Dados da Espécie

Especificações Gerais
Familia: Araliaceae
Nome Científico: Didymopanax morototonii (Aubl.) Dcne. et Planch.
Nomes Comuns: morototó, mandioqueiro, pau mandioca, caixeta, marupá, marupaúba, pau caixeta, parapará, mucutubá, sambacuim, mandiocaim, mandiocão, caixeteiro, caxeta, corda de viola, imbaubão, mandioqueira, mandioqueiro, mandioqueiro bravo, mandioqueiro branco, marupauba falsa, matataúba, morototó da mata, mucututu, murucututú, pau pombo, pau de jangada, pau de são josé, pé de galinha, pinho, pixirica, rameira brava, sambaquim, visgueiro
Crescimento: árvore
Grupo Ecológico: pioneira
Ocorrência: floresta estacional semidecídua , flor. ombrófila densa , floresta amazônica (terra firme)
Distribuição Geográfica: todos os estados do Brasil
Dispersão: zoocoria
Polinização: melitofilia
Floração: MAR ABR MAI (JUN JUL na Amazônia)
Frutificação: AGO SET OUT (SET-NOV na Amazônia)

Utilização
Utilizada para: Construção
Arborização Urbana
Paisagismo
Fauna

Dados do Caule
Tipo de Copa: ovalada
Tipo de Estrutura: raízes tabulares pequenas
Densidade da Madeira: 0,62
Observações: Casca com látex pegajoso quase transparente. Tronco cilíndrico, poucos sapopemas curtas, amplas e grossas.

Dados da Flor
Tamanho da Flor: 0,15
Cor: branco amarelada
Estrutura: cacho
Tipo: Inflorescencia
Observações: Panículas terminais de 25-40 cm de comprimento próximas ás axilas dos galhos, com raquis cinza-ferrugínea e flores muito pequenas, em geral, sésseis.

Dados da Folha
Estrutura: digitada
Tipo: Composta
Forma da Folha: lanceolada
Tamanho da Folha: x 20-40
Inserção: alterna
Consistência: coriácea
Contem: Estipulas
Pilosidade
Observações: 7-10 folíolos, folhas concentradas no ápice dos ramos, com larga bainha na base formada pelas estípulas soldadas ao pecíolo da folha. As folhas são verde-escuras adaxialmente e ferrugíneas pulverulentas abaxialmente.

Dados do Fruto
Tipo do Fruto: drupa
Estrutura: Carnoso
Cor do Fruto: roxo
Tamanho: 0,5
Deiscencia: não
Periodicidade: anual
Observações: Frutos são glabros, com 2 estiletes persistentes. Planta produtora de frutos avidamente consumidos pela fauna. É recomendada para adensamento de matas degradadas e recomposição vegetal.

Dados sobre Pragas e Doenças
Descrição da Doença: Mortalidade de pré-dispersão de sementes foi calculada em 71% devido á predação de embriões maduros. O predador de sementes é uma larva de inseto (provavelmente Bruchidae ou Cerambycideae).

Dados das Sementes
Forma da Semente: seca
Cor da Semente: creme
Tamanho: 0,4
Quantidade: 2
Observações: Sementes são achatadas e são comuns no banco de sementes.

Técnicas em Viveiro
Beneficiamento: Frutos devem ser colhidos diretamente da árvore quando adquirirem coloração roxa escura e iniciarem a queda espontânea. Possuem maturação irregular, ou seja, com variação dentro da árvore e entre indivíduos, sendo o ponto de maturação importante para a boa germinação. Podem ser semeados dessa forma como se fossem sementes, ou podem ser despolpados para a liberação da polpa. Após a coleta, os frutos são retirados dos cachos e lavados em água corrente. A extração das sementes dos frutos é feita por maceração. Após, as sementes devem ser postas em peneiras e levadas para secar á sombra. A produção de sementes pode ser considerada precoce, ao redor de 5 anos de idade. São disponíveis em quantidades apenas com intervalos de dois a três anos, no Pará.
Sementes por Kilo: 70400
Dormência: sim
Quebra da Dormência: Dormência tegumentar pouco acentuada, porém tem sido citada como espécie que apresenta tegumento duro e impermeável. São recomendados os tratamentos: a) imersão em água a temperatura ambiente, por 12 horas; b) imersão em água quente fora do aquecimento a 65 ¦C mais repouso por 12 horas; c) escarificação em ácido sulfúrico por cinco minutos e d) sementes na Costa Rica são tratadas em solução a 3% de hipoclorito de sódio. A espécie não respondeu aos tratamentos de imersão em ácido sulfúrico a 95% por tempos iguais ou superiores a 75 minutos.
Quebra Natural: 3 meses
Germinação: 40 % após 30 dias
Propagação: estaquia
Condução: sombreado
Formação: a 30 cm em 6 meses
Tolerância: sim, 3-5 semanas ou 90 dias após a germinação.
Plantio: Dependente de clareiras, a espécie é heliófila, porém aceita sombreamento leve na fase juvenil. Em função de sua auto-ecologia, é apta para plantios homogêneos a pleno sol. Neste sistema, na Amazônia, verificou-se que aos 32 meses já ocorria fechamento de copas, em espaçamento 2 m X 2 m. Recomenda-se também: a) plantio misto associado com espécies pioneiras; b) em vegetação matricial, em faixas abertas em capoeira e capoeirões. Neste sistema, observou-se que a espécie responde favoravelmente á maior luminosidade, crescendo mais em grupos Anderson que em linhas. O plantio em vegetação matricial seria o sistema recomendado, por causa de maior ataque de insetos no broto terminal quando plantada a pleno aberto. Porém, em plantios em linhas de capoeira, a espécie apresenta taxa de crescimento mais baixa do que a pleno sol. Em Trinidad, a espécie tem sido manejada por regeneração natural juntamente com outras espécies consideradas valiosas. É a espécie nativa mais utilizada em plantios comerciais na Região Norte e é uma das espécies amazônicas de crescimento mais rápido. Estudo de procedências mostra claramente que a espécie pode responder positivamente com a seleção, para crescimento (altura e diâmetro) e forma. É uma espécie promissora em solos pobres tanto para plantação florestal como para manejo de regeneração natural.
Conservação: Não ameaçada (NLC)

Bibliografia
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KANASHIRO, M. & YARED, J.A.G. experiência com plantios florestais na Bacia Amazônica. In: O desafio das florestas neotropicais. Curitiba. Abril. 1991.




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