Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Meliaceae
Nome Científico: Cedrela fiáilis Vell.
Nomes Comuns: cedro, cedro rosa, cedro vermelho, cedro branco, cedro batata, cedro amarelo, cedro cetim,cedro da várzea, acaiacá, acaiacatinga, acaju, capiúva, acajatinga, cedro rosado, cedro de carangola, cedro do campo, acajá catinga, cedro roxo, cedro verdadeiro, cedro da bahia, cedro do rio, iacaiacá, cedro fofo, ygary, acaju caatinga
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta ombrófila densa , floresta de araucaria
Distribuição Geográfica: AL BA ES GO MA MG MS PA PB PE PR RJ RS SC SE SP TO
Dispersão: anemocoria
Polinização: fanelofilia , melitofilia
Floração: AGO SET OUT NOV DEZ JAN
Frutificação: ABR MAI JUN JUL AGO SET

Utilização
Utilizada para: Construção
Carvão
Arborização Urbana
Melífera
Paisagismo
Madeira Nobre

Dados do Caule
Tipo de Copa: globosa
Tipo de Estrutura: não há
Densidade da Madeira: 0,6
Observações: A casca é suberosa e possui fissuras longitudinais profundas e largas, muito típicas, de odor agradável na parte interna.

Dados da Flor
Forma da Flor: tubo
Número de Pétalas: 5
Tamanho da Flor: 1
Cor: amarela
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Sexual: cacho
Observações: As flores se encontram reunidas em cachos de até 30 cm de comprimento.

Dados da Folha
Estrutura: paripinada
Tipo: Composta
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 30 x 60
Inserção: espiralada
Consistência: coriácea
Contem: Nervação
Observações: A folha mede 25 a 40 cm de largura, com até 90 cm de comprimento. É composta por 12 a 15 pares de folíolos de 12 a 20 cm de comprimento, de cheiro aromático e sabor amargo, com as margens lisas e textura delicada. A árvore apresenta caducifolia no período de frutificação.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: cápsula
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: marrom
Tamanho: 8
Deiscencia: sim
Periodicidade: anual
Observações: O fruto é uma cápsula lenhosa deiscente, que se abre em 5 fendas longitudinais, rugosa, marrom escura e com lenticelas claras muito características.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: O maior problema na cultura do cedro (tanto em plantio como na regeneração natural), é o ataque ás gemas apicais pela "broca do cedro" Hypsipyla grandela (Lepdoptera, Pyralidae), que leva ao desenvolvimento arbustiforme até a morte da árvore. O "serrador" Oncideres dejeani (Coleóptera, Cerambycidae), provoca cortes ao redor dos ramos, e a Antaeotricha dissimilis (Lepdoptera, Stenomidae), se alimenta das folhas.

Dados das Sementes
Forma da Semente: asa
Cor da Semente: marrom
Tamanho: 3
Quantidade: 25
Observações: A semente é alada em apenas uma das extremidades, comprimida lateralmente, com um pequeno núcleo seminal.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Os frutos devem ser colhidos da árvore fechados e maduros, para evitar perda das sementes aladas. Após a colheita, devem ser levados em ambiente arejado para completarem a deiscência. Para liberação total das sementes recomenda-se agitar os frutos. As sementes devem ser armazenadas em câmara fria e seca (T = 18 C e UR = 60%), acondicionadas em vidros hermeticamente fechados.
Sementes por Kilo: 40000
Dormência: não
Quebra Natural: 2 meses
Quebra Câmara: 24 meses
Umidade: 40 %
Germinação: 70 % após 30 dias
Propagação: estaquia
Condução: sombreado
Formação: a 30 cm em 5 meses
Tolerância: sim, 2 a 3 semanas após a germinação
Plantio: É uma espécie parcialmente ombrófila no estágio juvenil e heliófila no estágio adulto. Quando livre do ataque da broca do cedro, apresenta forma satisfatória. A desrama natural é deficiente, necessitando de poda de condução. Apresenta brotação após o corte, principalmente quando jovem. O plantio puro á pleno sol é desaconselhado pela acentuada vulnerabilidade ao ataque a broca do cedro. O plantio consorciado com espécies secundárias é o mais apropriado, afim como em faixas abertas em capoeiras e em florestas exploradas (plantada em linha, numa densidade nunca superior a 100 árvores/ha).
Conservação: Medianamente ameaçada.

Bibliografia
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ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.




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