Scientia Forestalis, volume 42, n. 102
p.209-218, junho de 2014

Crescimento e dinâmica de Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze. em fragmento de Floresta Ombrófila Mista

Growth and dynamics of Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze. in an Ombrophylous Mixed Forest remnant

Sara Moreira Beckert1
Maria Augusta Doetzer Rosot2
Nelson Carlos Rosot3

1Engenheira Florestal, Mestranda em Engenharia Florestal. UFPR – Universidade Federal do Paraná. Av. Pref. Lothário Meissner, 900 – Jardim Botânico – Campus III. 80210-170 – Curitiba – PR – Email: sara_beckert@yahoo.com.br.
2Engenheira Florestal, Pesquisadora Doutora. Embrapa Florestas. Estrada da Ribeira, Km 111, 83411-000, Colombo-PR. E-mail: augusta.rosot@embrapa.br.
3Engenheiro Florestal, Professor Doutor. UFPR – Universidade Federal do Paraná - do Departamento de Ciências Florestais. Av. Pref. Lothário Meissner, 900 – Jardim Botânico – Campus III. 80210-170 – Curitiba – PR – Email: ncrosot@ufpr.br

Recebido em 29/07/2013 - Aceito para publicação em 13/03/2014

Resumo

Com o intuito de se conhecer os processos de dinâmica e crescimento da Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze., foi avaliado o comportamento das variáveis número de árvores.ha-1, diâmetro médio, área basal.ha-1 e volume.ha-1 da espécie ao longo de oito anos consecutivos. Foram utilizadas medições de parcelas permanentes instaladas em um remanescente de Floresta Ombrófila Mista, localizado em Caçador – SC, que possui araucárias de grandes dimensões e sub-bosque ocupado por taquaras. Para tanto, avaliaram-se duas hipóteses: i) a produção e o crescimento das variáveis tendem a se manter estáveis ou a diminuir ao longo do tempo e; ii) o recrutamento de novos indivíduos é baixo ou inexistente. Os resultados obtidos demonstraram redução no número de árvores, na área basal e no volume em função da mortalidade e da ausência de ingressos no período. Verificou-se um acréscimo médio de cerca de 3 cm no diâmetro médio, variando de 75,9 cm a 78,6 cm, sendo o incremento periódico anual (IPA) médio de 0,33 cm.ano-1. A área basal média teve um decréscimo de 4,80 m2.ha-1, variando de 32,7 m2.ha-1 a 27,9 m2.ha-1. A produção do volume médio por hectare teve uma redução de 78,4 m3.ha-1 com  um IPA negativo de 9,8 m3.ha-1.ano-1. Diferenças estatisticamente significativas foram detectadas principalmente em função de eventos climáticos que elevaram a taxa de mortalidade no terceiro e sexto ano de medição.
Palavras-chave: Parcelas permanentes, mortalidade, Araucaria angustifolia.

Abstract

In order to understand the dynamics and growth processes of Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze., this study evaluated the behavior of the following variables: number of trees, diameter, basal area.ha-1 and volume.ha-1 of this species over eight consecutive years by the measurement of permanent plots established in a remnant of Araucaria Forest, located in Caçador - SC, which presents large individuals of A. angustifolia  and an understory occupied by bamboos. Therefore, two hypotheses were evaluated: i) growth and yield of the variables tend to remain stable or decrease over time and ii) recruitment of new individuals is low or nonexistent. The results show a reduction in the number of trees, in average basal area and stand volume per hectare due to mortality and absence of natural regeneration. There was an average increase about 3 cm in diameter, ranging from 75.95 cm to 78.57 cm, and the mean periodical annual increment (PAI) of 0.33 cm.year-1. The average basal area decreased by 4.80 m2.ha-1, ranging from 32.75 m2.ha-1 to 27.95 m2.ha-1. Average volume per hectare decreased by 78.38 m3.ha-1 with a negative PAI of 9.8 m3.ha-1.year-1. Statistically significant differences were noted mainly in response to weather events that have raised the rate of mortality in the third and sixth years of measurement.
Keywords: Permanent plots, mortality, Araucaria angustifolia.


