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Edição 62 – 17 de maio de 2013_ |
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IPEF publica zoneamento da ferrugem do Eucalyptus grandis
para o Estado de São Paulo No
Brasil, o Eucalyptus grandis é considerado essencial para o setor
florestal, sendo que a espécie tem ampla base genética disponível no país.
Entretanto, alguns genótipos são suscetíveis à ferrugem (Puccinia psidii),
principalmente no Estado de São Paulo, onde as condições climáticas são
favoráveis para o desenvolvimento da doença. Desta
forma, o estudo “Selecting for rust (Puccinia psidii) resistance in Eucalyptus
grandis in São Paulo State, Brazil” teve como objetivos selecionar
progênies de Eucalyptus grandis quanto à estabilidade e a
adaptabilidade considerando a resistência à ferrugem em diferentes
localidades paulistas, comparar a severidade da ferrugem observada no campo
contra um modelo empírico e elaborar o zoneamento da severidade da doença
para o estado de São Paulo. Para
atender estes objetivos, o IPEF instalou em nove localidades do estado de São
Paulo (Anhembi, Avaré, Boa Esperança do Sul, Cabrália Paulista, Capão Bonito,
Itapetininga, Itararé, Lençóis Paulista e Pratânia) uma rede experimental com
mais de 150 progênies de Eucalyptus grandis de ampla base genética (10
procedências brasileiras). As árvores foram avaliadas entre 6 e 10 meses após
o plantio, no “pico” da infestação de ferrugem. Foi
observado que as condições climáticas governam o desenvolvimento da ferrugem,
porém mesmo sob condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da doença
os pesquisadores encontraram progênies resistentes à doença. E por outro
lado, em sítios desfavoráveis ao desenvolvimento da ferrugem, detectaram
progênies altamente suscetíveis. Significativa correlação entre o material
genético, as condições ambientais e sintomas da doença também foram
encontrada. Entretanto, foi verificada uma simples interação
genótipo-ambiente e significativa variabilidade genética entre as progênies.
A herdabilidade média foi elevada entre as progênies em todas as localidades,
indicando o significativo controle genético quanto à resistência à ferrugem. Usando
informações do Sistema Geodatabase IPEF (www.ipef.br/geodatabase/) os
autores elaboraram o zoneamento da severidade da ferrugem do Eucalyptus
para todo o Estado de São Paulo. O mapa mostra uma tendência de redução da
severidade da doença no sentido leste para oeste e do sul para o norte,
devido às combinações dos fatores climáticos tais como temperatura e umidade
relativa.
O
estudo destaca-se pela integração de diversas áreas da ciência como melhoramento
genético, proteção florestal, agrometeorologia, sistema de informação
geográfica e modelagem que são áreas de atuação de alguns dos programas
cooperativos do Instituto. O trabalho foi possível devido a rede experimental
implantada pelo Programa Cooperativo em
Melhoramento Florestal (PCMF), do IPEF, que conta com a participação
das empresas Arborgen, ArcelorMittal (Aperan), Cenibra, Conpacel (Suzano), Duratex, Eucatex, Fibria, Forestal Oriental, Jari, Lwarcel,
Masisa, Palmasola, Stora Enso e Suzano. O
estudo foi publicado no volume 303 da revista científica “Forest Ecology and
Management” o qual pode ser encontrado em doi.org/10.1016/j.foreco.2013.04.002.
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Publicado exclusivamente via eletrônica, o IPEF Express
não possui periodicidade definida e visa agilizar a divulgação de notas e
informações da Diretoria, Coordenadorias do IPEF, seus Programas Cooperativos
e atividades correlatas. |
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de Pesquisas e Estudos Florestais |