Mais Informações sobre o Setor de Sementes IPEF
O
histórico da produção de sementes em
São Paulo, teve início em 1916, junto à
extinta Cia. Paulista de Estradas de Ferro, hoje Ferrovia
Paulista S/A (FEPASA). De 1916 a 1966, a produção
e comercialização de sementes florestais foi
feita quase que exclusivamente pela Cia. Paulista de Estrada
de Ferro, que tinha como fonte geradora de sementes seus hortos
florestais.
Com o incentivo fiscal ao reflorestamento, em 1966, houve um aumento substancial na demanda de sementes, provocando assim uma queda na qualidade genética e fisiológica, promovida principalmente pela falta de conhecimento técnico e científico. No mesmo ano, preocupado com a situação do setor florestal, frente a necessidade de materiais genéticos de melhor qualidade, o Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz criava o Setor de Sementes Florestais. Os principais objetivos eram: produzir sementes melhoradas; estudar as espécies/procedências e estudar o manejo silvicultural em novas áreas de reflorestamento. A criação do setor de sementes foi o início de uma interação positiva entre Universidade e Empresas Florestais que, posteriormente, em 1968, se concretizou em um convênio entre ambas as partes, nascendo assim o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF).
Com a criação do Setor de Sementes e do IPEF, posteriormente unificado, iniciou-se um trabalho voltado a programas de melhoramento genético, e também ao desenvolvimento de tecnologia para a produção de sementes. Houve a introdução de novas espécies e procedências, que passaram a suprir as demandas do mercado nacional quanto a qualidade da madeira e condições diversas de clima e solo.
A base de instalação dos programas de melhoramento desenvolvidos pelo IPEF foram as empresas associadas e as Estações de Ciências Florestais de Anhembi e Itatinga, gerenciadas pelo Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP. Esta rede experimental se tornou um grande banco de material genético, que são hoje fontes produtoras de sementes, com a capacidade de atender às mais diversas condições edafo-climáticas para novos empreendimentos florestais. Este patrimônio genético favoreceu o ganho da qualidade das sementes comercializadas, e contribuiu para o desenvolvimento do Setor Sementes do IPEF.