INTRODUÇÃO

A maioria dos remanescentes de Floresta Ombrófila Mista (FOM) ou Floresta com Araucária encontra-se, hoje, empobrecida pela extração predatória e seletiva dos últimos 60 anos (ROSOT et al., 2006). Além disso, a falta de conhecimento de parâmetros para manejo de florestas naturais associada a uma legislação proibitiva tem contribuído para a redução e baixa diversidade dos remanescentes naturais da FOM, isolando os fragmentos restantes e submetendo-os a diferentes níveis de perturbação (HESS et al, 2010).

Propor um modelo de manejo para a FOM representa, portanto, um desafio, pela multiplicidade e fragilidade dos ecossistemas envolvidos, pelos inúmeros fatores e variáveis a considerar quando do planejamento de operações e pela falta de parâmetros técnicos suficiente e adequadamente validados por experiências anteriores (ROSOT, 2007).

Dados de medições periódicas de parcelas permanentes constituem uma valiosa fonte de informação sobre os processos de regeneração e da produtividade das florestas e os resultados de trabalhos científicos relativos à dinâmica da FOM têm sido reportados com base nessa metodologia (FIGUEIREDO FILHO et al., 2010). No entanto, poucos estudos dispõem de medições anuais consecutivas em parcelas permanentes na Floresta com Araucária, como as relatadas por Rosot et al. (2008), Souza et al. (2008) e Sanquetta et al. (2010). O monitoramento anual da floresta possibilita – entre outros aspectos – a detecção de mudanças mais sutis provocadas por eventos climáticos ou distúrbios de várias naturezas, ocorridos, no máximo, no intervalo de um ano. Isso permite a investigação de possíveis relações de causa e efeito envolvendo crescimento e dinâmica. Outra vantagem é a oportunidade de se determinar períodos ótimos entre remedições, visando à minimização de custos e a manutenção da qualidade das informações.

Atualmente a produção da Floresta com Araucária se restringe à exploração de bracatingais (fornecimento de lenha) e produtos não-madeireiros como erva-mate, plantas medicinais e ornamentais, frutas silvestres e pinhão (SANTOS; MÜLLER, 2006). No entanto, a espécie que dá nome a essa formação florestal – a araucária – já constituiu um dos principais produtos de exportação brasileira no período compreendido entre a 1ª e a 2ª Guerra Mundial, quando foi usada para o suprimento de madeira na Europa (EMBRAPA, 2010; KOCH; CORRÊA, 2010). O tronco reto, de forma cilíndrica e a qualidade da madeira (CARVALHO, 1994) a caracterizam como uma espécie potencialmente valiosa em termos econômicos.

Estudos efetuados em remanescentes da FOM não sujeitos a perturbações antrópicas significativas nos últimos 30 ou 40 anos indicam possível estagnação do crescimento (HESS et al., 2010) e declínio nas populações de araucária (VALERIANO, 2010). Em decorrência da alta longevidade e do grande tamanho das coníferas adultas, as populações permanecem como componentes dominantes da arquitetura e biomassa da floresta por longos períodos de tempo, embora demograficamente funcionando como populações remanescentes, que carecem de constante regeneração significativa (SOUZA et al., 2008). Mortalidade de indivíduos adultos, presença de bambus e baixo recrutamento são característicos de florestas degradadas e com restrições à regeneração natural (GALVÃO et al., 2009).

No sub-bosque da Floresta com Araucária uma das espécies de bambu que mais se destaca é Merostachys skvortzovii Send (taquara), principalmente nas áreas antropizadas (KELLERMANN, 2011), sendo comum, também, o gênero Chusquea na região sul do Brasil (TERRA et al., 2005). Observou-se, nos anos de 2005 e 2006, o fenômeno da floração, frutificação, seca e morte da taquara depois de um período em estado vegetativo (cerca de 30 anos), ocorrendo de forma sincrônica nas áreas de remanescentes da FOM (ROSOT et al., 2010). Tal fenômeno representa uma alteração de grande escala que pode afetar sobremaneira a dinâmica da regeneração arbórea em clareiras de origem natural ou antrópica (MUÑOZ; GONZÁLEZ, 2009).

