Scientia Forestalis, volume 44, n. 112
dezembro de 2016
DOI: dx.doi.org/10.18671/scifor.v44n112.02

Richness and diversity of Caatinga areas in different successional stages in northeastern Brazil

Riqueza e diversidade de áreas de caatinga em diferentes estágios sucessionais no Nordeste do Brasil

Rinaldo Luiz Caraciolo Ferreira1
Shirley de Oliveira Silva2
José Antônio Aleixo da Silva1
Mário de Andrade Lira3
Francisco Tarcísio Alves Júnior4
Ladivania Medeiros do Nascimento5

1PhD. Professor at Department of Forestry Science. UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco. Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos, CEP 52171-900, Recife, PE. E-mail: rinaldo.ferreira@ufrpe.br ; jaaleixo@uol.com.br.
2MSc. Professor. UNEC - Centro Universitário de Caratinga. Moacyr de Mattos, 87 – Centro - 35300-047, Caratinga, MG, Brasil. E-mail: shirleyoliveira10@yahoo.com.br.
3PhD. Researcher. IPA - Instituto Agronômico de Pernambuco. General San Martin, 1371, Bongi - 50761-000, Recife, PE. E-mail: mariolira@terra.com.br
4PhD. Professor at Department of Production Engineering. UEPA - Universidade do Estado do Amapá. Getúlio Vargas, 650, Central - 68900-070, Macapá, AM. E-mail:tarcisioalvesjr@yahoo.com.br.
5PhD. Researcher at Jardim Botânico. PCR - Prefeitura do Recife. Getúlio Vargas, s/n, BR-232, Km 14 - Curado, Recife,PE. E-mail: ladivania@hotmail.com.

Recebido em 14/05/2015 - Aceito para publicação em 22/03/2016

Resumo

No Nordeste do Brasil, áreas convertidas em pastagens e cultivos agrícolas são frequentemente abandonadas e, por isso, a vegetação recuperada está em diferentes estágios sucessionais. O objetivo do estudo foi caracterizar a diversidade e a estrutura de áreas de vegetação de Caatinga em diferentes estágios sucessionais no Nordeste do Brasil. Foram utilizadas duas áreas: 1) área preservada, sem evidências históricas de eliminação total da vegetação para fins de cultivos agrícolas; 2) área em regeneração, anteriormente ocupada com cultivo de Opuntia ficus-indica Mill., abandonada há cerca de 30 anos. Em cada área os dados foram coletados em 12 parcelas considerando todos os indivíduos com CAP ≥ 6,0 cm. As espécies foram classificadas conforme a síndrome de dispersão em anemocóricas, zoocóricas e autocóricas. Para avaliar a diversidade α foram utilizadas estimativas de riqueza, índices de Shannon, equitatividade de Pielou e de Simpson. A diversidade β foi avaliada por meio da análise hierárquica de agrupamentos. Para análise estrutural foram estimados densidade, área basal e valor de importância (VI). A comparação entre as distribuições de diâmetros das áreas foi realizada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. A análise de espécies indicadoras (ISA) foi realizada para identificar a preferência de espécies por uma área. A relação da diversidade β com as diferenças na composição de espécies e suas densidades foi analisada com o TWINSPAN. As duas áreas apresentaram diferenças significativas (p < 0,05) em riqueza, densidade e área basal. Não houve diferença significativa em diversidade. Observou-se a formação de dois conjuntos florísticos (40% de dissimilaridade), que foi corroborada pelas análises TWINSPAN e ISA. A área em regeneração, após 30 anos de abandono, apresentou diversidade de espécie similar a área preservada, mas não se recuperou quanto a composição florística, riqueza de espécies, densidade e área basal. A similaridade em distribuição diamétrica entre as áreas indica que a em regeneração está recuperando sua capacidade auto regenerante.
Palavras-chave: floresta seca, estrutura, composição florística, distribuição diamétrica.

Abstract

In northeastern Brazil, areas converted for pasture and agriculture are often abandoned; therefore the recovered areas contain vegetation at different successional stages. The aim of this study was to characterize the diversity and structure of Caatinga vegetation areas with different histories of use in northeastern Brazil. Two areas were used: 1) preserved with no historical evidence of deforestation for agricultural purposes; and 2) regenerated after cultivation of Opuntia ficus-indica Mill., approximately 30 years ago. In each area, vegetation of 12 plots was collected, considering all individuals with circumference at 1.30 m above ground level (CAP) ≥ 6.0 cm. Collected species were classified according to dispersal strategy into the categories of anemochoric, zoochoric, and autochoric. For the analysis of α diversity, species richness, Shannon index, Pielou’s evenness, and Simpson’s index were used. β diversity was evaluated using hierarchical cluster analysis. Structural analysis using density, basal area, and value of importance (VI) was conducted. A comparison between the diameter distributions of the areas was performed using the Kolmogorov–Smirnov test. Indicator species analysis (ISA) was conducted to identify the species preferences per area. The relationship of β diversity with the differences in the composition of species and their densities were analyzed with TWINSPAN. The two areas showed significant differences (p < 0.05) in richness, density, and basal area. There was no significant difference in diversity. Cluster analysis indicated the formation of two floristic groups (40% dissimilarity), which was corroborated by TWINSPAN and ISA. The regenerating area after 30 years of abandonment showed similar species diversity as did the preserved area; however, floristic composition, species richness, density, and basal area did not recover. The similarity in diameter distributions between areas indicated that the abandoned area is recovering its regenerative capability.
Keywords: dry forest, structure, floristic composition, diameter distribution.





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