Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Anacardiaceae
Nome Científico: Myracrodruon urundeuvaFr. All.
Nomes Comuns: aroeira, almecega, arendeúva, arendiuva, arendeúva, aroeira legítima, aroeira preta, aroeira vermelha, aroeira dágua, aroeira da serra, aroeira de mato grosso, aroeira do campo, aroeira do ceará, aroeira do cerrado, aroeira do sertão, aruíva, árvore de arara, chibatam, gibão, gibatão, itapicurus, orindeúva, orindiuva, pandeiro, ubatan, ubatani, urindeúva, urindiúba, uriunduba, urunday, urundeúva
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: oportunista
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , cerrado , caatinga , cerradão, floresta estacional decídual
Distribuição Geográfica: AL BA ES GO MA MG MS MT PB PE PI RJ RN SE SP TO
Dispersão: anemocoria
Floração: JUN JUL
Frutificação: SET OUT NOV

Utilização
Utilizada para: Construção
Carvão
Arborização Urbana
Medicina

Dados do Caule
Tipo de Copa: piramidal
Densidade da Madeira: 1,19
Observações: A casca externa é castanho escura, subdividida em placas escamiformes nos troncos mais velhos. Nas árvores jovens a casca é integra, cinzenta e coberta de lenticelas. A casca fornece resina por lesão.

Dados da Flor
Cor: vermelha
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Sexual: cacho
Observações: As flores são parcamente pilosas, formando pequenos fascículos inseridos ao longo dos eixos dos cachos. As inflorescências possuem 20 cm de comprimento.

Dados da Folha
Estrutura: imparipinada
Tipo: Composta
Forma da Folha: ovalada
Tamanho da Folha: 8 x 16
Inserção: alterna
Consistência: foliácea
Contem: Nervação
Pilosidade
Observações: Apresenta pecíolo curto e pulvino pouco desenvolvido. A cor é verde escuro com base mais clara, apresentando brilho fosco. Nervação nítida e peninérvea. Cheiro aromático: os folíolos quando macerados exalam forte odor de terebintina. O sabor é indistinto.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: drupa
Estrutura: Carnoso
Cor do Fruto: marrom
Tamanho: 6
Deiscencia: sim
Periodicidade: anual
Observações: O fruto é uma drupa globosa, alada, envolvida pelo cálice ampliado, formando uma espécie de estrela.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: A madeira de árvores caídas desta espécie sofre, no mato, ataque de coleóbroca, que perfura a madeira. O responsável pelas perfurações comuns em postes é o coleóptera Brasilianus bacordairei, que penetra nas galerias enquanto as toras se acham derrubadas na mata.

Dados das Sementes
Forma da Semente: asa
Cor da Semente: amarela
Tamanho: 0,2
Observações: Semente esférica e muito pequena.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: A coleta das sementes é dificultada pelo tamanho reduzido, assemelhando-se a uma pimenta-do-reino, elas são aladas e de maturação rápida. Os frutos só devem ser coletados plenamente maduros. Armazenadas em sacos de papel Kraft em câmara fria (T=4C) por 18 meses, apresentaram 67% de germinação.
Dormência: sim
Quebra da Dormência: A semente apresenta dormência atribuída ao embrião, visto não existir impermeabilidade do tegumento.Recomenda-se como tratamento pré-germinativo a imersão das sementes em água a temperatura ambiente por 24 horas e depois levadas á geladeira (4C a 5C), onde devem permanecer por 6 dias.
Quebra Natural: 4 meses
Quebra Câmara: 18 meses
Germinação: 95 % após 40 dias
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 3 meses
Tolerância: sim, 4 semanas após a germinação
Plantio: Apresenta crescimento lento a moderado, atingindo produtividade máxima de até 5,50 m3/ha/ano. Utilizando espaçamento 3 x 2 m a porcentagem de plantas vivas é de 82,84%.
Conservação: muito ameaçada.

Bibliografia
CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

JANKOWSKY, I.P. Madeiras Brasileiras. Caxias do Sul, SPECTRUM, 1990, V.1.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
Via Comendador Pedro Morganti, 3500 - Bairro Monte Alegre
CEP: 13415-000 - Piracicaba, SP - Brasil
Reprodução permitida desde que citada a fonte.