Essa situação específica se verifica no fragmento de FOM – objeto deste estudo – com 1.157,48 hectares (KURASZ, 2005), localizado em Caçador – SC, onde se concentram araucárias de grandes dimensões (ROSOT et al., 2006), com um sub-bosque ocupado massivamente por taquaras, oriundas tanto de sementes dispersadas a partir do ano 2005, como também de reprodução vegetativa. As áreas da floresta com menor densidade de copas e, consequentemente, maior incidência de luz, incluindo-se clareiras de origem natural possuem as maiores concentrações de taquara.

O monitoramento dos efeitos da ocupação da taquara mostra que a espécie vem atuando como inibidora do processo sucessional, como sugerido no modelo de sucessão de Connel e Slatyer (1977, apud Kimmins, 2004). Segundo esse modelo, seu estabelecimento torna o ambiente menos propício para o recrutamento de espécies tanto de fases iniciais como tardias de sucessão. Assim, caso as condições permaneçam inalteradas, a taquara tende a excluir ou suprimir as espécies subsequentes (KELLERMANN, 2011).

No sentido de agregar informações referentes à dinâmica e ao crescimento de A. angustifolia nestas condições, o presente estudo avaliou o comportamento das variáveis número de árvores.ha-1, diâmetro médio, área basal.ha-1 e volume.ha-1 dessa espécie ao longo de oito anos consecutivos, com base em dados de medições em parcelas permanentes instaladas nesse fragmento. Pelo fato de as medições terem sido iniciadas em 2004 – um ano antes da seca da taquara – o levantamento reflete, também, os possíveis efeitos do fenômeno sobre a dinâmica da araucária nesse período. Considerando as condições presentes no fragmento estudado, foram testadas as seguintes hipóteses: i) a produção e o crescimento das variáveis medidas do povoamento tendem a se manter estáveis ou a diminuir ao longo do tempo e; ii) o recrutamento de novos indivíduos é baixo ou inexistente.


MATERIAL E MÉTODOS

Os dados utilizados neste trabalho provêm de parcelas permanentes de área fixa, instaladas na Estação Experimental da Embrapa em Caçador (EEEC), localizada em Caçador, região centro-oeste do estado de Santa Catarina entre as coordenadas geográficas 26°50' e 26°55' de latitude sul e 50°05' e 51°00' de longitude oeste e compreendendo uma área de 1157,48 hectares  (DLUGOSZ, 2005).  A altitude da Estação Experimental varia de 900 m a 1.050 m, apresentando relevo suave-ondulado (EMBRAPA, 1997). O clima é mesotérmico subtropical úmido e, de acordo com Köppen, é classificado como Cfb (CALDATO, 1999).

A região na qual está inserida a EEEC pertence à bacia hidrográfica do Rio Uruguai, sub-bacia do Rio do Peixe (DLUGOSZ, 2005). A classe de solo que predomina na Estação Experimental é a do tipo “Associação de Cambissolo Háplico Tb Distrófico léptico + Neossolo Litólico Distrófico típico, A moderado” (KURASZ et al., 2004).

As parcelas permanentes foram implantadas na área de forma aleatória nos estratos caracterizados pela predominância da espécie Araucaria angustifolia. Ao todo são dez parcelas de 2500 m2, totalizando uma área amostrada de 2,5 hectares.

Durante o período de 2004 a 2012 foram coletados dados referentes a todos os indivíduos arbóreos presentes nas parcelas, cujo CAP (circunferência a 1,3 m) fosse igual ou superior a 62,8 cm (DAP maior ou igual a 20 cm). Em 2004, foram registrados para cada árvore seu nome vulgar, CAP, altura comercial e condição fitossanitária. Os CAPs foram obtidos por meio de medição com fita métrica de aço e, desde então, foram remedidos anualmente, sempre entre os meses de fevereiro e março. Os locais de medição nos fustes foram pintados com tinta azul, recebendo manutenção anual. A altura comercial, considerada como a altura até a inserção do primeiro galho de cada árvore foi estimada com auxílio de régua dendrométrica, somente no ano de 2004. Nos anos seguintes foram registrados dados referentes à mortalidade e ingresso, além de reavaliações relativas à fitossanidade.

