Scientia Forestalis, volume 43, n. 106
p.251-259, junho de 2015

Fatores determinantes da regeneração natural em um fragmento de floresta com araucária no planalto catarinense

Determinant factors on natural regeneration in a fragment of araucaria forest on Santa Catarina State plateau

Pedro Higuchi1
Ana Carolina da Silva1
Fernando Buzzi Junior2
Marcelo Negrinii3
Tiago de Souza Ferreira4
Sheila Trierveiler de Souza5
Kristiana Fiorentin dos Santos6
Manoela Bez Vefago2

1Professor(a) Doutor(a) do Departamento de Engenharia Florestal. UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina. Av. Luiz de Camões, 2090. B. Conta Dinheiro, 88520-000, Lages, SC. E-mail: higuchip@gmail.com; carol_sil4@yahoo.com.br.
2Graduando(a) em Engenharia Florestal. UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina. Av. Luiz de Camões, 2090. B. Conta Dinheiro, 88520-000, Lages, SC. E-mail: buzzifjr@hotmail.com; manuvefago@hotmail.com.
3Mestrando em Recursos Naturais. UFRR - Universidade Federal de Roraima. Av. Ene Garcez, 2413, B. Aeroporto, 69304-000, Boa Vista, RR. E-mail: engfmarcelonegrini@hotmail.com
4Mestre em Engenharia Florestal. UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina. Av. Luiz de Camões, 2090. B. Conta Dinheiro, 88520-000, Lages, SC. E-mail tiagoferreira@florestal.eng.br.
5Mestranda em Manejo do Solo. UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina. Av. Luiz de Camões, 2090. B. Conta Dinheiro, 88520-000, Lages, SC. E-mail: sheila_tsouza@hotmail.com
6Doutoranda em Engenharia Florestal. UFSM- Universidade Federal de Santa Maria. Campus Universitário - Centro de Ciências Rurais - Prédio 44 - Sala 5243 - CEP: 97105-900 - Santa Maria - RS. E-mail: kristianafiorentin@gmail.com

Recebido em 17/03/2014 - Aceito para publicação em 12/12/2014

Resumo

O presente estudo teve como objetivos caracterizar a estrutura e a composição florística do componente arbóreo regenerativo de um fragmento de floresta com araucária no Planalto Catarinense e avaliar a influência de variáveis ambientais e do componente arbóreo adulto (árvores com DAP ≥ 5cm) sobre a organização espacial deste. Em 50 unidades amostrais, foram anotados dados referentes à identificação botânica e a classe de altura (h) de todos regenerantes: Classe 1 (20 cm ≤ h ≤ 1 m), Classe 2 (1 < h ≤  3 m) e Classe 3 (h > 3 m e DAP < 5 cm). Também foram coletadas, em cada unidade amostral, variáveis edáficas, de relevo, de cobertura do dossel e de densidade e riqueza do componente arbóreo adulto. A relação entre as variáveis estudadas e o componente regenerativo de cada classe foi analisada pela Análise de Correspondência Canônica (CCA). Foram encontradas 79 espécies arbóreas regenerantes. Myrtaceae se destacou como a família de maior riqueza, com 20 espécies. Os resultados demonstraram acentuada redução da abundância da classe de menor para a de maior tamanho e que o componente regenerativo foi pouco influenciado pelas variáveis estudadas.
Palavras-chave: Componente regenerativo, floresta ombrófila mista, análise multivariada.

Abstract

This study aimed to describe the floristic and regenerative component structure in an Araucaria Forest fragment and to evaluate the influence of environmental variables and adult tree component (DBH ≥ 5 cm) on natural regeneration spatial organization. In 50 sampling units, botanic identification and the height class (h) were recorded for all regenerative individuals: Class 1 (20 cm ≤ h ≤ 1 m), Class 2 (1 < h ≤ 3 m), Class 3 (h > 3 m e DBH < 5 cm). In addition, in each plot, variables related to soil, terrain, canopy cover, density and richness of trees with DBH ≥ 5 cm were recorded. The relation between the regenerative component and the variables were analyzed by a Canonical Correspondence Analysis (CCA). The survey totaled 79 regenerative species. The richest family was Myrtaceae with 20 species. The results showed a sharp reduction in abundance from the smaller to the larger size class and little influence of the analyzed variables on regenerative component spatial organization.
Keywords: Regenerative component, mixed shade forest, multivariate analyses.


