Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Caesalpinaceae
Nome Científico: Copaifera langsdorffii
Nomes Comuns: bálsamo, caobi, capaíba, capaúba, coopaíba, copaí, copaíba preta, copaíba da várzea, copaíba vermelha, copaibeira, copaibeira de minas, copaúba, copaúva, capiúva, oleiro, óleo, óleo amarelo, óleo capaíba, óleo copaíba, óleo pardo, óleo vermelho, óleo de copaúba, pau óleo, pau de óleo, pau de copaíba,pau óleo do sertão, podoi
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta estacional semidecídua , floresta ombrófila densa , floresta de araucária
Distribuição Geográfica: BA CE ES GO MA MG MS PB PE PI PR RJ RO SP TO
Dispersão: zoocoria
Polinização: melitofillia
Floração: DEZ JAN FEV MAR
Frutificação: AGO SET

Utilização
Utilizada para: Construção
Resina
Arborização Urbana
Medicina

Dados do Caule
Tipo de Copa: globosa
Densidade da Madeira: 0,75
Observações: Apresenta espessura de até 17mm, sendo que a casca interna exala uma resina fragante com sabor amargo.

Dados da Flor
Forma da Flor: campânula
Número de Pétalas: 5
Tamanho da Flor: 10
Cor: branca
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Sexual: cacho
Observações: As flores são zigomorfas, apétalas, com 4 sépalas livres perfumadas.

Dados da Folha
Estrutura: paripinada
Tipo: Composta
Tamanho da Folha: 1,5 x 3
Inserção: alterna
Contem: Glandulas
Observações: As folhas novas de cor rosa auxiliam muito na identificação da espécie.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: vagem
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: marrom
Tamanho: 4,5
Deiscencia: sim
Periodicidade: anual
Observações: O fruto é seco e ovóide.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Pragas: segundo a crença popular a saúva não ataca esta espécie. Mas o cupim pode atacar. Doenças: Em parcelas de regeneração natural observou-se fungos atacando plântulas, embora não foram limitantes ao seu crescimento em condições de campo, porém, este ataque ocorre em todos os regenerantes da espécie.

Dados das Sementes
Forma da Semente: arilo
Cor da Semente: preta
Tamanho: 1
Quantidade: 1
Observações: A semente é recoberta por um arilo alaranjado, de consistência carnosa e mucilagem, muito apreciado por algumas aves.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: A extração da semente do fruto é feita manualmente, devendo-se extrair o arilo e, depois, colocar as sementes para secar. As sementes podem ser conservadas a longo prazo pois são ortodoxas. As sementes armazenadas em câmara seca (T=10 C e UR=30%), após 4 anos mantinham alta viabilidade e vigor.
Sementes por Kilo: 2360
Dormência: sim
Quebra da Dormência: Tratamentos pré germinativo: a) imersão em água fria á temperatura ambiente por 18 a 71 horas; b) imersão em ácido sulfúrico concentrado por 5 a 15 minutos; c) estratificação em areia úmida por 15 dias; d) imersão em éter por 20 minutos.
Quebra Natural: 6 meses
Quebra Câmara: 18 meses
Umidade: 0 %
Germinação: 70 % após 60 dias
Propagação: alporquia
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 9 meses
Tolerância: sim, 4 semanas após a germinação.
Plantio: Apresenta um crescimento lento, sendo que a produtividade volumétrica máxima obtida em plantios foi de 6,60 m3/ha/ano aos 14 anos de idade. O espaçamento médio utilizado é de 2 x 2 m, onde a porcentagem média de plantas vivas é 70%.
Conservação: Muito ameaçada.

Bibliografia
ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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