Recomendações de Adubação para Eucalyptus, Pinus e Espécies Nativas

GONÇALVES,J.L.M. Documentos Florestais
Atualizado em 09/11/2005 - Paulo Henrique Müller da Silva - Engenheiro Florestal - IPEF

A necessidade de adubação decorre do fato de que nem sempre o solo é capaz de fornecer todos os nutrientes que as plantas precisam para um adequado crescimento. Isso se deve aos solos muito intemperizados e lixiviados usados para os plantios florestais e pelo continuo processo de exportação de nutrientes devido às diversas rotações de exploração de culturas agrícolas ou florestais. As características e quantidade de adubos a aplicar dependem das necessidades nutricionais da espécie, da fertilidade do solo, da reação dos adubos com o solo, da eficiência dos adubos e de fatores de ordem econômica.

1. Avaliação das Necessidades de Adubação para Eucalyptus e Pinus

Diversos são os métodos que podem ser utilizados para se avaliar o nível de fertilidade do solo e a partir daí fazer as recomendações de adubação.

1.1. Análise Química de Solo

O método de mais fácil execução, de baixo custo, e que pode ser efetuado antes do plantio ou ainda durante qualquer estágio nutricional das árvores, é a análise de solo. Esse método constituí a forma mais prática e viável de avaliar a fertilidade do solo, possibilitando a recomendação de adubação adequada ao plantio.

Método de Amostragem do Solo

Para realizar a amostragem de solo seguem-se os mesmos princípios básicos definidos para as culturas agrícolas. A camada de solo que deve ser amostrada é a superficial (0-20 cm) onde ocorrem, mais intensivamente, os processos de absorção de nutrientes pelas raízes. Porém para se ter uma idéia das possíveis restrições químicas à atividade radicular, recomenda-se também analisar camadas de solo de maior profundidade.

1.2. Análise Química de Tecidos Vegetais

Os conteúdos dos nutrientes na planta refletem o estado nutricional da mesma e também a fertilidade do solo. Dificilmente as deficiências nutricionais, identificadas pela análise de tecido, podem ser corrigidas a tempo sem que o crescimento das árvores seja prejudicado.

Método de Amostragem

O melhor tecido a ser utilizado nesse método é o foliar. A época de amostragem deve ser aquela em que haja maior estabilidade dos teores dos nutrientes no interior das árvores. As folhas a serem amostradas devem ser recém maduras, normalmente o penúltimo ou antepenúltilno lançamento de folhas dos últimos 12 meses.

Recomenda-se a amostragem de uma folha em quatro diferentes direções do terço superior da copa. A amostragem deverá ser feita no fim do inverno e contemplar pelo menos 20 árvores.

Para a coleta de amostras composta, de folha ou de solo, as glebas devem ser as mais homogêneas possíveis quanto ao tipo de solo, topografia e condições climáticas. Além disso, devem possuir históricos similares e possuírem tamanho inferior a 50 ha.

Valores adequados de concentração foliar

A tabela 1 apresenta as faixas de concentração de nutrientes em folhas de espécies de Eucalyptus e Pinus consideradas adequadas, ou seja, para árvores que apresentam boas taxas de crescimento, não mostrando sintomas de deficiência nutricional. Quanto mais distante dessas faixas forem os teores dos nutrientes, maior o grau de deficiência ou consumo de luxo/toxidez, respectivamente, para valores inferiores ou superiores aos das faixas.

