Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Boraginaceae
Nome Científico: Patagonula americana L.
Nomes Comuns: guajura, apé branco, goarapovira, guaiabi, guaiabi branco, guaiaibira, guaibi, guaijibira, guaiuíra, guaiuvira, guaiuvira branca, guajibira, guajivira, guajubira, guajubira branca, guajuvira branca, guajuvira preta, guaraiúva, guarajuva, guarapovira, guarapuvira, guatuvira, pau darco, schwarz herz (nome dado pelos colonos alemães em Santa Catarina).
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta de araucária , floresta estacional decidual
Distribuição Geográfica: MG MS PR RS SC SP
Dispersão: anemocoria
Floração: JUL AGO SET OUT NOV
Frutificação: OUT NOV DEZ JAN FEV

Utilização
Utilizada para: Construção
Carvão
Arborização Urbana
Medicina
Melífera

Dados do Caule
Tipo de Copa: piramidal
Densidade da Madeira: 0,83
Observações: A casca apresenta espessura de até 8 mm. Casca externa geralmente grissscea, mais raramente fissurada no sentido longitudinal, formando placas retangulares descamantes. Na casca ocorre presença intensa de cumarina.

Dados da Flor
Forma da Flor: tubulosa
Tamanho da Flor: 0,5
Cor: branca
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Sexual: cacho
Observações: As flores são perfumadas e reunidas em panículas terminais.

Dados da Folha
Tipo: Simples
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 2 x 7
Inserção: alterna
Consistência: coriácea
Contem: Nervação
Observações: As folhas são discolores, com bordas suavemente serreadas e agrupadas em ramos. Possuem brilho em ambas as faces. Pecíolos curtos, lisos e achatos. Cor verde escuro com a face inferior um pouco mais clara. Nervação mais nítida na face inferior, peninérvea, com saliência na face inferior e bastante ramificada.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: cápsula
Estrutura: Seco
Tamanho: 0,5
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: Fruto subgloboso com ápice agudo formado pela base persistente do estilete, com 4 a 6 mm de comprimento, acompanhado sempre do cálice persistente semelhante a uma hélice e das pétalas, o que facilita a disseminação pelo vento.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Pragas: plantios experimentais em Cianorte - PR e Laranjeiras do Sul - PR, foram afetadas pelo serrador Oncideres dejeani (Coleóptera, Cerabycydae) com danos severos, com prometendo em muito o crescimento em altura das plantas. Em Santa Helena - PR, também foi assinalado ataque do serrador (Oncideres sp.). Doenças: é muito atacada por erva de passarinho.

Dados das Sementes
Forma da Semente: asa
Cor da Semente: marrom
Tamanho: 0,5
Observações: A semente apresenta um prolongamento pontudo no ápice.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: As sementes devem ser colhidas na transição da cor amarelada para marrom claro. As membranas que rodeiam a semente devem ser retiradas manualmente ou através de maceração. As sementes de guajuvira armazenadas em sala perderam 92,6% da faculdade germinativa inicial aos 60 dias. Sementes com faculdade germinativa inicial de 83%, armazenadas em saco de papel Kraft, em câmara seca, á temperatura ambiente, com umidade relativa de 50%, aos 19 meses apresentaram germinação de 45%.
Sementes por Kilo: 43000
Dormência: não
Quebra Natural: 2 meses
Quebra Câmara: 18 meses
Umidade: 0 %
Germinação: 80 % após 20 dias
Propagação: estaquia
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 4 meses
Tolerância: sim, 3 semanas após a germinação
Plantio: Apresenta crescimento lento. Em Laranjeiras do Sul-PR, ela apresentou incremento médio anual de 4,15m3/ha com casca, aos 6 anos de idade. Em espaçamento 4 x 4 m a porcentagem de plantas vivas foi de 98,43% . Em espaçamento 4 x 2 m a porcentagem de plantas vivas foi de 84,65%.
Conservação: Medianamente ameaçada.

Bibliografia
CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

JANKOWSKY, I.P. Madeiras Brasileiras. Caxias do Sul, SPECTRUM, 1990, V.1.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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