O presente trabalho – parte de um projeto mais amplo referente à análise da periodicidade de remedições em parcelas permanentes – considerou apenas os dados referentes à espécie Araucaria angustifolia. Foram avaliadas características de produção, crescimento e dinâmica para essa espécie, considerando-se o período de 2004 a 2012, com base nas variáveis: número de árvores.ha-1, diâmetro médio, área basal.ha-1 e volume.ha-1.

O volume individual com casca para cada árvore foi obtido utilizando-se a equação [1], ajustada por Siqueira (1977) para a região de estudo. O volume por hectare foi obtido pela somatória dos volumes individuais,

Vcc=0,03840416+0,52239325*DAP2*hcom [1]

em que:
Vcc = volume da árvore individual com casca, em metros cúbicos.
DAP = diâmetro à altura do peito, em metros.
hcom = altura comercial, em metros.

O crescimento considerando-se apenas indivíduos de A. angustifolia foi avaliado determinando-se o incremento corrente anual (ICA) para cada ano de medição, totalizando oito períodos e o incremento periódico anual (IPA) para o período completo (2004-2012), levando-se em conta a mortalidade.

A taxa anual de mortalidade foi calculada por meio da razão entre o número de árvores mortas entre duas medições consecutivas e o número de árvores vivas na medição anterior. Também foi calculada a taxa de mortalidade para o total do período considerado.

Os resultados em termos de número de árvores, diâmetro médio, área basal e volume foram submetidos, separadamente, a uma análise de variância de medidas repetidas para verificar a existência de diferenças significativas entre os valores de cada ano de medição. Os diferentes anos foram considerados como níveis do fator “tempo” (tratamentos) e, as parcelas, como blocos ou repetições, sendo utilizado o delineamento em blocos casualizados. Também se avaliou o comportamento das médias de cada parcela no sentido de investigar a origem de possíveis diferenças na produção e crescimento ao longo do período considerado.

Inicialmente foram testados os pressupostos da ANOVA para, então, testar o efeito dos tratamentos por meio do teste de F. Quando os resultados revelaram existir diferenças estatisticamente significantes entre médias de tratamentos, estas foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de significância de 5%.


RESULTADOS E DISCUSSÃO


Número de árvores (N.ha-1), mortalidade e ingresso

A primeira medição indicou que havia, em média, 69 indivíduos de A. angustifolia por hectare na área de estudo, número este que foi gradualmente diminuindo até a última medição oito anos depois, quando foram encontrados, em média, 57 indivíduos dessa espécie por hectare (Tabela 1 e Figura 1). Outros levantamentos na FOM apresentam valores mais altos, chegando a 119 ind.ha-1 (SCHAAF, 2001), 83 ind.ha-1 (DURIGAN, 1999), 128 ind.ha-1 e 165 ind.ha-1 (SANQUETTA et al., 2003). No entanto, as áreas estudadas por esses autores foram alteradas devido a corte seletivo de madeira e outras práticas antrópicas, retratando diferentes graus de sucessão. Portanto, diferentes intervenções em cada área de estudo e os diferentes critérios de inclusão de diâmetros mínimos de medição prejudicam uma comparação direta de resultados.

Tabela 1. Número de araucárias (N.ha-1) no período de 2004 a 2012, destacando-se os períodos com maiores taxas de mortalidade (em cinza).
Table 1. Number of trees (N.ha-1) in the period 2004-2012, highlighting the periods corresponding to the highest mortality rates (in gray).
Parcelas 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
1 56 56 56 56 52 52 44 44 40
2 28 28 28 28 28 28 24 24 24
3 28 28 28 24 24 24 24 24 24
4 72 72 72 72 68 68 68 68 68
5 84 84 84 80 80 80 76 76 72
6 96 92 88 76 76 76 56 52 48
7 52 52 52 52 52 52 36 36 36
8 80 80 80 80 76 76 76 76 76
9 84 84 80 80 80 80 80 80 80
10 108 108 104 104 104 104 104 104 104
Média 69 68 67 65 64 64 59 58 57


Figura 1. Número de árvores (N.ha-1) entre os anos de 2004 e 2012.
Figure 1. Number of trees (N.ha-1) between years 2004 and 2012.

