Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Caesalpinaceae
Nome Científico: Schizolobium parahyba(Vell.) Blake
Nomes Comuns: guapuruvu, baageiro, bacumbú, bacuparu, bacuru, bacurubu, bacurubu ficheira, bacuruva, espanador do céu, fava divina, bacuruvu, bageiro, bandarra, beri, birosca, bocurubu, breu, bucuruva, faveira, faveiro, ficha, ficheira, ficheiro, gabiruvu, garapuava, garapuvu, guaburuvu, guaperubu, guaperuvu, guapiruvu, guapivuçu, guaporuva, guapububu, guapurubu, guapururru, guarapuvu, igarapobu, paricá, pataqueira, pau vintém, pau de canoa, pau de tambor, pau de vintém, pinho, pinho branco, pino, pirosca.
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta ombrófila densa , floresta estacional decidual
Distribuição Geográfica: BA ES MG PR RJ RS SC SP
Dispersão: anemocoria
Polinização: melitofilia
Floração: JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Frutificação: MAI JUN JUL AGO SET OUT

Utilização
Utilizada para: Construção
Celulose
Arborização Urbana
Melífera
Paisagismo

Dados do Caule
Densidade da Madeira: 0,32
Observações: Casca externa cinzenta quando adulta e verde quando jovem, providas de leves marcas conspícuas transversais ovaladas em relevo, deixadas pela queda das folhas e com presença de lenticelas. Casca interna esbranquiçada com textura fibrosa. Possui tanino na casca, usado para curtir couro.

Dados da Flor
Número de Pétalas: 5
Cor: amarelada
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Observações: Grandes e vistosas, de pétalas vivamente amareladas, reunidas em racemos terminais de até 30 cm de comprimento.

Dados da Folha
Estrutura: paripinada
Tipo: Composta
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 22 x 40
Inserção: alterna
Consistência: foliácea
Contem: Nervação
Observações: Pecíolos médios e peciólulos médios ambos lisos e cilíndricos, pulvino bem desenvolvido nas folhas e nos folíolos. Brilho quase fosco. Nervação nítida, peninérvia, ramificada, com saliência da nervura principal na face inferior.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: vagem
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: marrom
Tamanho: 16
Deiscencia: sim
Periodicidade: anual
Observações: O fruto é alado, obovado oblongo, séssil, achatado, glabro, coriáceo ou sub lenhoso, marrom quando completamente maduro e esverdeado quando imaturo, bivalvo, com valvas espatuladas, delgadas, lisas ou rugosas por fora e reticulado na face interna, lembrando minúscula raquete de tênis, com 10 a 16 cm de comprimento e 4 a 6 cm de largura.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: A "broca da madeira" Acanthoderes jaspidea (Coleóptera, Cerambycidae), é a principal praga do guapuruvu, que é muito susceptível ao seu ataque. A frequência do seu ataque é maior nos primeiros 4 anos de idade. A incidência é maior entre o verão e inícios do outono. Outras pragas são: Micrapate brasilienses, os serradores Oncideres dejeani e Oncideres saga (Coleóptera, Cerambycidae), que ocasionam danos leves em ramos. A "mosca da madeira" (Rhaphiorhynchus pictus), ocasionando danos em troncos com galerias das quais extravasa um líquido que deixa uma faixa negra bastante visível. Ocorre também danos causados por ácaros.

Dados das Sementes
Forma da Semente: asa
Cor da Semente: verde
Tamanho: 3
Quantidade: 1
Observações: A semente é lisa, brilhante, oblonga achatada, com tegumento duro, medindo de 1,5 a 2 cm de largura, envolta por uma asa grande e papirácea.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: As sementes devem ser coletadas antes da deiscência dos frutos, mas com os pedúnculos florais já totalmente secos. A produção de frutos do guapuruvu varia de acordo com a exposição da copa aos quatro pontos cardeais e é variável de ano para ano. A extração da semente é manual. As sementes de guapuruvu são ortodoxas. Sementes com faculdade germinava inicial de 90%, mantiveram a viabilidade integral por até 10 anos, em armazenamento em câmara fria (T=3-5C e UR=92%).
Sementes por Kilo: 586
Dormência: sim
Quebra da Dormência: Apresenta dormência tegumentar, sendo recomendado os tratamentos: a- imersão em água quente a 65C fora do aquecimento e repouso por 18 horas. b- imersão por 4 a 10 minutos em água fervente, deixando-se as sementes nesta água fora do aquecimento por 72 horas. c- escarificação manual em material abrasivo, rompendo o tegumento da semente no lado oposto ao hilo. d- escarificação mecânica e escarificação em ácido sulfúrico concentrado por 5 minutos.
Quebra Natural: 24 meses
Quebra Câmara: 48 meses
Umidade: 0 %
Germinação: 80 % após 35 dias
Propagação: estaquia
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 4 meses
Tolerância: sim, três semanas após a germinação
Plantio: Quando em condições ambientais e de cultivo adequada, o guapuruvu é uma das espécies de mais rápido crescimento nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, impressionando pelo crescimento inicial e pela forma das plantas.
Conservação: Não ameaçada.

Bibliografia
CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
Via Comendador Pedro Morganti, 3500 - Bairro Monte Alegre
CEP: 13415-000 - Piracicaba, SP - Brasil
Reprodução permitida desde que citada a fonte.