Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Fabaceae
Nome Científico: Dalbergia nigra (Vell.) Fr.All. ex Benth.
Nomes Comuns: jacarandá da bahia, jacarandá preto, caviúna, jacarandá caviúna, cabiúna, cabiúna rajada, cabiúna do mato, jacarandá, jacarandá cabiúna, jacarandá una, pau preto, jacarandá rajado, camborá, camburana, graúna, caviúna roxa, jacarandazinho, brazilian rose wood, uraúna, imiraúna
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: tolerante
Ocorrência: floresta ombrófila densa
Distribuição Geográfica: BA ES MG RJ SP
Dispersão: anemocoria
Polinização: melitofilia
Floração: OUT NOV DEZ JAN
Frutificação: SET OUT NOV DEZ

Utilização
Utilizada para: Construção
Carvão
Arborização Urbana
Paisagismo
Madeira Nobre

Dados do Caule
Tipo de Copa: globosa
Tipo de Estrutura: não há
Densidade da Madeira: 0,87
Observações: A madeira, de coloração marrom escura com listras pretas é muito durável e a mais valiosa do Brasil, muito procurada desde os tempos coloniais, para fabricação de móveis de luxo.

Dados da Flor
Forma da Flor: taça
Número de Pétalas: 5
Tamanho da Flor: 1
Cor: amarela
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Sexual: cacho
Observações: As flores, reunidas em cachos axilares de até 6 cm de comprimento, dão origem a panículas de até 20 cm.

Dados da Folha
Estrutura: imparipinada
Tipo: Composta
Forma da Folha: obovada
Tamanho da Folha: 2 x 10
Inserção: alterna
Consistência: foliácea
Contem:
Observações: A folha mede 2 a 3 cm de largura e 8 a 12 cm de comprimento, composta por 11 a 17 folíolos glabescentes de 1 a 1,5 cm de comprimento.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: sâmara
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: marrom
Tamanho: 6
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: Os frutos verdes são intensamente preadados por psitacídeos.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Principalmente a "broca do tronco", no norte do Espírito Santo e sul da Bahia.

Dados das Sementes
Cor da Semente: marrom
Tamanho: 2
Quantidade: 1
Observações: As sementes são lisas e achatadas, de testa delgada e membranácea.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Os frutos devem ser colhidos das árvores quando iniciarem a queda espontânea. Recomenda-se destacar as sementes dos frutos antes da semeadura. A repicagem não é recomendada por causa da raiz pivotante. As sementes devem ser armazenadas em câmara fria (T = 18 C), em embalagens semi permeáveis.
Sementes por Kilo: 10000
Dormência: não
Quebra Natural: 3 meses
Quebra Câmara: 18 meses
Umidade: 60 %
Germinação: 80 % após 20 dias
Propagação: estaquia
Condução: sombreado
Formação: a 30 cm em 6 meses
Tolerância: não.
Plantio: Espécie semi heliófila, tolera sombramento leve a modeado na fase juvenil. Devem ser evitados plantios puros a pleno sol, pois as plantas apresentam elevado grau de esgalhamento, ficando ainda susceptíveis ao ataque da broca do tronco. Recomenda-se plantio misto associado com espécies pioneiras, em espaçamentos estreitos, realizando-se poda de formação e desrama. Há muito sucesso em plantio em linha de enriquecimento de capoeira densa (abertura de faixas de 3 m de largura e plantio das mudas em linha, com 10 m de distância entre as linhas de plantio). O crescimento é moderado a rápido, atingindo, em plantios na Amazônia, aos 5 anos de idade (espaçamento 2 x 2 m), 12 m de altura e 10 cm de DAP.
Conservação: Muito ameaçada.

Bibliografia
AGUIAR, I.B.; PINÃ-RODRIGUES, F.C.M. & FIGLIOLIA, M.B. Sementes Florestais Tropicais. ABRATES. Brasília. 1993. 350p.

CORREA, M.P. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas Cultivadas. Ministério da Agricultura. Rio de janeiro. 1931.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.




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