Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Lauraceae
Nome Científico: Ocotea porosa
Nomes Comuns: imbúia, canela de broto, canela de imbuia, canela preta, embuia, imbuia amarela, imbuia brasina, imbuia clara, imbuia escura, imbuia lisa, imbuia parda, imbuia preta, imbuia rajada, imbuia revessa, imbuia zebrinha, umbuia
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: tolerante
Ocorrência: floresta de araucária
Distribuição Geográfica: PR RJ RS SC SP
Dispersão: zoocoria
Floração: AGO SET OUT NOV DEZ
Frutificação: NOV DEZ JAN FEV MAR ABR

Utilização
Utilizada para: Construção
Carvão
Arborização Urbana
Melífera
Madeira Nobre

Dados do Caule
Tipo de Copa: globosa
Densidade da Madeira: 0,7

Dados da Flor
Tamanho da Flor: 0,4
Cor: amarela
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Sexual: cacho
Observações: As flores são pequenas, com cálice densamente revestido de pêlos dourados, dispostos em racemos simples axilares com 2 a 4cm de comprimento.

Dados da Folha
Tipo: Simples
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 2 x 8
Inserção: alterna
Consistência: coriácea
Contem: Nervação
Observações: Cheiro aromático e sabor amargo. As folhas apresentam nítidas domáceas (que contém óleo volátil) em forma de bolsas, entre a nervura principal e as laterais, próximo á base do limbo. Nervação principal pouco nítida e nervuras secundárias pouco nítidas, peninérvea, pouco ramificada.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: baga
Estrutura: Carnoso
Cor do Fruto: marrom
Tamanho: 4
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: O fruto é uma baga globosa de 13 a 17 mm de diâmetro, monospérmica, com superfície lisa, pardo escura, com pequenos pontos vermelhos e cúpula reduzida, carnosa em forma de disco.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Pragas:a semente é investada por coleóptero e por besouros da família Scolytidae. Plantios experimentais no sul do Paraná, em faixas abertas em capoeira alta, tiveram 11% das plantas afetadas por serradores cerambicídeo, compromentendo o crescimento em altura. Em Piraí do SUl-PR, o serrador atingiu ramificações de diferentes diâmetros e alguns troncos de até 7cm de DAP. Os danos deste inseto foram verificados em todos os anos, porém, sempre estiveram na ordem de 2%.

Dados das Sementes
Cor da Semente: castanha
Tamanho: 2
Observações: A semente apresenta superfície lisa, com numerosas estrias, com 20 mm de diâmetro. A amêndoa divide-se em duas metades semi globulosas.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: A coleta deve ser feita quando o fruto passa da coloração verde para violácea. Seus frutos são geralmente coletados em baixo de árvore, onde são facilmente depolpados manualmente quando ainda frescos e úmidos, ou então devem ser colocados num tambor com água e macerados. Em seguida, devem ser postos em peneiras e secos em ambiente ventilado. Observa-se por ocasião da coleta, que muitos frutos já estão livres da parte carnosa, esse beneficiamento natural é feito por formigas ou pássaros. As sementes da imbuia são recalcitrantes, apresentando teor de umidade elevado. Sementes com faculdade germinativa de 65% armazenadas em sacos de papel Kraft em laboratório e em câmara fria, aos 12 meses apresentaram germinação de 7,2%, respectivamente.
Sementes por Kilo: 590
Dormência: sim
Quebra da Dormência: Apresenta dormência tegumentar, sendo recomendado os tratamentos: a) escarificação mecânica e estratificação em areia ou serragem úmida. b) recomendação prática é o uso da escrificação solar.
Quebra Natural: 6 meses
Quebra Câmara: 12 meses
Umidade: 0 %
Germinação: 70 % após 80 dias
Condução: sombreado
Formação: a 30 cm em 6 meses
Tolerância: sim, 3 semanas após a germinação
Plantio: Apresenta crescimento lento, atingindo 6 m3/ha/ano. Porém, o crescimento obtido em Campo Mourão-PR, em solo fértil, com incremento anual em altura e em diâmetro no oitavo ano, de 0,84 e 1,5 cm, respectivamente, desmistifica a versão, corrente no sul do Brasil, que a imbuia é a espécie nativa que cresce menos. O crescimento inicial obtido pela imbuia, neste caso, é superior ao de outras nativas produtoras de madeira de lei.
Conservação: Muito ameaçada.

Bibliografia
CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
Via Comendador Pedro Morganti, 3500 - Bairro Monte Alegre
CEP: 13415-000 - Piracicaba, SP - Brasil
Reprodução permitida desde que citada a fonte.