj.br; amn@ufrrj.br.
4Professor Adjunto do Departamento de Produtos Florestais. UFRRJ – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro / Instituto de Florestas. Rodovia BR-465, Km 7 – 23890-000 – Seropédica, RJ, Brasil. E-mail: adva@ufrrj.br;

Recebido em 26/04/2016 - Aceito para publicação em 30/03/2017

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar a viabilidade da utilização de lignosulfonato de cálcio e magnésio (LS) na produção de painéis aglomerados de Pinus caribaea var. caribaea, na forma pura e em misturas com fenol-formaldeído (FF). De modo a avaliar o efeito da substituição de FF por LS sobre as propriedades físicas e mecânicas, foram produzidos painéis com diferentes concentrações desses adesivos. O delineamento experimental foi constituído de duas fases. A primeira fase foi realizada sob a temperatura de 160°C e tempo de prensagem de 10 minutos, com as seguintes composições: 100% de FF, e as substituições por LS nas proporções de 20, 40, 60, 80 e 100%, com três repetições cada. Na segunda fase, os três tratamentos da primeira fase com desempenho inferior nas propriedades mecânicas foram testados na temperatura de 180°C em tempos de prensagem de 5 e 7 minutos. Os resultados médios da densidade básica e aparente da madeira foram de 0,54 e 0,60g/cm³, respectivamente. Na segunda fase, o aumento da temperatura e a diminuição do tempo de prensagem não foram suficientes para consolidar o painel, não sendo possível analisar os resultados desta fase. Com relação ao inchamento em espessura e absorção de água, à medida que aumentou a proporção de lignosulfonato na mistura elevaram-se também esses valores. Em até 80%, a substituição do adesivo fenol-formaldeído por lignosulfonato foi satisfatória no atendimento a NBR 14810-2 (ABNT,2013) para propriedades mecânicas. O lignosulfonato apresentou eficiência na utilização como adesivo na produção de painéis aglomerados em misturas com fenol-formaldeído, evidenciando que esta é uma alternativa à utilização de adesivos sintéticos.
Palavras-chave: lignosulfonato; fenol-formaldeído; Pinus caribaea.

Abstract

The purpose of this study was to evaluate the feasibility of using calcium and magnesium lignosulfonate (LS) in the production of Pinus caribaea var. caribaea particleboard panels, used pure and in mixtures with phenol-formaldehyde (FF). In order to evaluate the effect of FF replaced by LS on the physical and mechanical properties, panels were produced with different concentrations of these adhesives. The experiment consisted of two phases: The first phase was performed under temperature of 160°C and pressing time of 10 minutes with the following compositions: 100% FF, and LS substitutions in the proportions of 20, 40, 60, 80 and 100%, with three replications each. In the second phase, the first phases of the three treatments with lower performance in the mechanical properties were tested at a temperature of 180°C and up to 7 minutes. The results of basic and apparent wood density were 0.54 and 0.60 g/cm³, respectively. In the second stage, the temperature increase and decrease of the pressing time were not sufficient to consolidate the panel, rendering the analysis of the results of this phase not possible. As for thickness swelling and water absorption, increases in the proportion of lignosulfonate in the mixture also raised up those values. The replacement of the phenol-formaldehyde adhesive by lignosulfonate was satisfactory, attending the specific norm for mechanical properties by 80%. Lignosulfonate showed efficiency as use as an adhesive in the production of particleboard in mixtures with phenol formaldehyde, suggesting that this is an alternative to the use of synthetic adhesives.
Keywords: lignosulfonate; phenol formaldehyde; Pinus caribaea.





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