INTRODUÇÃO

O entendimento do processo de regeneração natural e de sua organização espacial em florestas nativas é de grande importância para se compreender o funcionamento de comunidades arbóreas e, assim, subsidiar estratégias de manejo florestal, visando a conservação e a exploração sustentável de recursos madeireiros e não-madeiros. Do ponto de vista da organização florística-estrutural do componente regenerativo, vários processos naturais de ordem estocástica e determinística que ocorrem de forma simultânea no ecossistema florestal determinam como espécies arbóreas se distribuem espacialmente no sub-bosque florestal (e.g. BELL, 2005; CHAVE, 2004; HARRISON et al., 2010).

Nas últimas décadas, estudos têm destacado a importância da dinâmica de clareiras (DENSLOW, 1980; WHITMORE, 1989; NICOTRA et al., 1999), da dispersão de propágulos (NATHAN; MULLER-LANDAU, 2000), da competição inter-específica (SCHNITZER et al., 2000), da atividade de patógenos (AUGSPURGER, 1984) e herbívoros (JANZEN, 1970) e das espécies que compõe o componente adulto (GANDOLFI et al., 2007) na organização espacial da comunidade arbórea regenerante. Deste modo, parte da variação florística-estrutural da regeneração natural em uma floresta pode ser explicada em função de fatores relacionados à exigência ecológica de cada espécie em relação ao ambiente em que se desenvolve, e, ou, por fatores que influenciam o recrutamento, como, por exemplo, o processo de dispersão de propágulos (BELL, 2005). De forma geral, espera-se que para indivíduos arbóreos recém-estabelecidos em um ecossistema florestal, aspectos relacionados à dispersão de propágulos sejam mais importantes do que as condições ambientais para a definição da organização florística-estrutural, uma vez que neste estágio ontogenético filtros ambientais não se expressam de forma plena (JABOT et al., 2008). Assim, em estágios ontogenéticos mais avançados, espera-se uma assinatura mais evidente de filtros ambientais sobre a organização florística estrutural de comunidades de espécies arbóreas.

Em se tratando de Floresta Ombrófila Mista de Santa Catarina, vários estudos têm sido realizados para investigar a estrutura e composição do componente arbóreo adulto (e.g. FORMENTO et al., 2004; ESKUCHE, 2007; KLAUBERG et al., 2010; MARTINS-RAMOS et al., 2011; NASCIMENTO et al., 2011; HIGUCHI et al., 2012b; HIGUCHI et al., 2012a; NEGRINI et al., 2012; SILVA et al., 2012; HIGUCHI et al., 2013), no entanto, são raros os trabalhos que avaliam o componente regenerativo (e.g. CALDATO et al., 1996; MEYER et. al., 2013). Desta forma, neste trabalho objetivou-se caracterizar a estrutura e a florística do componente arbóreo regenerativo e avaliar a influência de variáveis ambientais e do componente arbóreo adulto em um fragmento de floresta com araucária sobre diferentes classes de tamanho de regenerantes.


MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista (FOM) Montana (IBGE, 2012), com área aproximada de 103,06 ha e altitude média de 990 m. O fragmento está localizado no Planalto Catarinense, em Lages, que está situado na Bacia do Rio Caveiras (27°51'36.41"S e 50°11'35,74"W). O clima é classificado como Cfb, de acordo com a classificação de Köppen, com a precipitação e a temperatura média anual (1970-2010), segundo a estação meteorológica de Lages, administrada pela EPAGRI, de 1.682,80 mm e 15,9oC, respectivamente.

No fragmento, o levantamento das variáveis ambientais e da composição e estrutura do componente arbóreo adulto foi realizado por Higuchi et al. (2012b), por meio da alocação de 50 parcelas permanentes de 10 x 20 m (200 m2), totalizando 1 ha de área amostrada, onde foram medidas as árvores com DAP > 5 cm. As parcelas foram distribuídas ao longo de transeções alocadas de forma aleatória, distanciadas 30 m entre si dentro de cada transeção. Esta distribuição espacial foi definida com a finalidade de amostrar adequadamente as variações ambientais, com transeções alocadas perpendiculares à borda do fragmento, compreendendo a variação topográfica existente na área. O componente regenerativo foi avaliado em subparcelas, alocadas dentro de cada parcela utilizada para o componente arbóreo adulto (ao longo do lado inferior desta), com tamanho diferenciado para cada uma das seguintes classes de tamanho de plantas, de acordo com a metodologia utilizada por Volpato (1994) e Higuchi et al. (2006): Classe 1, que compreendeu as plantas com 0,20-1 m de altura; Classe 2, 1-3 m de altura; e Classe 3, compreendendo plantas com altura maior que 3 m e DAP menor que 5 cm. Para as classes de tamanho de regeneração natural 1, 2 e 3, as seguintes dimensões foram utilizadas para cada subparcela, respectivamente: 0,5 x 10 m (5 m2), 0,5 x 20 m (10 m2) e 1 x 20 m (20 m2). Assim, foram alocadas 50 subparcelas para cada classe de tamanho, totalizando 250 m2 de área amostrada para a primeira classe, 500 m2 para a segunda classe e 1.000 m2 para a terceira classe.

As variáveis ambientais utilizadas na análise foram obtidas por Higuchi et al. (2012b) em cada uma das 50 parcelas: relevo (cota média, desnível máximo, declividade média), solos (pH, matéria orgânica, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, sódio, alumínio, porcentagem de argila, índices H + Al, CTC efetiva, CTC a pH 7,0, soma de bases trocáveis e saturação de bases da CTC a pH 7,0) e cobertura do dossel. As mesmas foram consideradas por serem potencialmente importantes na determinação da organização florística-estrutural do componente regenerativo. A cota média foi considerada como a média das cotas dos quatro vértices de cada parcela. O desnível máximo correspondeu à maior distância vertical entre os vértices das parcelas. A declividade média foi calculada por meio da média simples das declividades dos quatro lados das parcelas. As propriedades químicas e físicas dos solos de cada parcela foram obtidas por meio da análise de amostras compostas superficiais, de acordo com os procedimentos recomendados pela EMBRAPA (1997), provenientes de quatro coletas distribuídas em cada parcela, a uma profundidade 0 a 20 cm. A avaliação da cobertura do dossel foi realizada por meio da média de quatro leituras, em direção ao norte, sul, leste e oeste, no centro de cada parcela, utilizando um densiômetro esférico (modelo A) côncavo (LEMMON, 1956), nos meses de novembro a dezembro.

Foram acrescentadas mais três variáveis explicativas, obtidas em cada parcela: uma variável edáfica, representada pela profundidade do solo, e duas variáveis do componente arbóreo adulto, a densidade de indivíduos e riqueza de espécies, obtidas a partir do banco de dados de Higuchi et al. (2012b). A variável de profundidade do solo foi obtida com auxílio de um trado e uma régua, sendo realizada a perfuração do solo no centro de cada parcela e medição até atingir o corpo rochoso, considerando uma profundidade máxima de 1 m em função do comprimento do trado.

Para verificar se a amostragem realizada foi suficiente para representar a riqueza de espécies encontradas, foi elaborada, para cada classe de tamanho de plantas, a curva de acumulação de espécies no programa R (R DEVELOPMENT CORE TEAM, 2014), com a utilização da biblioteca Vegan (OKSANEN et al., 2014). Essa curva foi construída por meio do método de aleatorização, com 1.000 permutações. A distribuição dos valores de riqueza estimados para as unidades amostrais, por meio das permutações, foi inserida na curva de acumulação de espécies, utilizando gráficos do tipo “boxplot”.

A densidade foi calculada para cada espécie e por classe de regenerantes. A relação entre as variáveis estudadas e o componente regenerativo de cada classe foi analisada pela Análise de Correspondência Canônica (CCA). Os dados passaram por uma transformação logarítmica de acordo com a sugestão de Anderson et al. (2006). As variáveis foram submetidas ao método de seleção do tipo “forward stepwise”, utilizando a função Ordistep da biblioteca Vegan (OKSANEN et al., 2014), sendo utilizadas aquelas com p < 0,1, de acordo com o teste de permutação. Além disso, a colinearidade entre as variáveis foi verificada pelo fator de inflação (VIF), sendo excluídas aquelas com VIF > 10, o que indica forte colinearidade. A significância da CCA como um todo e das variáveis analisadas foi verificada por testes de permutação, com um número máximo de 999 permutações, usando a função anova.cca, do pacote vegan (OKSANEN et al., 2014).


RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram encontrados 33.870 ind.ha-1, sendo que, deste total, 26.480 ind.ha-1 (78,18%) ocorreram na Classe 1 de altura, 5.600 in.ha-1 (16,53%) na Classe 2 e 1.790 ind.ha-1 (5,28%) na Classe 3 (Tabela 1). Essa redução da densidade entre as classes de tamanho sugere a existência de um forte gargalo demográfico. Para comunidades arbóreas, gargalos demográficos podem ser definidos a partir de um filtro ambiental (GANDOLFI et al., 2007; JABOT et al., 2008) ou devido a fatores relacionados a interações ecológicas existentes, como competição, herbivoria  e predação (JANZEN, 1970).

Tabela 1. Espécies amostradas no componente regenerativo, com respectivos valores de densidade total e para as diferentes classes de tamanho (1, 2 e 3), em ind.ha-1, em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista Montana no Planalto Catarinense.
Table 1. Sampled species in the regenerative component, with their respective density values for the different size classes (1, 2 and 3), ind.ha-1, in a Montane Araucaria Forest in Santa Catarina State Plateau region.
Família Espécie 1 2 3 Total
Annonaceae Annona rugulosa (Schltdl.) H.Rainer 760 100 40 900
Aquifoliaceae Ilex microdonta Reissek 40 0 0 40
Ilex paraguariensis A.St.-Hil. 0 20 0 20
Ilex theezans Mart. ex Reissek 40 180 0 220
Araliaceae Oreopanax fulvus Marchal 40 0 0 40
Araucariaceae Araucaria angustifolia (Bert.) Kuntze 1080 60 80 1220
Asteraceae Asteraceae 1 0 20 0 20
Baccharis dentata (Vell.) G.Barroso 40 40 30 110
Dasyphyllum spinescens (Less.) Cabrera 320 0 0 320
Dasyphyllum tomentosum (Spreng.) Cabrera 200 0 0 200
Gochnatia polymorpha (Less.) Cabrera 80 20 0 100
Vernonanthura discolor (Spreng.) H.Rob. 0 20 0 20
Bignoniaceae Jacaranda puberula Cham. 480 160 10 650
Cannabaceae Celtis brasiliensis (Gardner) Planch. 280 40 30 350
Celastraceae Maytenus dasyclada Mart. 160 20 0 180
Clethraceae Clethra scabra Pers. 40 0 20 60
Cunoniaceae Lamanonia ternata Vell. 80 20 40 140
Dicksoniaceae Dicksonia sellowiana Hook. 80 40 0 120
Erythoxylaceae Erythroxylum deciduum A.St.-Hil. 40 0 0 40
Euphorbiaceae Sapium glandulosum (L.) Morong 40 0 0 40
Sebastiania brasiliensis Spreng. 0 20 40 60
Sebastiania commersoniana (Baill.) L.B.Sm. & Downs 200 0 0 200
Fabaceae Dalbergia frutescens (Vell.) Britton 840 60 20 920
Machaerium paraguariense Hassl. 160 20 10 190
Mimosa scabrella Benth. 0 0 10 10
Lauraceae Cinnamomum amoenum (Nees & Mart.) Kosterm. 120 0 0 120
Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez 400 100 20 520
Ocotea puberula (Rich.) Nees 40 0 0 40
Ocotea pulchella Mart. 840 120 60 1020
Loganiaceae Strychnos brasiliensis (Spreng.) Mart. 80 100 10 190
Melastomataceae Miconia cinerascens Miq. 240 0 0 240
Miconia hiemalis A.St.-Hil. & Naudin ex Naudin 160 40 20 220
Miconia sp. 0 0 10 10
Meliaceae Cedrela fissilis Vell. 0 20 0 20
Myrtaceae Acca sellowiana (O.Berg) Burret 40 0 0 40
