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Edição 110 – 6 de julho de 2020_ |
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A situação dos
gafanhotos vem sendo monitorada oficialmente pelo Brasil desde o dia 19 de
junho, após o relato oficial pelo governo argentino. No dia 24 de junho, foi
publicada a portaria nº 201, que declarou emergência fitossanitária em áreas
produtivas dos Estados de Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC). A partir dessa
Portaria, foi criado um grupo de trabalho para elaboração de um plano de
combate aos gafanhotos, pioneiro no Brasil. Este plano contempla medidas de
ações para este momento, mas, servirá também como embasamento para situações
futuras envolvendo surtos desse inseto. Em outros países, onde os surtos
ocorrem com maior frequência, este plano já existe, como é o caso da Argentina. A espécie de gafanhoto que ocorre
atualmente é Schistocerca cancellata, que em condições favoráveis pode se
dispersar por até 150 km por dia. A movimentação das nuvens de gafanhotos é
condicionada, principalmente, pela presença de correntes de vento e por
temperaturas superiores à 15°C. Para discutir e trabalhar no plano de
combate, o SINDAG (Sindicato da Aviação Agrícola) tem atuado ativamente,
contando com a chancela e apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA). Dentro deste grupo participam diversas instituições da
agricultura, incluindo as secretarias de defesa agropecuária, representantes de
classe, iniciativa privada e pesquisadores. O IPEF é um dos participantes, através
do seu programa cooperativo sobre proteção florestal (PROTEF), bem como de algumas de suas
empresas filiadas, em especial, aquelas que possuem área próxima aos possíveis
locais de ingresso dos insetos. Nestas duas últimas semanas, o foco dos
trabalhos foi a redação do plano de combate, para o qual o PROTEF contribuiu,
enviando informações técnicas sobre os cultivos florestais, métodos de controle
registrados, dentre outros, que serviram como embasamento para criação do
plano. É importante ressaltar que o plano de
combate está baseado na experiência de outros países, contando com a robustez
de informações científicas e seguindo todas as recomendações da FAO
(Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) quanto ao
manejo de surtos de gafanhotos. O plano de combate construído pelo grupo foi
enviado ao MAPA para apreciação, e posterior publicação. No momento, as instituições brasileiras
e argentinas seguem em contato para mapear a dispersão desta nuvem, com as
secretarias estaduais do RS e SC monitorando os pontos de possível ingresso dos
gafanhotos no país. Todos os desdobramentos a atualizações
deste tema têm sido comunicados, diretamente e em primeira mão, aos
representantes das empresas que participam do sistema IPEF e, em especial, do PROTEF. |
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Publicado exclusivamente via eletrônica, o IPEF Express não possui periodicidade definida e visa agilizar a divulgação de notas e informações da Diretoria, Coordenadorias do IPEF, seus Programas Cooperativos e atividades correlatas. |
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IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais |