Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Mimosaceae
Nome Científico: Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong
Nomes Comuns: orelha de negro, araribá, árvore das patacas, cambanambi, chimbó, chimbuva, flor de algodão, orelha de macaco, orelha de onça, orelha de preto, pacará, pau sabão, pau de sabão, tamboi, tambor, tambori, tamboril, tamboril do campo, tamboril pardo, tamborim, tamburé, tamburil, tamburiúva, tambuvé, tambuvi, timbaíba, timbaúva, timbaúba, timbaúva branca , timbaúva preta, timbó, timboíba, timborana, timbori, timboril, timboúba, timbouva, timbuíba, timburi, timburil, timbuva, ximbiuva, ximbó, ximbuva
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: pioneira
Ocorrência: floresta estacional semidecídual , floresta ombrófila densa , floresta estacional decidual
Distribuição Geográfica: BA CE ES GO MG MS MT PE PI PR RJ RS SC SE SP
Dispersão: zoocoria
Polinização: melitofilia
Floração: AGO SET OUT NOV DEZ JAN
Frutificação: MAI JUN JUL AGO SET OUT

Utilização
Utilizada para: Construção
Carvão
Celulose
Arborização Urbana
Medicina
Melífera
Paisagismo

Dados do Caule
Tipo de Copa: cimosa
Densidade da Madeira: 0,6
Observações: As raízes são grossas e longas, servem para jangadas. Porcentagem elevada de saponina na casca e nos frutos, servindo para fabricação de sabão caseiro.

Dados da Flor
Tamanho da Flor: 0,8
Cor: branca
Estrutura: capítulo
Tipo: Inflorescencia
Sexual: capítulo
Observações: Capítulo globoso, com 1a 4cm de comprimento, contendo de 10 a 20 flores. A corola é quase duas vezes maior que o cálice.

Dados da Folha
Estrutura: paripinada
Tipo: Composta
Forma da Folha: oblonga
Tamanho da Folha: 8 x 18
Inserção: alterna
Consistência: foliácea
Contem: Glandulas
Nervação
Pilosidade
Observações: Nervação pouco nítida com várias nervuras principais saindo de 1 só ponto e pouco ramificadas. Apresenta 3 a 7 pares de folíolos verdes claros em cima e verdes acinzentados em baixo. Presença de glândula entre os folíolos e no pecíolo comum (base e no ápice)

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: vagem
Estrutura: Seco
Cor do Fruto: preto
Tamanho: 9
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: O fruto é recurvado, carnoso, semilenhoso, possuindo forma característica que faz lembrar uma orelha humana. A superfície do fruto é glabra, profundamente reentrante junto do pedicelo, contendo de 2 a 12 sementes.

Dados das Sementes
Cor da Semente: marrom
Tamanho: 1,5
Quantidade: 7
Observações: As sementes são glabras, elipsóides, com tegumento liso e duro, brilhante, exalbuminosa, pleurograma marcado (aberto em direção á região hilar) e lóbulo radicular proeminente.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: O ponto de maturação do fruto é dado pela mudança de coloração, que passa de verde ao preto. A extração da semente é feita manualmente, utilizando-se martelo para quebrar o fruto. Também, pode ser feita mecanicamente em uma debulhadora de milho adaptada ou submetida a trilha mecânica em uma trilhadeira de parcela. Sementes com faculdade germinativa inicial de 90%, armazenadas em câmara fria (T=3-5C e UR=92%), apresentaram 50% de germinação após 9 meses de armazenamento.
Sementes por Kilo: 4300
Dormência: sim
Quebra da Dormência: Apresenta semente dura com dormência causada pela impermeabilidade do tegumento á água, e ás vezes dormência fisiológica sem impermeabilidade do tegumento. As sementes apresentam capacidade de germinar antes do aparecimento da dormência.
Quebra Natural: 6 meses
Quebra Câmara: 9 meses
Umidade: 22 %
Propagação: estaquia
Condução: pleno sol
Formação: a 30 cm em 4 meses
Tolerância: sim, 2 semanas após a germinação
Plantio: O comportamento da orelha de negro em plantio é muito irregular, tanto em crescimento como em sobrevivência. Porém, seu crescimento é rápido, principalmente em diâmetro. Em Campo Mourão - PR, a sobrevivência de 97%, 12 meses após o plantio, caiu para 32% aos 12 anos de idade.
Conservação: Muito ameaçada.

Bibliografia
CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

LORENZI, H. Árvores brasileiras. Manual de Identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed. Plantarum. 1992. 352p.

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.




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