Houve uma redução de 16,86% no número de árvores.ha-1, ao longo dos oito anos de medição na área de estudo, o que equivale a uma taxa média de 2,11% ao ano (Tabela 2). As maiores taxas de mortalidade foram observadas entre os anos de 2006 e 2007 e entre 2009 e 2010. Eventos climáticos, representados por um vendaval de grandes proporções em 2006 e fortes chuvas com vento em 2009 e 2011, foram responsáveis pela queda de muitas árvores, que, por sua vez, derrubaram outras árvores ao cair. Na Tabela 1 pode-se observar que as parcelas 1, 6 e 7 foram as que sofreram maior redução no número de indivíduos em função de terem sido as mais afetadas pelos ventos. Outros decréscimos importantes foram devidos à mortalidade ou queda natural, ocorrendo em anos diversos.

Tabela 2. Variação anual e periódica (2004-2012) média em número de árvores por hectare e percentual de mortalidade e recrutamento.
Table 2. Mean periodic and annual variation (2004-2012) in number of trees per hectare and percentage mortality and recruitment.
Período 2004-2005 2005-2006 2006-2007 2007-2008 2008-2009 2009-2010 2010-2011 2011-2012 2004-2012
Média de mortalidade -0,4 -1,2 -2,0 -1,2 0,0 -5,2 -0,4 -1,2 -11,6
% mortalidade 0,58 1,75 2,98 1,84 0,00 8,13 0,68 2,05 16,86
% recrutamento 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

Estudos em florestas avançadas no processo sucessional nos trópicos têm demonstrado taxas de mortalidade anual com valores em torno de 1% a 2%, ou até superiores (GOMIDE, 1997). Schaaf (2001), por exemplo, observou mortalidade de 2,47% em um período de 20 anos (1,15%.ano-1) para uma floresta localizada em São João do Triunfo – PR em estágio avançado de sucessão, submetida a corte seletivo de madeira e outras práticas antrópicas.

A ANOVA indicou diferenças significativas (p-valor<0,05) entre o número de árvores observado nos diferentes anos de medição. O decréscimo do número de árvores por hectare foi significativo ao se comparar as medições de 2007 e 2012, com uma diminuição de oito indivíduos de A. angustifolia por hectare, em média (Tabela 3). Tal resultado pode ser atribuído ao vendaval ocorrido em 2006 e também as fortes chuvas com vento em 2009 e 2011.

Tabela 3. Resultados do teste de Tukey para comparação de médias do número de árvores (N.ha-1) relativo a cada ano de medição, ao nível de significância de 5%.
Table 3. Results of Tukey test for comparison of the mean number of trees (N.ha-1) per each year of measurement, at a significance level of 5%.
Tratamentos Médias em árvores (N.ha-1)
2004 69 ± 19,44  a
2005 68 ± 19,15  a
2006 67 ± 18,24  a
2007 65 ± 17,95  a b
2008 64 ± 17,84 a b c
2009 64 ± 17,84 a b c
2010 59 ± 18,98    b c
2011 58 ± 19,04    b c
2012 57 ± 19,13       c

Considerando que cerca de 69% da área basal da floresta são representados por indivíduos de A. angustifolia (LINGNER et al.,2007), caracteriza-se um padrão estrutural de monodominância (CONNEL; LOWMAN, 1989). Nesse tipo de floresta é comum haver baixas taxas de recrutamento, o que efetivamente foi observado no estudo.

Devido ao limite de inclusão diamétrica nas medições (DAP maior ou igual a 20 cm), não se pôde inferir o ingresso nas classes diamétricas inferiores a partir dos dados das parcelas permanentes para a espécie A. angustifolia, tampouco para outras espécies, não abordadas no presente artigo, que apresentaram ingressos durante o período. No entanto, observa-se, na área uma densa cobertura de gramíneas – incluindo-se Merostachys sp (taquara) – que podem inviabilizar o estabelecimento de regeneração natural da espécie. Além disso, a intensa coleta de pinhões pela população local que ocorre na área visando comercialização vem somar-se ao conjunto de hipóteses relativas à falta de regeneração natural da espécie como um provável fator coadjuvante.

