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Este é um projeto de pesquisa cooperativa de 2 universidades (Universidade
de São Paulo ESALQ e Colorado State University), 7 empresas
florestais (Aracruz, Bahia Sul Celulose, Cenibra, Copener Florestal,
International Paper, VCP e Veracel), e a Rocky Mountain Research
Station do USDA Forest Service.
(This Page in English)
Plantações de Eucalyptus no
Brasil estão entre os ecossistemas mais produtivos no mundo,
cobrindo milhões de hectares e produzindo usualmente mais
de 40 m³/ha/ano de madeira. Estas taxas recorde de produtividade
são possíveis devido a silvicultura intensiva, incluindo
seleção genética de árvores superiores,
propagação clonal, preparo intensivo do solo, e fertilização.
O grupo de BEPP desenvolveu vários projetos para descrever
e testar os fatores que determinam o crescimento das plantações
de Eucalyptus.
BEPP Projeto 1. Produtividade do Eucalyptus
através de Gradiente Geográfico:
Como parte da tese de PhD na Colorado State University,
Jose Luiz Stape da ESALQ/USP trabalhou com a Copener Florestal para
examinar padrões em ecologia de produção ao
longo de um gradiente geográfico de locais de alta-pluviosidade
perto da costa, para locais de baixa-pluviosidade no interior. Eles
examinaram o papel das taxas variáveis de provisão
de recurso por este gradiente, como também a taxa de uso
dos recursos e eficiência de uso deste recurso. A eficiência
de uso do recurso aumentou substancialmente para todos os recursos
(luz, água, nitrogênio) em resposta a aumentos na disponibilidade
de água. A influência da "água" foi
evidente tanto na disponibilidade de água no solo (da chuva),
quanto na umidade da atmosfera. Está disponível o
manuscrito: Eucalyptus
production and the supply, use and efficiency of use of water, light
and nitrogen across a geographic gradient in Brazil. Um manuscrito
sobre eficiência de uso de recursos também está
disponível: Thinking
about efficiency of resource use in forests.

BEPP Projeto2. Resposta de Plantações
de Eucalyptus a Irrigação e Fertilização
Intensiva:
Jose Stape e Copener também usaram manipulações
experimentais de provisão de recurso para examinar o papel
de suprimento de recurso na produtividade potencial de talhões
de Eucalyptus. Parcelas duplicadas de clones de Eucalyptus
foram irrigadas e intensivamente fertilizadas, e o balanço
completo de C foi calculado durante 2 anos (um ano anormal chuvoso
e sem seca, e o outro um ano normal com uma estação
sazonal de seca). O talhão estava com 3 anos de idade quando
o experimento foi instalado, e os tratamentos de irrigação
e fertilização continuarão até a idade
de 6 anos. Os resultados do BEPP Projeto1 e Projeto2 estão
sendo usados para parametrizar um modelo empírico de crescimento
da floresta, e o modelo ecofisiológico de crescimento florestal
3-PG. Na idade de 5 anos (depois de 2 anos de tratamento):

Um manuscrito da modelagem feita pelo 3-PG: Testing
the 3-PG process-based model to simulate Eucalyptus growth
with an objective approach to the soil fertility rating parameter.

BEPP Projeto 3. A Hipótese da Estrutura Individual
Árvore/Talhão
Estes resultados conduziram a uma hipótese
nova. Se o uso de recursos (luz, água, nutrientes) permanece
alto em florestas mais velhas, mas a produção declina,
então a produção por unidade de recurso usada
tem que declinar. Nós hipotetizamos que este declínio
em eficiência poderia resultar da variação crescente
dos tamanhos das árvores dentro dos talhões. Árvores
dominantes continuariam aumentando suas taxas de uso de recurso
-- e sustentariam uma alta taxa de produção por unidade
de recurso utilizada. Árvores suprimidas adquiririam gradualmente
menos luz, água, e nutrientes conforme vão perdendo
para as árvores dominantes, mas a condição
suprimida delas diminuiria ainda mais rapidamente sua eficiência
no uso dos recursos.
Nosso primeiro teste desta hipótese envolveu
a comparação da eficiência das árvores
dominantes (25% maiores) e das árvores suprimidas (os 75%
restantes) em uma plantação no Havaí. Como
predito, as árvores dominantes usaram 40-50% dos recursos
do talhão inteiro, mas contribuiu com 60% do crescimento
do talhão; as árvores dominantes eram duas vezes mais
eficientes em produção de madeira por unidade de recurso
usada: (para o artigo completo: http://www.cnr.colostate.edu/~dan/papers/Ecosystems_5_2002.pdf)
Plantações clonais são muito
mais uniformes em estrutura (lado de esquerdo da foto) do que talhões
propagados por semente (lado direito da foto), e nós estamos
usando esta uniformidade para examinar a hipótese árvore-sozinha/estrutura-talhão
para declínios no crescimento do talhão relacionados
com a idade.

Cada companhia instalou uma réplica do experimento
onde o mesmo material clonal é plantado no Dia 0 (talhão
uniforme) ou durante um período de 80 dias (talhão
heterogêneo), como também um tratamento adicional que
usa árvores propagadas por sementes. Os experimentos também
incluem tratamentos de irrigação e fertilização
para impedir qualquer mudança no suprimento de água
ou nutrientes com o passar do tempo confundindo os padrões
relacionados a idade. A hipótese da Estrutura Árvore
Individual/Talhão prediz que pequeno (se ocorrer) declínio
no crescimento será visto nas parcelas clonais uniformes,
considerando que as parcelas clonais heterogêneas e as parcelas
de mudas mostrarão o declínio clássico em crescimento
do tronco.

Estrutura do talhão com 24 meses no teste
da International Paper (uniforme na esquerda; desuniforme na direita)


Entre 18 e 24 meses de idade, o tratamento de clone
uniforme e tratamento de clone de plantio-heterogênio-tempo
da VCP eram igualmente produtivos, acumulando biomassa abaixo do
solo em taxas de 33 Mg/ha anualmente. O esquema para desenvolver
uniformidade e heterogeneidade na estrutura dos talhões pela
variação do período de plantio funcionou bem
(gráfico da figura acima). Estas tendências são
consistentes com as expectativas para o período de máximo
crescimento – a hipótese da estrutura árvore
individual/talhão prediz que o crescimento do talhão
heterogêneo começará a declinar no próximo
ano ou dois, enquanto o talhão uniforme sustentará
a taxa alta de produção.
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