Blepharocalyx salicifolius (Kunth) O.Berg 880 120 30 1030
Calyptranthes concinna DC. 320 60 30 410
Campomanesia xanthocarpa O.Berg 200 140 10 350
Eugenia pluriflora DC. 400 240 60 700
Eugenia pyriformis Cambess. 80 20 0 100
Eugenia sp. 40 20 0 60
Eugenia uruguayensis Cambess. 0 20 0 20
Myrceugenia euosma (O.Berg) D.Legrand 0 20 0 20
Myrceugenia ovata (Hook. & Arn.) O.Berg 0 20 0 20
Myrceugenia sp. 320 80 10 410
Myrcia guianensis (Aubl.) DC. 680 340 70 1090
Myrcia hartwegiana (O.Berg) Kiaersk. 440 120 30 590
Myrcia hatschbachii D.Legrand 800 300 50 1150
Myrcia laruotteana Cambess. 200 120 10 330
Myrcia palustris DC. 480 160 40 680
Myrrhinium atropurpureum Schott 240 20 10 270
Myrtaceae 1 40 0 0 40
Myrtaceae 2 1240 200 30 1470
N.I. Não identificadas 160 80 10 250
Podocarpaceae Podocarpus lambertii Klotzsch ex Endl. 200 80 60 340
Primulaceae Myrsine coriacea (Sw.) Roem. & Schult. 200 0 0 200
Myrsine umbellata Mart. 2640 440 60 3140
Proteaceae Roupala montana Aubl. 1000 140 0 1140
Rhamnaceae Scutia buxifolia Reissek 0 40 20 60
Rosaceae Prunus myrtifolia (L.) Urb. 880 40 0 920
Rubiaceae Coutarea hexandra (Jacq.) K.Schum. 120 20 0 140
Rutaceae Citrus sp. 0 20 0 20
Zanthoxylum kleinii (R.S.Cowan) P.G.Waterman 40 0 0 40
Zanthoxylum rhoifolium Lam. 200 20 30 250
Salicaceae Banara tomentosa Clos 520 120 120 760
Casearia decandra Jacq. 920 460 210 1590
Casearia obliqua Spreng. 0 100 30 130
Xylosma ciliatifolia (Clos) Eichler 0 60 10 70
Xylosma tweediana (Clos) Eichler 200 40 30 270
Sapindaceae Allophylus edulis (A.St.-Hil.,Cambess. & A.Juss.) Radlk. 760 40 20 820
Allophylus guaraniticus (A.St.-Hil.) Radlk. 480 100 40 620
Cupania vernalis Cambess. 2080 280 140 2500
Matayba elaeagnoides Radlk. 1880 140 80 2100
Solanaceae Brunfelsia cuneifolia J.A.Schmidt 120 0 0 120
Solanum pseudoquina A.St.-Hil. 40 20 30 90
Solanum sp. 0 20 0 20
Styracaceae Styrax leprosus Hook. & Arn. 440 40 0 480
Symplocaceae Symplocos uniflora (Pohl) Benth. 280 0 0 280
Verbenaceae Duranta vestita Cham. 0 20 20 40
Winteraceae Drimys brasiliensis Miers 40 60 50 150
Total 26480 5600 1790 33870

Os indivíduos foram distribuídos em 79 espécies, 55 gêneros e 33 famílias. Comparando-se com outros estudos na região, como de Caldato et al. (1996), que encontraram 44 espécies em Caçador, os regenerantes foram representados por um elevado número de espécie. Foi registrada uma espécie exótica, pertencente ao gênero Citrus. Três espécies foram identificadas somente ao nível de família, cinco até o nível de gênero e 10 indivíduos não foram identificados devido à ausência de folhas no momento da coleta de dados. As famílias com o maior número de espécies foram Myrtaceae (20), Asteraceae (6), Lauraceae (4), Salicaceae (4) e Sapindaceae (4). Myrtaceae também se destacou como a família de maior riqueza no componente adulto (HIGUCHI et al., 2012b). Myrcia, com cinco espécies, e Eugenia, com quatro, foram os gêneros de maior riqueza.

