Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Mimosaceae
Nome Científico: Mimosa scabrellaBenth.
Nomes Comuns: bracatinga, abracaatinga, abracatinga, anizeiro, bracaatinga, bracatinga branca, bracatinga comum, bracatinga vermelha, bracatinho, mandengo, maracatinga, paracaatinga, paracatinga
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: pioneira
Ocorrência: floresta de araucária
Distribuição Geográfica: MG PR RJ RS SC SP
Dispersão: autocoria
Polinização: melitofilia
Floração: JUN JUL AGO SET OUT
Frutificação: NOV DEZ JAN FEV MAR

Utilização
Utilizada para: Carvão
Arborização Urbana
Melífera
Paisagismo

Dados do Caule
Tipo de Copa: ovalada
Densidade da Madeira: 0,56
Observações: A casca apresenta espessura de até 20 mm. Casca externa marrom acastanhada quando jovem, passando a castanha acinzentada com o crescimento, áspera, verrugosa, separação em fendas com orientação longitudinal. Casca interna creme rosada a rosada.

Dados da Flor
Cor: amarela
Estrutura: capítulo
Tipo: Inflorescencia
Observações: Flores pequenas, em capítulos pedunculados, axilares ou terminais, em racemos curtos. Somente 10% das flores produzidas por esta espécie produziram frutos.

Dados da Folha
Estrutura: paripinada
Tipo: Composta
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 3 x 6
Inserção: alterna
Consistência: foliácea
Contem:
Observações: As folhas são perenes, mas intensamente renovada, de cor verde brilhante.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: vagem
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: amarela
Tamanho: 4,8
Deiscencia: sim
Periodicidade: anual
Observações: O fruto é um craspédio articulado, deiscente, séssil, pubescente, com indumento estrelado, com até 48 mm de comprimento, por 9 mm de largura, com 2 a 4 sementes, na maturação separa-se em 2 a 3 artículos.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Pragas: Ceroplastes confluens, cochonilha-de-cera. Tachardiella sp., cochonilha. Hylesia sp., mariposa. Oncideres impluviata, serrador de galhos. Doenças:foi constatado em raízes de mudas de bracatinga, parasitismo de nematóide de galhos, Meloidogine incognita e Meloidogine javanica, provocando perda de aproximadamente 70% das plantas.

Dados das Sementes
Cor da Semente: preta
Tamanho: 0,6
Quantidade: 4
Observações: Apresenta forma irregular, de coloração escura e lustrosa.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Os frutos são geralmente colhidos de árvores abatidas ou, mais raramente, diretamente da árvore quando iniciam queda espontânea. Deixar os frutos expostos ao sol para secar e facilitar a abertura manual e retirada da semente. Armazenamento em câmara fria (T=3C a 5C e UR=86%).
Sementes por Kilo: 68000
Dormência: sim
Quebra da Dormência: Apresentam dormência tegumentar, podendo ser superada através: a) imersão em água quente a 80C, deixando-se esfriar até a temperatura ambiente. b) imersão em ácido sulfúrico concentrado (93% de pureza) por período de 4 minutos. Em ambientes naturais a quebra de dormência se dá pelo aquecimento solar ou fogo. Verificou-se que a quebra de dormência pode ser obtida com choque térmico em meio úmido. Esta condição ocorreria por ocasião da abertura de clareiras ou após passagem de fogo. A dormência da semente dessa espécie varia de acordo com a origem das mesmas.
Quebra Natural: 12 meses
Quebra Câmara: 18 meses
Umidade: 0 %
Germinação: 90 % após 30 dias
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 4 meses
Tolerância: sim, 2 semanas após a germinação
Plantio: A bracatinga é considerada uma das espécies de crescimento inicial mais rápido no sul do Brasil. Alguns povoamentos implantados por mudas alcançaram produtividade de até 36 m3/ha/ano, aos quatro anos de idade, em espaçamento 3 x 2 m.
Conservação: Não ameaçada.

Bibliografia
CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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