Scientia Forestalis, volume 46, n. 118
p.199-208, junho de 2018
DOI: dx.doi.org/10.18671/scifor.v46n118.06

Decomposição da serapilheira foliar e liberação de nutrientes em Eucalyptus dunnii no Bioma Pampa

Decomposition from Leaf Litter and Nutrients Release in Eucalyptus dunnii in the Pampa Biome

Dione Richer Momolli1
Mauro Valdir Schumacher2
Grasiele Dick3
Márcio Viera4
Huan Pablo de Souza3

1Mestrando em Engenharia Florestal. UFSM - Universidade Federal de Santa Maria / Centro de Ciências Rurais. Campus Universitário Camobi - 97105900 - Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: dionemomolli@gmail.com.
2Professor Titular do Departamento de Ciências Florestais. UFSM - Universidade Federal de Santa Maria / Centro de Ciências Rurais. Campus Universitário Camobi - 97105900 - Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: mvschumacher@gmail.com.
3Doutorando(a) em Engenharia Florestal. UFSM - Universidade Federal de Santa Maria / Centro de Ciências Rurais. Campus Universitário Camobi - 97105900 - Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: grasidick@hotmail.com, huan.souza@storaenso.com.
4Professor Adjunto do Departamento de Ensino. UFSM - Universidade Federal de Santa Maria / Colégio Politécnico. Campus Universitário Camobi - 97105900 - Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: marcio.viera@ufsm.br.

Recebido em 19/10/2016 - Aceito em 11/10/2017

Resumo

A liberação de nutrientes via decomposição da serapilheira foliar representa parte significativa da ciclagem biogeoquímica. Avaliou-se a decomposição e a liberação de nutrientes da serapilheira foliar de Eucalyptus dunnii estabelecido no Bioma Pampa. Após o fechamento das copas das árvores (18 meses de idade) instalaram-se sobre o solo 648 litterbags distribuídos em três parcelas, realizando-se coletas mensais (18 amostras) durante um período de 36 meses. Para cada amostra foi pesada a massa remanescente e determinada a concentração de nutrientes. A massa foliar remanescente após três anos foi de 27,4%. O coeficiente de decomposição (k) foi de 0,37, com um tempo de meia vida (t1/2) de 1,55 anos. A serapilheira foliar, após dois anos em decomposição, liberou mais de 50% da quantidade inicial de cada nutriente avaliado, com exceção ao Fe, Cu e Zn. O potássio foi o nutriente com maior percentual de liberação nos meses iniciais de decomposição da serapilheira foliar, com 60% no primeiro mês e mais de 80% aos três meses. Para os demais nutrientes a liberação foi lenta e gradual, como observado, principalmente, para N e P, com 19 e 39% ao final de 12 meses e com 60 e 67% ao final dos 36 meses de decomposição da serapilheira foliar, respectivamente.
Palavras-chave: nutrição florestal; litterbag; ciclagem de nutrientes.

Abstract

The release of nutrients by leaf litter decomposition is a significant part of biogeochemical cycling. The decomposition and nutrient release from leaf litter of Eucalyptus dunnii located in the Pampa Biome was evaluated. After closing of the canopy (18 months old), 648 litterbags were distributed in three plots on the soil; and, 18 samples per month during 36 months were collected. For each sample, the remaining mass was weighed and the concentration of nutrients determined. The remaining leaf mass after three years was 27.4%. The decomposition coefficient (k) was 0.37 with a half-life time (t1/2) of 1.55 years. The leaf litter after two years decomposition released more than 50% of the initial amount of each nutrient evaluated, except for the Fe, Cu and Zn. Potassium was the nutrient with the highest percentage of release during the initial months of decomposition of leaf litter, with 60% in the first month and more than 80% at three months. For other nutrients release was slow and gradual, as seen mainly for N and P, with 19 and 39% after 12 months and 60 and 67% at the end of 36 months of decomposition of leaf litter, respectively.
Keywords: Forest nutrition; litterbag; nutrient cycling.





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