Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Anarcadiaceae
Nome Científico: Schinus terebinthifoliusRaddi
Nomes Comuns: aroeira vermelha, abacaíba, aguaraíba, araguaraíba, aroeira, aroeira braba, aroeira branca, aroeira comum, aroeira corneíba, aroeira legítima, aroeira mansa, aroeira negra, aroeira pimenteira, aroeira precoce, aroeira preta, aroeira rasteira, aroeira da praia, aroeira de minas, aroeira de remédio, aroeira de sabiá, aroeira do brejo, aroeira do campo, aroeira do paraná, aroeira do sertão, aroeirinha, aroeirinha do campo, árvore da pimenta, arundeúva, bálsamo, cabuí, cabuí, cambui, coração de bugre, corneiba, falsa aroeira, fruta de cutia, fruta de sabiá, fruto de raposa, fruto de sabiá, jejuíra, lentisco, pimenteira do peru.
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: pioneira
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta ombrófila densa , floresta de araucária , restinga
Distribuição Geográfica: AL BA ES MG MS PE PR RJ RN RS SC SE SP
Dispersão: zoocoria
Polinização: melitofilia
Floração: SET OUT NOV DEZ JAN
Frutificação: JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL

Utilização
Utilizada para: Carvão
Resina
Arborização Urbana
Medicina
Melífera
Paisagismo

Dados do Caule
Tipo de Copa: globosa
Densidade da Madeira: 0,8
Observações: Casca externa cinza escuro, muitas vezes preta. Casca interna avermelhada, com textura fibrosa, odor característico e com exudação de terebentina.Um pigmento, utilizado para fortalecer redes de pesca é extraído da casca. Da casca também é extraída uma resina terebintácea aromática, conhecida como mastique.A casca é rica em substâncias tanantes.

Dados da Flor
Cor: branca
Tipo: Inflorescencia

Dados da Folha
Estrutura: imparipinada
Tipo: Composta
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 3x15
Inserção: alterna
Consistência: coriácea
Contem: Pilosidade
Observações: Apresenta de 9 a 11 folíolos membranáceos, glabros, verde a verde escuro, de ápice agudo e base obtusa, margem serreada. As primeiras folhas são trifolioladas. Apresenta, como característica principal para identificação, a ráquis com ala estreita entre os pares de folíolos. Os brotos jovens são avermelhados.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: drupa
Estrutura: Carnoso
Cor do Fruto: vermelho
Tamanho: 0,5
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: Drupas esféricas, medindo de 4 a 5,5 mm de diâmetro, levemente achatada no comprimento. O endocarpo contém óleo e, á semelhança do mesocarpo quando macerado, exala um odor de fruto de manga quando imaturo.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Os serradores Oncideres saga e Oncideres dejeani (Coleóptera, Cerambycidae), com danos leves. Nas praças de Curitiba-PR, 68% da árvores foram atacadas pela cochonilha Ceroplastes grandis.

Dados das Sementes
Tamanho: 0,2
Quantidade: 2
Observações: Em cada fruto pode existir uma ou várias sementes reniformes, de polpa oleosa.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Os frutos da aroeira devem ser colhidos quando passam da coloração verde para róseo/vermelho vivo. A extração das sementes são postas em peneiras e secas em ambiente ventilado. As sementes de aroeira mantêm a viabilidade parcialmente por até 12 meses em sala.
Sementes por Kilo: 44000
Dormência: não
Quebra Natural: 12 meses
Quebra Câmara: 18 meses
Umidade: 0 %
Germinação: 60 % após 15 dias
Propagação: estaquia
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 4 meses
Tolerância: sim, 5 semanas após a germinação
Plantio: O crescimento em volume da aroeira é moderado. Porém, deve-se ressaltar as altas taxas de sobrevivência, obtidas em plantios experimentais, variando de 67% a 100%.
Conservação: não ameaçada.

Bibliografia
CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

JANKOWSKY, I.P. Madeiras Brasileiras. Caxias do Sul, SPECTRUM, 1990, V.1.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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