Tabela 1. Faixas de teores de macro e micronutrientes na matéria seca de
folhas consideradas adequadas para Eucalyptus e Pinus (plantas adultas).
Elemento Gênero Faixa de Teores adequados
Macronutrientes (g/Kg)
NEucalyptus13,5 - 18,0
Pinus11,0 - 16,0
PEucalyptus 0,9 - 1,3
Pinus0,8 - 1,4
KEucalyptus 9,0 - 13,0
Pinus6,0 - 10,0
CaEucalyptus 6,0 - 10,0
Pinus3,0 - 5,0
MgEucalyptus 3,5 - 5,0
Pinus1,3 - 2,0
SEucalyptus 1,5 - 2,0
Pinus1,3 - 1,6
Micronutrientes (mg/Kg)
BEucalyptus 30,0 - 50,0
Pinus12,0 - 25,0
ZnEucalyptus 35,0 - 50,0
Pinus30,0 - 45,0
Fe Eucalyptus 150,0 - 200,0
Pinus100,0 - 200,0
Mn Eucalyptus 400,0 - 600,0
Pinus250,0 - 600,0
Cu Eucalyptus 7,0 - 10,0
Pinus4,0 - 7,0
Mo Eucalyptus 0,5 - 1,0
Pinus-
1% = 10 g/kg; 1 ppm = 1mg/kg

1.3. Diagnóstico de Sintomas Visuais de Deficiência Nutricional

O princípio deste método é que cada nutriente executa funções ou funções específicas na planta e sua deficiência provoca sintomas característicos (tabela 2). Os principais sintomas se manifestam pela redução do crescimento, perda ou mudança de cor e deformações na parte aérea.

Tabela 2. Diagnose dos principais sintomas visuais de deficiência nutricional para espécies de Eucalyptus e Pinus.
SintomaNutriente
Sintomas nos tecidos mais velhos (parte inferior das copas e base dos galhos)
Eucalyptus - Clorose uniforme nas folhas, as quais tomam tons mais avermelhados ou amarelos dependendo da espécie. Senescência precoce das folhas, com subsequente queda das mesmas. Redução de crescimento e produção de sementes.N
Pinus - Clorose uniforme das acículas, com tons amarelados. Senescência precoce das acículas, com subsequente queda das mesmas. Acículas menores. Redução de crescimento e produção de sementes.
Eucalyptus - Pontos ou manchas roxas sobre o limbo foliar verde-escuro, os quais podem evoluir para necroses. As folhas apresentam crescimento reduzido. Normalmente, há atraso do florescimento, com grande quebra na produção de sementes. Redução de crescimento.P
Pinus - Acículas de coloração verde-escuro, com crescimento bastante reduzido tanto no comprimento quanto na espessura. Atraso do florescimento com quebra na produção de sementes. Redução de crescimento.
Eucalyptus - Clorose nas pontas e margens das folhas. Subsequentemente secam e se tornam necróticas. Senescência precoce das folhas. Árvores ficam mais sensíveis à deficiência hídrica do solo.K
Pinus - Acículas cloróticas, com graus mais acentuados nas pontas. Com o passar do tempo evolui para necrose da ponta para base das acículas.
Eucalyptus - Clorose interneval das folhas, com reticulado verde e grosso sobre o fundo amarelo, dependendo do grau da deficiência, geralmente seguida de necrose.Mg
Pinus - Clorose na metade superior das acículas que ficam com coloração amarelo-ouro.
Sintomas nos tecidos mais jovens (terço superior das copas e pontas dos galhos)
Eucalyptus - Clorose uniforme das folhas que adquirem tons verde-limão.S
Pinus - Clorose uniforme das acículas que adquirem tons verde-limão
Eucalyptus - Clorose evoluindo para necrose nas margens e pontas das folhas. Encarquilhamento das margens do limbo que ficam voltadas para o lado superior da folha. Morte dos brotos terminais. Cessa o crescimento apical.Ca
Pinus - Morte dos brotos terminais. Acículas retorcidas e com clorose na base.
Eucalyptus - Folhas menores, mais grossas do que o normal, enquilhadas e quebradiças. Morte dos brotos terminais, em casos extremos, com exudução de gomas. Superbrotamento de ramos. Internódios mais curtos. Algumas especies expõem fissuras na casca de onde podem emergir gomas escuras. Má polinização Atraso no florescimento.B
Pinus - Acículas pequenas, com clorose irregular ou sem clorose. Acículas mais grossas e quebradiças às vezes ocorre fusão de acículas. Morte dos brotos terminais com superbrotamento de ramos, que tomam forma de leque. Internódios mais curtos. Má polinização. Atraso no florescimento.
Eucalyptus - A lâmina foliar fica estreita e alongada. Há redução do tamanho dos intermédios com formação de tufos terminais de folhas, tipo roseta. Clorose intervenal. Redução da produção de sementes.Zn
Pinus - Acículas pequena, com clorose irregular e não muito intensa. Internódios mais curtos. Drástica redução da produção de sementes. Frutos com pequeno desenvolvimento.
Eucalyptus - Nervuras com reticulado verde e fino contra fundo amarelo. Em casos extremos pode ocorrer branqueamento das folhas.Fe
Pinus - Acículas com menor crescimento e cloróticas, geralmente seguido de branqueamento. Redução da frutificação.

