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Edição 17 – 05 de outubro de 2010_
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Projeto do IPEF finaliza estimativa dos estoques de Carbono na
RPPN SESC Pantanal A Reserva
Particular do Patrimônio Natural Estância Ecológica Sesc Pantanal, localizada
em Barão de Melgaço, Mato Grosso, foi estabelecida em 1996 em antigas
fazendas de gado. Por eliminação da bovinocultura e queimas de pastagens,
iniciou-se um processo de recuperação natural, visualmente perceptível, mas
não quantificado em termos de biomassa, carbono e biodiversidade. Assim, o
Sesc buscou no IPEF a estruturação de uma equipe multidisciplinar de
professores para abordar este tema, dando origem ao Projeto de Sequestro de
Carbono e Biodiversidade Sesc Pantanal,
que teve os trabalhos finalizados no último mês. A parceria envolve o Sesc e
o IPEF, contando com apoio da Esalq/USP
e North Carolina State University (NCSU). O
Projeto foi iniciado no final de 2005 e dois anos depois, em 2007, já havia
concluído a instalação de 167 parcelas permanentes de inventário nos 106 mil
hectares da RPPN. Na área de inventário florestal, a equipe envolvida no
trabalho contou com os professores José Luiz Stape, da NCSU e Luiz Carlos
Estraviz Rodriguez, do Departamento
de Ciências Florestais da Esalq. Na área de solos, o responsável foi o
Prof. Pablo Torrado, do Departamento de Solos da Esalq; e os aspectos
botânicos do Projeto ficaram a cargo do Prof. Vinícius de Castro e Souza, do
Departamento de Ciências Biológicas. Mais de 30 alunos de graduação e
pós-graduação da Esalq e do curso de biologia da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep)
participaram nos trabalhos de campo, além do pessoal de apoio da própria
estância.
O
relatório conclusivo, com as estimativas de estoques de carbono nas
fisionomias e no solo, bem como a sua associação à biodiversidade, foi
encaminhado ao Dr. Leopoldo Garcia Brandão, idealizador do Projeto Sesc Pantanal
e diretor da instituição no Rio de Janeiro. “Ao final desse período, foi
possível quantificar os estoques nas diferentes fisionomias da RPPN, que vão de
cambarazais e matas densas a campos limpos, e dentro de cada uma, pelas
diferentes espécies arbóreas existentes, com mais de 200 espécies catalogadas”,
diz o Prof. Stape. Segundo ele, as parcelas permanentes serão medidas a cada
cinco anos com o intuito de obter a real estimativa do sequestro de carbono
da área, complementarmente ao sensoriamento remoto. Os professores Pablo e
Vinícius enfatizaram ainda os resultados indiretos do trabalho realizado
dentro do Projeto no que se refere à multidisciplinaridade e ao treinamento
de alunos de graduação e pós-graduação destas diferentes áreas. |
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