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Edição 55 – 08 de outubro de 2012_ |
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Primeiras avaliações sinalizam sucesso No
dia 10 de agosto, em uma das fazendas da empresa associada V&M Florestal em Paraopeba (MG),
foi realizada a primeira liberação no Brasil do parasitoide Cleruchoides
noackae (Hymenoptera: Mymaridae), inimigo natural do Thaumastocoris
peregrinus, o percevejo bronzeado. Após
21 dias da liberação do parasitoide de ovos, foram coletadas amostras, pela
equipe do Programa Cooperativo em
Proteção Florestal (PROTEF) do IPEF e técnicos da empresa, com o objetivo
de verificar a quantidade e qualidade do parasitismo. Essas amostras foram
levadas ao Laboratório de Controle Biológico de Pragas Florestais (LCBPF) na UNESP de Botucatu. Nesta avaliação foi
observada o inicio da emergência de indivíduos do parasitoide, sendo esse o
primeiro relato do estabelecimento deste importante inimigo natural em
plantios florestais brasileiros. Mesmo
com condições climáticas consideradas críticas durante o período da liberação
(baixa umidade relativa e alta temperatura), o parasitoide conseguiu
completar seu ciclo biológico, e mais indivíduos estão emergindo a cada dia.
Esse resultado é animador do ponto de vista do controle biológico,
principalmente devido às dificuldades enfrentadas para a introdução do
parasitoide, desde sua importação da Austrália e a manutenção da criação no
laboratório, que levou dois anos de pesquisas. Para
a eng. Bianca Vique Fernandes, da V&M
Florestal, “este fato é considerado promissor para o controle
biológico do percevejo bronzeado e acredita-se que as condições de campo
podem propiciar um melhor desenvolvimento do parasitoide, mas ainda é
necessário estudos para conhecer a interação da praga com seus inimigos
naturais”. A
introdução, liberação e obtenção no campo do C. noackae para controle
do percevejo bronzeado só foi possível devido à coordenação do IPEF, em
esforço conjunto com a FCA/UNESP, UFV, EMBRAPA
Florestas e EMBRAPA
Meio Ambiente, com o imprescindível apoio das empresas florestais
associadas ao PROTEF (ArcelorMittal
Bioflorestas, Aperam
Bioenergia, Cenibra, Copener Florestal, CMPC, Duratex, Eucatex, Fibria, Gerdau, International
Paper, Lwarcel, Plantar, Stora
Enso, Suzano, Veracel, V&M Florestal, UPM
e Montes del Plata). O intercâmbio
de informações com pesquisadores da Austrália, África do Sul e Chile também
foi fundamental para o sucesso da introdução do C. noackae no Brasil. Outras
liberações vêm sendo realizadas pela equipe do PROTEF. Até o presente
momento, as empresas V&M Florestal,
Aperam Bioenergia, ArcelorMittal Bioflorestas
e International
Paper já receberam liberações em campo, e estima-se que até o final de
2013 todas as empresas participantes do PROTEF recebam o parasitoide em suas
áreas. Em paralelo, estão em andamento pesquisas para determinação da
capacidade de parasitismo em diferentes condições ambientais, melhoria do
sistema de criação e avaliação do parasitismo no campo, para se comprovar o
estabelecimento do inimigo natural no Brasil e seu real potencial de controle
da principal praga de eucalipto na atualidade. Mais informações sobre o
PROTEF em http://www.ipef.br/protef |
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Publicado exclusivamente via eletrônica, o IPEF Express
não possui periodicidade definida e visa agilizar a divulgação de notas e
informações da Diretoria, Coordenadorias do IPEF, seus Programas Cooperativos
e atividades correlatas. |
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Instituto
de Pesquisas e Estudos Florestais |