O método tem como grande desvantagem o fato de que quando os sintomas visuais aparecem o crescimento das árvores já foi comprometido, além de não fornecer indicações da magnitude da deficiência. Por outro lado, o método pode ser útil em áreas de povoamentos jovens auxiliando na correção da fertilidade do solo e na aferição das adubações recomendadas.

1.4. Ensaios de Campo

Os ensaios de campo constituem o método ideal de avaliação da fertilidade do solo, pois obtém se a resposta à adubação, pela espécie de interesse, com a avaliação dos resultados obtidos no campo sob condições semelhantes às condições das áreas de extensivo plantio.

Esse método é eficaz e é empregado por instituições de pesquisa e grandes reflorestadores, pois é um método mais caro e demorado que os demais, além de necessitar de pessoal especificamente treinado para planejar, executar e interpretar os resultados dos ensaios.

2. Recomendações de Adubação
2.1. Recomendação de Calagem

As espécies de Eucalyptus e Pinus plantados no Brasil são adaptadas a baixos níveis de fertilidade do solo. Essas espécies são pouco sensíveis a acidez do solo e toleram altos níveis de Al e Mn. De modo que utiliza-se o calcário dolomítico, preferencialmente, para suplementar o solo com quantidades adicionais de Ca e Mg. Pode-se tomar como base de cálculo das doses a serem aplicadas a exportação de 300 a 500 Kg de Ca por hectare para solos de baixa a média fertilidade, respectivamente. Essas quantidades de Ca correspondem a doses de calcário dolomítico equivalentes a 1.500 e 2.500 Kg por hectare. O calcário poderá ser distribuído a lanço em área total ou aplicado em faixas de 1,0 a 1,5 m de largura sobre as linhas de plantio. Não é necessária sua incorporação, tão pouco a utilização de calcário com alto PRNT. Aconselha-se realizar a aplicação do calcário, aproximadamente, 45 dias antes do plantio.

Em áreas de implantação de Pínus, que retiram quantidades bem menores de Ca do solo, uma alternativa para repor as quantidades de Ca e Mg exportadas é o uso de fertilizantes que contenham esses nutrientes em sua composição.

Os cálculos para a dosagem de calcário são:

Eucalyptus: Dosagem = 10 {[20 - (Ca + Mg) ]/PRNT} • Dosagem em t/ha
Pinus: Dosagem = 5 {[20 - (Ca + Mg) ]/PRNT} • Teores de Ca e Mg em mmolc.dm-3

2.2. Recomendação de Macro e Micronutrientes

As tabelas 3, 4 e 5 apresentam as quantidades totais de N, P2O5 e K2O recomendadas para o estabelecimento de florestamentos com Eucalyptus e Pinus.

