Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Lauraceae
Nome Científico: Ocotea odorifera
Nomes Comuns: canela, canela cheirosa, canela funcho, canela mulungu, canela parda, canela sassafrás de folha grande, casca cheirosa, casca preciosa, louro cheiroso, louro sassafrás, louro tapinhoã, pau funcho, saáafrás, sassafrás amarelo, sassafrás brasileiro, sassafrás funcho, sassafrás preto, sassafrás rajado, sassafrás do brasil, sassafrás do paraná, sassafrasinho
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta ombrófila densa , floresta de araucária
Distribuição Geográfica: BA ES PR RJ SC SP
Dispersão: zoocoria
Floração: SET OUT NOV DEZ
Frutificação: JAN FEV MAR

Utilização
Utilizada para: Construção
Carvão
Resina
Arborização Urbana
Medicina
Paisagismo
Madeira Nobre

Dados do Caule
Tipo de Copa: globosa
Densidade da Madeira: 0,76
Observações: A casca apresenta uma espessura de até 12 mm, sendo a parte externa castanha com cicatrizes típicas provenientes da descamação e lenticelas e a parte interna apresenta um forte odor característico.

Dados da Flor
Forma da Flor: urceolada
Tamanho da Flor: 5
Cor: amarela
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Sexual: cacho
Observações: As fores são muito perfumadas.

Dados da Folha
Tipo: Simples
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 5 x 15
Inserção: alterna
Consistência: coriácea
Contem: Pilosidade
Observações: As folhas quando esmagadas apresentam um cheiro característico.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: drupa
Estrutura: Carnoso
Cor do Fruto: preto
Tamanho: 2,5
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: O fruto é envolvido por uma cúpula carnosa hemisférica.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Pragas: as sementes são muito infestadas por insetos. Doenças: Apresentam uma doença foliar, que se expressa nas superfícies dos limbos na forma de múltiplas manchas foliares marrons, contornadas por halo clorótico.

Dados das Sementes
Forma da Semente: arilo
Cor da Semente: marrom
Tamanho: 1,2
Observações: A semente apresenta estrias claras e muito aromáticas.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Os frutos são coletados quando passam da coloração verde para violácea, com e sem a cúpula ou calota envoltória. No primeiro caso, retira-se a calota manualmente e macera-se a parte carnosa que envolve a semente. Quando a semente fica totalmente limpa é deixada em peneiras colocadas em ambiente ventilado para a secagem. As sementes são recalcitrantes, perdendo a viabilidade rapidamente.
Sementes por Kilo: 1200
Dormência: sim
Quebra da Dormência: Apresenta dormência dupla, recomenda-se: escarificação em ácido sulfúrico concentrado por 5 minutos, associada a estratificação em área úmida por 60 dias, devendo-se utilizar apenas uma camada de sementes.
Quebra Natural: 4 meses
Quebra Câmara: 12 meses
Umidade: 0 %
Germinação: 55 % após 40 dias
Propagação: estaquia
Condução: sombreado
Formação: a 30 cm em 9 meses
Tolerância: sim, 3 semanas após a germinação.
Plantio: O crescimento dessa espécie é muito lento, sendo que a produção volumétrica obtida em alguns experimentos foi de 2,45 m3/ha/ano com casca. Estima-se uma rotação mínima de 42 anos para o aproveitamento da espécie para a extração do safrol.O espaçamento médio utilizado é de 3 x 3 m, onde a porcentagem média de plantas vivas é 55%.
Conservação: Muito ameaçada.

Bibliografia
LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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