Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Bombacaceae
Nome Científico: Chorisia speciosa St.Hil.
Nomes Comuns: árvore de lã, árvore de paina, barriga dágua, barriguda, bomba dágua, paina, paina de seda, paineira, paineira branca, paineira fêmea, paineira rosa, paineira de espinho, paineira de seda
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta de araucária
Distribuição Geográfica: BA ES GO PR RJ RS SC SP
Dispersão: anemocoria
Polinização: ornitofilia
Floração: ABR MAI JUN JUL
Frutificação: JUL AGO SET

Utilização
Utilizada para: Celulose
Resina
Arborização Urbana
Medicina
Fibras
Paisagismo

Dados do Caule
Tipo de Copa: globosa
Tipo de Estrutura: acúleos
Densidade da Madeira: 0,34
Observações: Apresenta espessura de até 10 mm e descamação inconspícua na parte externa.

Dados da Flor
Forma da Flor: subumbilif
Tamanho da Flor: 9
Cor: rosa
Estrutura: capítulo
Tipo: Inflorescencia
Sexual: capítulo
Observações: As flores são vistosas e aveludadas.

Dados da Folha
Estrutura: digitada
Tipo: Composta
Forma da Folha: anceolada
Tamanho da Folha: 4 x 17
Inserção: alterna
Consistência: foliácea
Contem: Nervação
Pilosidade
Observações: Apresentam margem serrilhada e não têm cheiro nem sabor distintos.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: cápsula
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: parda
Tamanho: 17
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: Apresenta forma bastante variável, redonda, lisa, coriácea, brilhante e com 5 lóculos.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Pragas: principalmente o coleóptero cerambicídeo Oncideres dejani, (serrador), com danos leves. Doenças: mudas "passadas" nos viveiros têm comente apresentado manchas foliares causadas por Corynespora cassicola. As manchas foliares tem formatos bastante irregulares, são marrom escuras e algumas apresentam porções centrais esbranquiçadas. Essas manchas induzem á senescência precoce dos folíolos.

Dados das Sementes
Cor da Semente: marrom
Observações: São pequenas, achatadas e envoltas por pêlos branco amarelados (paina).

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Os frutos devem ser coletados ainda fechados e colocando-os para secar em área limpa até que abram espontaneamente. As sementes têm faculdade germinativa inicial de 59% armazenadas por até 16 meses em câmara fria/seca (T=12 C e UR= 50%); em câmara seca (T=20 C e UR=40%); câmara fria (T=5 C e UR=90%) e em sala em laboratório (T=28C e UR=50%), apresentando germinação de 64%, 55%, 23% e 57%, respectivamente.
Sementes por Kilo: 0
Dormência: sim
Quebra da Dormência: Imersão em água fria por 24 a 48h. Três a quatro dias após o início do período de embebição, as sementes rompem o tegumento, emitem a radícula e ficam completamente cobertas por um gel mucilaginoso.
Quebra Natural: 5 meses
Quebra Câmara: 16 meses
Umidade: 0 %
Germinação: 65 % após 19 dias
Propagação: estaquia
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 4 meses
Tolerância: sim, 3 semanas após a germinação.
Plantio: O crescimento é moderado, sendo que o maior crescimento obtido em plantios foi de 21 m3/ha/ano, aos 10 anos de idade. O espaçamento médio utilizado é de 4 x 2 m, onde a porcentagem média de plantas vivas é de 87%.
Conservação: Não ameaçada.

Bibliografia
ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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