Segundo o modelo de Lozenge de sucessão (OGDEN; STEWART, 1995, apud VALERIANO, 2010), as coníferas se estabelecem após grandes intervenções na floresta que proporcionarão a oportunidade de recrutamento. Porém a área de estudo não tem sofrido nenhum tipo de intervenção significativa nos últimos 30 anos e a abertura de clareiras se restringe a áreas onde ocorreu a queda de indivíduos de grande porte, quer seja em função dos vendavais, quer seja por mortalidade natural. Ainda não foram investigados detalhadamente os eventuais processos de regeneração ocorridos nas clareiras propriamente ditas, mas nas parcelas onde elas estão presentes, observa-se uma ocupação massiva de Merostachys sp. e ausência de plântulas de A. angustifolia.


Diâmetro médio (DAP)

A Figura 2 mostra os histogramas de frequência diamétrica para os anos de 2004 e 2012. A média de transição de indivíduos entre classes foi de aproximadamente 9 indivíduos.ha-1, sendo mais concentrada entre as classes de DAP com centros em 65 e 75 cm. O estoque em crescimento, representado pelas classes inferiores (de 20 a 50 cm), sofreu uma redução no número de indivíduos, não compensada por ingressos que, de fato, não ocorreram ao longo dos oito anos de estudo, considerando o limite de inclusão (DAP maior ou igual a 20 cm).


Figura 2. Distribuição do número médio de árvores por hectare por classe diamétrica, nos anos de 2004 e 2012.
Figure 2. Distribution of the mean number of trees per hectare by diameter class in 2004 and 2012.

A análise dos dados sugere uma tendência de aumento do diâmetro médio ao longo do período considerado (Figura 3), detectando-se diferenças significativas principalmente entre os anos de 2005 e 2012 (Tabela 4). Do primeiro ao nono ano de medição houve um acréscimo médio de cerca de 3 cm no diâmetro médio, considerando-se a dinâmica da floresta, ou seja, mortalidade e ingresso (Tabela 4).


Figura 3. Comportamento do diâmetro médio (cm) entre os anos de 2004 a 2012.
Figure 3. Behavior of mean diameter (cm) from 2004 to 2012.

Apesar de ter ocorrido mortalidade significativa em determinadas parcelas, como observado na tabela 1, houve pouca ou nenhuma redução em seus respectivos diâmetros médios. Em 2004 os 69 indivíduos.ha-1 estimados para a população possuíam um DAP médio de cerca de 76 cm; em 2012, com 57 indivíduos.ha-1, houve um incremento de cerca de 2,5 cm no diâmetro médio. Esses resultados mostram que, na média, após a queda e morte de árvores, prevalecem, na floresta, árvores de maiores dimensões.

A ANOVA permitiu constatar que o DAP médio apresenta valores que diferem estatisticamente entre si (p-valor<0,05) ao longo dos anos de medição. Com base nos resultados do teste de Tukey (Tabela 4), no entanto, observa-se que as médias correspondentes aos dois primeiros anos de medição diferem daquela de 2012, ou seja, apenas após sete anos de crescimento, verificou-se um aumento significativo no diâmetro médio.

Tabela 4. Resultados do teste de Tukey para comparação de médias do diâmetro médio (cm) relativo a cada ano de medição, ao nível de significância de 5%.
Table 4. Results of Tukey test for comparison of mean diameter (cm) for each year of measurement, at a significance level of 5%.
Tratamentos Médias em DAP (cm)
2004 75,9 ± 8,2  a
2005 76,0 ± 7,8  a
2006 76,5 ± 7,8  a b
2007 76,5 ± 7,9  a b
2008 76,5 ± 7,9  a b
2009   76,8 ± 7,7  a b
2010   77,4 ± 7,8  a b
2011   77,9 ± 8,1  a b
2012        78,6 ± 8,0     b

Em média, os maiores incrementos médios anuais em diâmetro foram encontrados entre os anos de 2011 e 2012 (Tabela 5), com um ICA de 0,63 cm. O incremento periódico anual médio (IPA) em diâmetro foi de 0,33 cm.ano-1 para o período 2004-2012. Esse valor reflete o baixo crescimento dos indivíduos na fase clímax da floresta quando comparado a incrementos médios anuais (IMA) em diâmetro em povoamentos naturais de araucária, que podem chegar a 1 cm ou mais, considerando-se idades variando de 20 a 33 anos (HESS et al., 2009).