A riqueza encontrada para as classes 1, 2 e 3 foi, respectivamente, de 64, 61 e 45 espécies. A redução na riqueza em função das classes de tamanho indica que os fatores que controlam a densidade da comunidade também atuam como um filtro, reduzindo o número de espécies nas classes de maior tamanho. As curvas de acumulação de espécies demonstraram que a amostragem foi adequada para caracterização florística do componente regenerativo, uma vez que, com a inclusão da última unidade amostral, houve um aumento menor do que 1% no número de espécies em cada classe avaliada (Figura 1).


Figura 1. Curva de acumulação de espécies para as diferentes classes de tamanho (Classe 1 = A, Classe 2 = B e Classe 3 = C) do componente regenerativo arbóreo de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Planalto Catarinense.
Figure 1. Species accumulation curves for different size classes (Class 1 = A, Class 2 = B and Class 3 = C) of tree community regenerative component in a Montane Araucaria Forest, in the Santa Catarina State Plateau region.

As espécies de maior densidade na classe de menor tamanho (Classe 1) foram Myrsine umbellata Mart. (2.640 ind.ha-1), Cupania vernalis Cambess. (2.080 ind.ha-1) e Matayba elaeagnoides Radlk. (1.880 ind.ha-1). As de maior densidade na Classe 2 foram Casearia decandra Jacq. (460 ind.ha-1), Myrsine umbellata (440 ind.ha-1) e Myrcia guianensis (Aubl.) DC. (340 ind.ha-1). Na classe de maior tamanho se destacaram Casearia decandra (210 ind.ha-1), Cupania vernalis (140 ind.ha-1) e Banara tomentosa Clos (120 ind.ha-1). A variação das espécies mais abundantes entre as classes de tamanho pode ser explicada em função das diferentes estratégias de vida das mesmas e suas respectivas capacidades de se desenvolverem no sub-bosque florestal. Algumas espécies podem produzir maior quantidade de propágulos, porém, são competidoras pouco eficientes, tendendo a diminuir suas participações nas classes de maior tamanho. Outras espécies podem produzir poucos propágulos, mas com boa capacidade competitiva, apresentando aumento suas participações nas classes de maior tamanho.

Essas espécies de maior densidade são encontradas, também, no componente regenerativo de outras áreas de FOM (e.g. NARVAES et al., 2005; MEYER et al., 2013). Porém, comparando-se os resultados das densidades do componente regenerativo com o componente adulto (HIGUCHI et al., 2012b), estes são distintos, já que Araucaria angustifolia (Bert.) Kuntze, a espécie que mais caracteriza a fitofisionomia da formação florestal estudada, foi a espécie de maior densidade no componente adulto. No estrato regenerante, A. angustifolia foi a sexta com maior valor de densidade, totalizando 1.080, 60 e 80 ind.ha-1, respectivamente, nas classes 1, 2 e 3. A baixa participação de A. angustifolia no sub-bosque de fragmentos de FOM tem sido relatada por autores estudando florestas na mesma faixa altitudinal (em torno de 1.000 m) (e.g. CALDATO et al., 1996; NARVAES et al., 2005), demonstrando que esta espécie apresenta baixo potencial regenerativo no sub-bosque de fragmentos desse tipo.

Os resultados da CCA podem ser observados na Tabela 2. A inércia total encontrada para Classe 1 foi de 3,9751, sendo que apenas 11,24% deste total foi explicado de forma significativa pelas variáveis “profundidade do solo”, “cobertura do dossel” e “teor de Mg no solo”. Na Classe 2, a variação explicada da inércia total (5,655) foi de 17,75%, estando relacionada a “profundidade do solo”, “densidade de indivíduos do componente adulto”, “cota média” e “riqueza de espécies do componente adulto”. Na Classe 3, “declividade média” e “teor de P no solo” explicou 17,71% da inércia total (5,130). O auto-valor do eixo 1 para as classes 1, 2 e 3 foram, respectivamente, de 0,2397, 0,3460 e 0,5042. Para o eixo 2 foi observado o mesmo padrão de aumento de auto-valor, com 0,1356, 0,3038 e 0,4042, respectivamente, paras as classes 1, 2 e 3.

