Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Caesalpinaceae
Nome Científico: Pterogyne nitensTul.
Nomes Comuns: amendoim, amendoim bravo, amendoim do campo, amendoinzeiro, aroeira brava, bálsamo, baáourinha, bico de anu, carne de vaca, falsa tipa, gonçalo alves, guiraro, ibiraró, iviraró, jacutinga, madeira nova, óleo branco, óleo pardo, passarinho, pau amendoim, pau fava, sucupira, vilão, viraró.
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: pioneira
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta ombrófila densa , caatinga , cerrado
Distribuição Geográfica: AL BA CE MS MT PB PE PR RJ RN RS SE SP
Dispersão: anemocoria
Polinização: melitofilia
Floração: NOV DEZ JAN FEV MAR
Frutificação: MAI JUN JUL AGO

Utilização
Utilizada para: Construção
Carvão
Arborização Urbana
Paisagismo

Dados do Caule
Densidade da Madeira: 0,78
Observações: Presença intensa de cumarina na casca. Alcalóides tem presença intensa na casca e no lenho. A casca apresenta também, grande intensidade de saponina e substâncias tanantes.O amendoim apresenta seiva rósea usada na tinturaria.

Dados da Flor
Tamanho da Flor: 0,4
Cor: amarelada
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Observações: Geralmente bissexuais, porém, mais comumente masculinas. Com 10 a 40 flores, perfumadas, em racemos localizados na axila foliar, com 3 a 7 cm de comprimento.

Dados da Folha
Estrutura: imparipinada
Tipo: Composta
Forma da Folha: ovalada
Tamanho da Folha: 12 x 30
Inserção: alterna
Consistência: coriácea
Contem: Nervação
Observações: Apresenta 4 a 10 pares de folíolos. Os folíolos são emarginados com até 4 m de comprimento. Na base cochim bem pronunciado e o ápice termina com uma ponta. Cor uniforme, verde escuro, com a face inferior mais clara. Brilhante na face superior da folha e opaco na face inferior. Nervação nítida peninérvea com saliência na face inferior. Sabor amargo.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: sâmara
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: avermelhada
Tamanho: 5
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: Sâmara falciforme, estipada, contendo uma só semente. Núcleo seminífero oblongo oblíquo, coriáceo, com reticulado denso, característico, nitidamente separado da ala por uma nervura oblíqua bem pronunciada. Ala apical, transverso venosa, falcado oblongo, suplicada, papiráceo coriácea, com nervura dorsal muito pouco pronunciada.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Pragas: as sementes apresentam intenso ataque de caruncho.

Dados das Sementes
Forma da Semente: asa
Cor da Semente: marrom
Tamanho: 2
Quantidade: 1
Observações: A semente é uma castanha, de elíptica a oval elíptica, pontuda, achatada, comprimida, lisa, com 0,5 a 1 cm de largura.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Os frutos devem ser colhidos quando estiverem com coloração parda ou marrom claro, pois quando com coloração marrom escuro as sementes já perderam o poder germinativo. As sementes persistem por muito tempo na árvore, sendo importante coletá-las na época apropriada para evitar danos causados por insetos que prejudicam o poder germinativo. As sementes atingem seu máximo tamanho 50 dias após o florescimento. A extração é feita manualmente. As sementes mantém a viabilidade parcial por 1 ano. O armazenamento das sementes em sala deve ser feito utilizando-se inseticidas, pois o ataque de caruncho é intensa.
Sementes por Kilo: 8750
Dormência: sim
Quebra da Dormência: Apresenta dormência tegumentar, sendo recomendado os seguintes tratamentos: a) imersão em água quente fora do aquecimento a 65C, seguido de repouso por 12 horas. b) escarificação em ácido sulfúrico por 30 minutos.
Quebra Natural: 12 meses
Quebra Câmara: 18 meses
Umidade: 65 %
Germinação: 80 % após 38 dias
Propagação: estaquia
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 6 meses
Tolerância: sim, 4 semanas após a germinação
Plantio: O crescimento do amendoim é lento a moderado. Em plantios, seu crescimento volumétrico máximo foi 7m3/ha/ano. Em espaçamento 4 x 2 m a porcentagem de plantas vivas foi de 93%.
Conservação: Muito ameaçada.

Bibliografia
LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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