Tabela 5. Incremento corrente anual (ICA) e incremento periódico anual (IPA) em diâmetro médio com casca, considerando-se a mortalidade.
Table 5. Current annual increment (CAI) and periodic annual increment (PAI) in diameter outside bark, considering mortality.
ICA (cm) IPA (cm.ano-1)
Período 2004-2005 2005-2006 2006-2007 2007-2008 2008-2009 2009-2010 2010-2011 2011-2012 2004-2012
Média 0,01 0,53 0,00 0,02 0,27 0,58 0,58 0,63 0,33


Área basal

Na Tabela 6 são apresentados os resultados de área basal (m2.ha-1) em cada  medição. Embora o diâmetro médio tenha aumentado em cerca de 3 cm do primeiro ao último ano do levantamento, essa tendência não se repetiu em relação à área basal devido à natureza diferente das duas variáveis. Ainda que diretamente correlacionadas, o diâmetro médio de cada parcela é calculado com base no número de árvores vivas a cada ano, enquanto a área basal é a somatória das áreas transversais individuais. Dessa forma, a mortalidade, associada à ausência de ingressos, é determinante com relação à diminuição da área basal. Na Figura 4 observa-se a tendência decrescente dessa variável ao longo do período estudado, com uma diferença de cerca de 15 % entre 2004 e 2012.

Tabela 6. Resultados do teste de Tukey para comparação de médias de área basal relativa a cada ano de medição, ao nível de significância de 5%.
Table 6. Results of Tukey test for comparison of mean basal area for each year of measurement, at a level of significance of 5%.
Tratamentos Médias de área basal (m2.ha-1)
2004 32,7 ± 7,7  a
2005 32,4 ± 7,3  a
2006 32,4 ± 7,3  a
2007 31,5 ± 7,3  a b
2008 30,8 ± 7,1 a b
2009 31,0 ± 7,1 a b
2010 28,2 ± 6,3    b
2011 28,3 ± 6,3    b
2012 27,9 ± 6,0    b

A ANOVA permitiu constatar diferenças significativas (p-valor<0,05) entre os valores de produção em área basal ao longo dos anos de medição. De acordo com os resultados do teste de Tukey (Tabela 6), as médias para os três primeiros anos de medição diferem daquelas correspondentes aos três últimos. Essa diferença foi observada exatamente no período de três anos entre o vendaval de 2006 e a tempestade de 2009, quando morreram ou caíram cerca de nove árvores por hectare, verificado em 2010 (Tabela 1).

O incremento corrente anual médio em área basal apresentou-se positivo apenas para os períodos 2008-2009 e 2010-2011 (Tabela 7), em virtude da ausência de mortalidade no período 2008-2009 e da baixa taxa de mortalidade no período 2010-2011, de apenas 4 árvores.ha-1 (Tabela 2). O período 2009-2010 destacou-se pela maior redução em área basal no período considerado, de -2,85 m2.ha-1, decorrente da alta mortalidade apresentada no período. O incremento periódico anual médio em área basal foi de -0,60 m2.ha-1.ano-1.

Tabela 7. Incremento corrente anual (ICA) e incremento periódico anual (IPA), em área basal, considerando-se a mortalidade.
Table 7. Current annual increment (CAI) and periodic annual increment (PAI) in basal area per hectare, considering mortality.
Período ICA (m2.ha-1) IPA (m2.ha-1.ano-1)
2004-2005 2005-2006 2006-2007 2007-2008 2008-2009 2009-2010 2010-2011 2011-2012 2004-2012
média -0,32 -0,02 -0,92 -0,67 0,21 -2,85 0,14 -0,36 -0,60


Volume por hectare

As grandes dimensões (altura e área transversal) dos indivíduos de A. angustifolia são responsáveis pelos altos valores em volume por hectare estimados por meio dos dados das parcelas permanentes (Tabela 8). O maior volume médio – observado no ano de 2004 – equivale a cerca de 500 m3.ha-1, chegando a mais de 800 m3.ha-1 em uma das parcelas medidas.