Tabela 3. Recomendações de adubação nitrogenada para
florestamentos com espécies de Eucalyptus e Pinus
Gênero Matéria orgânica (g/dm³)*
0 - 15 16 - 40 > 40
N (kg/ha)
Eucalyptus60 40 20
Pinus30 20 0
* 10 g/dm³ = 1%

Tabela 4. Recomendações de adubação fosfatada para
florestamentos com espécies de Eucalyptus e Pinus.
Teor de Argila (%)Gênero Nível de P resina (mg/dm³)*
0 - 2 3 - 5 6 - 8 > 8
P2O5 (kg/ha)
< 15Eucalyptus 60 40 20 0
Pinus 30 20 0 0
15 – 35Eucalyptus 90 70 50 20
Pinus 45 35 0 0
> 35Eucalyptus 120 100 60 30
Pinus 60 50 0 0
* 1 mg/dm³ = 1 mg/cm³ = 1 ppm

Tabela 5. Recomendações de adubação potassica para
florestamentos com espécies de Eucalyptus e Pinus.
Teor de Argila (%)Gênero Nível de K (mq/100cm³)*
0 - 0,7 0,8 - 1,5 >1,5
< 15Eucalyptus 50 30 0
Pinus 30 20 0
15 – 35Eucalyptus 60 40 0
Pinus 40 30 0
> 35Eucalyptus 80 50 0
Pinus 50 40 0
* 1 meq/100 cm³ = 10 mmol/dm³

Recomenda-se para as espécies de Pinus, bem menos exigentes nutricionalmente que as espécies de Eucalyptus, doses de N, P2O5 e K2O correspondentes a 30 a 50% daquelas recomendadas para os eucaliptos.

Para evitar a perda de nutrientes por volatilização, lixiviação, imobilização e erosão recomenda-se que a adubação seja feita de forma parcelada, parte por ocasião do plantio e o restante em cobertura.

2.2.1. Adubação de plantio ou de base.

Para a adubação de plantio é recomendado utilizar 20 a 40% das doses de N e K2O e 100% da dose de P2O5. Os micronutrientes também podem ser aplicados nessa adubação, principalmente B e Zn. Esses nutrientes podem ser aplicados conjuntamente com o N, P e K através de formulações de fertilizantes que os contenham 0,3% de B e 0,5% de Zn ou então aplicar 10 g de FTE ("Fritas") por planta.Com essas dosagens se aplicam cerca de 0,75 a 1 kg/ha de B e 1,25 a 1,5 kg/ha de Zn. A aplicação de B é particularmente importante, principalmente, nas regiões onde as deficiências hídricas são elevadas e ocorrem as secas de ponteiro.

A adubação de plantio terá como finalidade principal promover o arranque inicial de crescimento das mudas, basicamente nos primeiros 6 meses pós plantio, suplementando o solo com montantes adicionais de nutrientes que irão atender a demanda nutricional das mudas.

O método mais indicado é a aplicação localizada das fontes de P em filetes contínuos no interior dos sulcos de plantio ou em covetas laterais. Essas recomendações são válidas para adubos simples ou mistos que têm, como fontes de P, fertilizantes com alta solubilidade em água, como por exemplo: superfosfato simples, superfosfato triplo, fosfato monoamônio e fosfato diamônio, dentre outros. Os termofosfatos e os fosfatos naturais parcialmente acidulados devem ser aplicados em faixas de 1,00 a 1,50 m de largura, de preferência sob a linha de plantio. As fontes de N e K2O podem ser aplicadas juntamente com o P2O5 ou incorporadas à terra que irá preencher as covas de plantio. Nesse último caso, principalmente nas regiões com maiores deficiências hídricas, a aplicação do adubo deverá ser mais criteriosa para evitar a perda de mudas por seca fisiológica causada pelo efeito salino das fontes de N e K2O.

A escolha dos adubos tem grande repercussão para o equilíbrio nutricional das árvores e conseqüentemente para o seu crescimento a utilização de fertilizantes que contenham elementos secundários, tais como Ca, Mg, S e micronutrientes. Dependendo das circunstâncias, a aplicação de calcário (como fonte de Ca) poderá ser dispensada, por exemplo, quando se utilizam superfosfato simples e/ou termofosfatos como fontes de P.

2.2.2. Adubação de cobertura

Nessa adubação, cerca de 60 a 80% das doses de N e K2O têm sido recomendadas. Essas doses têm sido parceladas, geralmente entre 2 a 4 aplicações, dependendo da disponibilidade de recursos e das concepções e diretrizes técnicas adotadas para a realização das fertilizações.