Tabela 2. Análise de Correspondência Canônica para as diferentes classes de tamanho do componente regenerativo das espécies arbóreas de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista Montana no Planalto Catarinense.
Table 2. Canonical Correspondence Analysis (CCA) for the differents size classes of tree community regenerative component, in the Santa Catarina State Plateau region.
  Classe 1 Classe 2 Classe 3
Inércia total 3,9751 5,655 5,130
Variação explicada (%) 11,24 17,75 17,71
Variáveis significativas (p < 0,05) PS, CD e Mg PS, D, CM e R DM e P
Auto-valor eixo 1 0,23966 0,3460 0,5042
Auto-valor eixo 2 0,13557 0,3038 0,4042
Variação não explicada (%) 88,76 82,25 82,29
P 0,005 0,005 0,005
PS: profundidade do solo; CD: cobertura do dossel; Mg: teor de magnésio no solo; D: densidade de indivíduos do componente adulto (DAP > 5cm); CM: cota média; R: riqueza do componente adulto (DAP > 5cm); DM: declividade média e P: teor de P no solo.

Os resultados das CCA’s demonstraram que as variáveis analisadas explicaram pouco da variação encontrada no componente regenerativo. Mesmo assim, foi observada a influência significativa de características do solo (profundidade do solo e teores de Mg e P), do relevo (cota média e declividade do terreno), da disponibilidade de luz (cobertura do dossel) e do componente arbóreo adulto (densidade e riqueza). Na classe 1, a significância da cobertura do dossel (CD), por exemplo, sugere a importância da qualidade do ambiente lumínico no estabelecimento inicial da regeneração natural (< 1m). Aspectos relacionados à influência do componente adulto pareceu representar um importante filtro ecológico na classe 2, uma vez que duas das quatro variáveis significativas, estiveram relacionadas a este componente (riqueza e densidade de indivíduos). Na classe 3, o relevo, representado pela declividade média (DM) e a fertilidade do solo, indicado por teores de P, foram relevantes. O fato da profundidade do solo (PS) ser a única variável significativa em mais de uma classe de tamanho (classes 1 e 2) demonstra a importância da mesma para o estabelecimento de regenerantes arbóreos de até 3 m de altura. De fato, o grau de desenvolvimento do solo também já foi destacado por Scipioni et al. (2009) como importante fator ambiental para a regeneração natural em uma floresta subtropical. No entanto, os valores baixos da variação explicada por essas variáveis sugerem que a organização estrutural-florística do componente regenerativo do fragmento estudado seja pouco dependente de fatores determinísticos, relacionadas às variáveis mensuradas. Aparentemente, fatores de ordem estocástica, relacionados ao processo de dispersão e de relações ecológicas (e.g. competição, herbivoria e predação), possuem maior importância. Esta inferência se justifica se considerarmos que o processo de regeneração natural no sub-bosque de uma floresta natural começa a partir da chegada e posterior germinação das sementes no piso florestal. Para plantas, a dispersão, que ocorre de forma irregular (GUARIGUATA; PINARD, 1998), é o primeiro processo demográfico de caráter espacial (NATHAN; MULLER-LANDAU, 2000). A maior importância da dispersão em relação a fatores ambientais também foi observada por Paine e Harms (2009), estudando a regeneração natural em uma floresta tropical úmida no Peru.

Os resultados encontrados no presente estudos também demonstram a importância do filtro ambiental pós processo de dispersão. A variação explicada na Classe 1 (11,24%) foi inferior a observada para as Classes 2 e 3 (17,7 e 17,71%), indicando que a redução acentuada na densidade de indivíduos entre as classes é acompanhada pela maior relação das espécies com as variáveis estudadas. O mesmo padrão foi observado por Jabot et al. (2008) estudando áreas de floresta tropical no Panamá, onde verificaram que o efeito acumulativo do filtro ambiental tende a aumentar de acordo com o avanço da ontogenia das árvores.


CONCLUSÕES

A diferença de densidade de indivíduos entre a classe de menor e maior tamanho indica a existência de um forte gargalo demográfico. Apesar da organização florística-estrutural do componente regenerativo ter sido pouco explicada pelas variáveis analisadas, foi possível verificar que cada estágio ontogenético avaliado foi influenciado por um conjunto diferenciado de variáveis. Estes resultados denotam a natureza complexa do processo de estabelecimento inicial de espécies arbóreas em condições de sub-bosque.


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