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Edição 46 – 28 de maio de 2012_ |
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Novo projeto entre IPEF e SESC O
bioma Cerrado é considerado a savana com maior biodiversidade do mundo, com
cerca de 11.000 espécies de plantas, sendo que mais de 4.000 delas são
endêmicas do bioma. O cerrado é composto por diversos tipos de vegetação como
Mata de Galeria, Cerradão, Cerrado Sentido Restrito (composto pelas
variações: Denso, Típico, Ralo e Rupestre), Campo sujo, Campo Limpo, etc.
Além do alto valor biológico, é considerado o “berço das águas” do Brasil,
pois no cerrado se originam algumas das maiores bacias hidrográficas
nacionais: São Francisco, Tocantins-Araguaia e Paraná. Várias
espécies nativas do cerrado mato-grossense apresentam potencial de aproveitamento
econômico como madeira serrada e produtos não madeireiros. No entanto, os
produtores rurais não investem na produção comercial dessas espécies em
função da carência de informações silviculturais sobre o cultivo e o
potencial de retorno econômico e mesmo a falta de base genética disponível. Diante
disso, a unidade “Refúgio Ecológico Serra Azul” do SESC solicitou ao IPEF uma
proposta para auxiliar a dirimir este problema. Nasce então o projeto de
pesquisa “Silvicultura de Espécies Nativas do Cerrado Mato-grossense no
Refúgio Ecológico Serra Azul – SESC”, criado com o intuito de estabelecer uma
rede de experimentos para subsidiar a restauração, a conservação e o uso
sustentável do cerrado que contribuirá na utilização comercial de espécies
nativas com boa relação custo/benefício para os produtores.
O
projeto conta com a organização dos professores Pedro Brancalion (Esalq/USP), Mario de Moraes (Unesp), e dos pesquisadores do IPEF,
Paulo Henrique Muller da Silva, Israel Gomes Vieira, com suporte na parte de
georreferenciamento pelo pesquisador Clayton Alcarde Alvares. Esta rede será
implantada em região que reúne características necessárias para o sucesso
dessa iniciativa: grande extensão de área, complexidade ecológica, áreas
passíveis de restauração, grandes trechos de vegetação nativa conservada e,
sobretudo, forte apoio institucional. Dada a perspectiva de replicar essas
experiências em maior escala, uma premissa adotada no desenvolvimento de
todas as propostas de experimento foi a de que as atividades restauração e
conservação deveriam ter sustentabilidade econômica e potencial de aplicação
em larga escala. Com
isso, a proposta está divida em linhas de pesquisas e ensaios que são
relacionadas e deverão ser conduzidos em conjunto para alcançar os objetivos
do projeto. As linhas de trabalho são: a) levantamento inicial da vegetação e
características edafoclimáticas, b) disponibilização de material genético, c)
silvicultura comercial do cerrado mato-grossense e d) restauração da
vegetação do cerrado e dos remanescentes das Áreas de Preservação Permanente
(APP). Os experimentos propostos, bem como as demandas de infraestrutura
necessária poderão ser utilizados como áreas demonstrativas para
pesquisadores e produtores, o que transformaria o Refúgio em uma área modelo
para produção florestal com essências nativas e potenciais para o estado do
Mato Grosso. Com
aproximadamente 5 mil hectares, o Refúgio Ecológico Serra Azul-SESC é
localizado no município de Rosário Oeste, região de Nobres a 143 km ao norte
de Cuiabá.
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Publicado exclusivamente via eletrônica, o IPEF Express
não possui periodicidade definida e visa agilizar a divulgação de notas e
informações da Diretoria, Coordenadorias do IPEF, seus Programas Cooperativos
e atividades correlatas.
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Instituto
de Pesquisas e Estudos Florestais |