Série Técnica IPEF - Edição Nº 39 (outubro de 2014)

Anais da 46ª Reunião Técnico-Científica do Programa Temático de Silvicultura e Manejo - "Nutrição e Fertilização Florestal"
Dias 10 e 11 de outubro de 2012, Porto Seguro, Bahia, Brasil
José Henrique Bazani, ESALQ/USP
Rodrigo Eiji Hakamada, International Paper
José Carlos Arthur Junior, IPEF
José Leonardo de Moraes Gonçalves, ESALQ/USP

Apresentação

A competitividade das florestas plantadas no Brasil passa, sem sombra de dúvidas, pelo eficiente manejo nutricional das árvores, sendo este responsável por 30 a 50% da evolução da produtividade florestal ao longo dos anos. Em contrapartida, o custo com fertilizantes e sua aplicação em campo remetem à uma parcela significativa do desembolso inicial para formação das florestas.

A 46ª Reunião Técnico-Científica do Programa de Silvicultura e Manejo do IPEF, ocorrida nos dias 10 e 11 de outubro de 2012 na cidade de Porto Seguro (BA), trouxe à tona a discussão sobre o tema fertilização de florestas plantadas apresentando atualizações sobre as práticas silviculturais que envolvem a nutrição das árvores, além da exposição de novos conceitos, questionamentos e perspectivas futuras. Representantes das empresas filiadas (setor produtivo), das universidades (academia) e das empresas produtoras de fertilizantes durante as apresentações e as visitas de campo debateram mudanças e ajustes necessários ao processo de produção de floresta plantada. Neste documento estão reunidas, em forma de capítulos, as principais discussões.

Às empresas filiadas coube a apresentação das técnicas de aplicação de fertilizantes, as preocupações com a qualidade do insumo e a tecnologia de aplicação, que influenciam diretamente na uniformidade de distribuição de nutrientes dentro do talhão. Aspectos relacionados às metodologias de recomendação de fertilizantes também foram abordados durante as discussões. As empresas produtoras de fertilizantes trouxeram inovações disponíveis no mercado, com preços competitivos e com grande expectativa de sucesso para ciclos florestais. Dentre elas destacam-se a tecnologia de proteção da uréia e do fósforo que objetivam aumentar a eficiência de utilização destes nutrientes, os produtos de liberação controlada, a inclusão de enxofre elementar nas misturas NPK e as misturas granuladas, com maior homogeneidade entre os nutrientes.

Foram apresentados os resultados iniciais da “Rede Aduba”, projeto que visa averiguar as recomendações nutricionais praticadas atualmente com os materiais genéticos em vigor, a fim de se detectar possíveis alterações e revisões nos níveis críticos dos macronutrientes para a cultura do eucalipto. Outro destaque é o capítulo que apresenta a síntese de 10 anos de estudos sobre ciclagem de nutrientes desenvolvidos pela parceria ESALQ-CIRAD na Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga. São discutidas e apresentadas informações sobre as interações entre fertilização e arranque inicial da floresta, a dinâmica de nutrientes, a fertilização de cobertura e o efeito da substituição do K por Na em floresta de eucalipto.

Um novo conceito de intensificação ecológica promovido pelo consórcio entre eucalipto e leguminosas revelou o potencial de utilização desta estratégia para maximizar o uso dos recursos naturais (nutrientes, luz e água) disponíveis às plantações.

Diante da relevância do tema e das implicações para o setor, o PTSM disponibiliza as discussões ocorridas durante seus encontros, no intuito de contribuir e de fortalecer o setor florestal brasileiro, assegurando a competitividade de nossas florestas plantadas.

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Série Técnica IPEF
v. 18, n. 39, p. 01-95, outubro, 2014
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