
Programa EUCFLUX inicia estudos com imagens do novo satélite Venμs
O Programa Cooperativo sobre Torre de Fluxo (EUCFLUX) quantificou durante 10 anos (2008-2018) o balanço completo de carbono, água e nutrientes de uma floresta típica de eucalipto de alta produtividade no Estado de São Paulo. Utilizando a inovadora técnica de Torre de Fluxo, complementada com uma série de sensores no solo e nas árvores, gerou importantes contribuições para o conhecimento da dinâmica das florestas plantadas e aplicações para seu manejo. Com o sucesso da primeira fase, seis empresas tiveram interesse em continuar com os estudos, e o programa foi renovado até 2026. Participam hoje da segunda fase do programa as empresas Cenibra, Duratex, Fibria, International Paper, Klabin e Suzano.
Novos estudos estão em desenvolvimento, sendo que uma das novas linhas de pesquisa terá forte foco em estudos relacionados ao sensoriamento remoto, com a instalação de novos sensores na torre, integrados com imagens do Satélite Venµs, que foi lançado com sucesso em agosto de 2017 e já está em funcionamento. O projeto Venµs, uma parceria Franco-Israelense, prevê o detalhamento de imagens em somente 100 locais em todo o mundo, sendo sete no Brasil. Destes sete, um é justamente o sítio do EUCFLUX, que foi selecionado pela longa série ininterrupta de dados de alta qualidade. O IPEF receberá imagens de alta resolução a cada 2 dias por dois anos e meio, totalmente grátis e para uso irrestrito.

Imagens do satélite Venµs antes, durante e depois da colheita da área experimental.
É possível diferenciar os diferentes materiais do Teste de Genótipos e testes de de mortalidade realizados na área.
Guerric Le Maire, pesquisador do CIRAD, que participa do grupo de coordenação do EUCFLUX desde sua criação, está liderando as pesquisas na linha de sensoriamento remoto com as imagens do satélite Venµs. Segundo Guerric, “o principal diferencial do Venµs é sua alta resolução temporal e suas 12 bandas espectrais, todas com resolução espacial de 10 metros. A alta resolução temporal permite o monitoramento detalhado de eventos climáticos e de manejo, além de imagens sem nuvens. A alta resolução espectral permite ter mais informaçoes quantitativas de caracteristicas como índice de área foliar e o teor de clorofila. A alta resolução espacial permite trabalhar com áreas específicas do povoamento, como as parcelas experimentais do Teste de Genótipos”.
As primeiras imagens já começaram a chegar, e os estudos já iniciaram. Os primeiros resultados serão apresentados na próxima reunião do EUCFLUX, no primeiro semestre de 2019.