Tabela 8. Número de árvores (N.ha-1), altura comercial (m) e volume (m3.ha-1) por classe diamétrica, para o ano de 2004.
Table 8. Number of trees (N.ha-1), merchantable height (m) and volume (m3.ha-1) by diameter class in 2004.
Classes de DAP (cm) Número de árvores (N.ha-1) Altura comercial (m) Volume (m3.ha-1)
20-30 2,0 13,8 2,0
30-40 6,4 18,3 5,1
40-50 6,8 19,5 8,4
50-60 8,0 20,2 13,0
60-70 10,4 21,8 19,6
70-80 9,6 22,8 27,6
80-90 7,2 23,1 34,8
90-100 6,4 24,5 45,2
100-110 4,8 24,4 57,0
110-120 3,2 24,3 67,3
120-130 2,8 24,1 77,6
130-140 0,8 25,5 97,6
140-150 0,4 25,0 113,1
Total 69 568,5

A produção em volume seguiu a mesma tendência decrescente da área basal, com uma redução de 15,4% no período considerado, sendo as maiores diferenças encontradas entre os três primeiros e os três últimos anos (Tabela 9). Em valores absolutos, a perda em volume médio desde a primeira medição, em 2004 até a última, em 2012 foi de 78 m3.ha-1, em média. Os anos imediatamente subsequentes aos eventos climáticos de 2006 e 2009 mostraram as maiores quedas na produção em volume (Figura 4).


Figura 4. Comportamento do volume (m3.ha-1) no período de 2004 a 2012.
Figure 4. Behavior of the volume (m3.ha-1) in the period from 2004 to 2012.

Tabela 9. Resultados do teste de Tukey para comparação de médias do volume com casca por hectare (m3.ha-1) relativo a cada ano de medição, ao nível de significância de 5%.
Table 9. Results of the Tukey test for comparison of mean volume outside bark per hectare (m3.ha-1) for each year of measurement, at a significance level of 5%.
Tratamentos Médias em volume (m3.ha-1)
2004 509,3 ± 139,8 a
2005 504,4 ± 134,6 a
2006 504,4 ± 134,4 a
2007 490,6 ± 135,3 a b
2008 480,6 ± 133,0 a b
2009 483,7 ± 133,4 a b
2010 435,1 ± 115,3    b
2011 437,2 ± 115,7    b
2012 430,9 ± 108,2    b

O incremento periódico anual médio em volume observado para a floresta ao longo de oito anos foi negativo, equivalendo a -9,8 m3.ha-1.ano-1 (tabela 10). Como esperado, a maior taxa negativa de incremento ocorreu entre os anos de 2009 e 2010, chegando a 48,6 m3.ha-1 em média.

Tabela 10. Incremento corrente anual (ICA) e incremento periódico anual (IPA), em volume por hectare, considerando-se a mortalidade.
Table 10. Current annual increment (CAI) and periodic annual increment (PAI), volume per hectare, considering mortality.
ICA (m3.ha-1) IPA (m3.ha-1.ano-1)
Parcelas 2004-2005 2005-2006 2006-2007 2007-2008 2008-2009 2009-2010 2010-2011 2011-2012 2004-2012
Média -4,984 -0,003 -13,796 -10,033 3,127 -48,596 2,100 -6,302 -9,798


CONCLUSÕES

Os resultados confirmam as duas hipóteses apresentadas de que a produção e o crescimento relativo às variáveis tendem a se manter estáveis ou a diminuir ao longo do tempo e de que o recrutamento de novos indivíduos é baixo ou inexistente.

Analisando a dinâmica das árvores de araucária, verifica-se, de modo geral, baixas taxas de incremento, devido à intensa competição e à pouca disponibilidade de luz nos estratos inferiores. Estes mesmos fatores explicam a superioridade das taxas de mortalidade em relação às de ingresso, o que pode indicar uma tendência de desaparecimento da espécie na área em estudo, se nenhuma intervenção silvicultural for efetuada.


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