Para definir as épocas de aplicação dos fertilizantes é fundamental considerar as fases de crescimento da floresta. O ideal seria parcelar, eqüitativamente, as adubações de cobertura, parte sendo aplicada entre 3 a 6 meses pós-plantio, parte entre 6 a 12 meses pós-plantio e o restante entre 12 a 24 meses pós-plantio. A melhor forma de definir as épocas das adubações é através do acompanhamento visual ou por medições dendrométricas do crescimento da floresta que permite caracterizar o estágio de desenvolvimento.

As aplicações dos adubos podem ser feitas em meia-lua ou em filetes contínuos na projeção das copas e após o fechamento das copas, em faixas de 30 cm ou mais, entre as linhas de plantio. Essas aplicações não devem coincidir com os períodos de intensas chuvas e tampouco quando os níveis de umidade do solo estiverem muito baixos.

3. Adubações para reflorestamentos mistos com espécies nativas

A maioria das espécies florestais apresenta média a alta demanda nutricional exigindo para seu estabelecimento, pelo menos, solos de média fertilidade e com boas condições hídricas, sem longos períodos de estiagem. Dada a grande diversidade de espécies, conseqüentemente grande diversidade de exigências nutricionais, fica difícil fazer recomendações de adubação específicas para cada espécie. O problema tem sido contornado através de recomendações de adubação que assegurem o suprimento de nutrientes para as espécies mais exigentes, de forma que as demais espécies também tenham suas demandas nutricionais atendidas.

3.1. Recomendação de Calagem

A aplicação de calcário no solo é uma prática que encarece muito a implantação de povoamentos mistos com essas espécies e por essa razão, a prática da calagem deve ser bastante criteriosa, só sendo utilizada em solos muito degradados pela erosão, lixiviação e uso inapropriado pela exploração agrícola. Essa prática objetiva elevar os níveis de pH e bases do solo, visando neutralizar ou reduzir os efeitos tóxicos do Al e/ou Mn e aumentar as disponibilidades de Ca e/ou Mg. Em geral, solos com níveis mais elevados de Al, de matéria orgânica e de argila requerem maiores dosagens de calcário.

Através da análise de solo é possível determinar qual a dose de calcário que deve ser aplicada. Deve-se aplicar calcário quando a saturação por bases for inferior a 40%. A dose a ser aplicada pode ser calculada pela fórmula apresentada a seguir, tomando-se como base de cálculo a elevação da saturação por bases para 50%.

N.C.=(T(V1-V2)xP)/10PRNT N.C. = necessidade de calcário em t/ha T = capacidade de troca catiônica (CTC) a pH 7, em mmol/dm3
V2 = saturação por bases no solo desejada
V1 = saturação por bases encontrada no solo
p = fator de profundidade de incorporação do calcário no solo
p = 0,5 para 0-10 cm; 1,0 para 0-20 cm; 1,5 para 0-30 cm
PRNT = Poder Relativo de Neutralização do Calcário

O calcário deverá ser aplicado a lanço, na área total, com incorporação uniforme na camada de 0-20 ou 0-30 cm, pelo menos 30 dias antes do plantio. Deve-se usar, de preferência, calcário do tipo dolomítico.

3.2. Adubação de Plantio e Cobertura

A tabela 6 apresenta as quantidades totais de N, P2O5 e K2O recomendadas para o estabelecimento de reflorestamentos mistos com espécies nativas. Para evitar perda de nutrientes por volatilização, lixiviação, imobilização e erosão recomenda-se que a adubação seja feita de forma parcelada, parte por ocasião do plantio e o restante em cobertura.

Tabela 6. Recomendações de adubação para o estabelecimento
de reflorestamentos mistos com espécies nativas.
P resina (mg/dm3)* K trocável (mmolc/dm3)**
Nitrogênio 0 - 5 6 - 12 > 12 0 - 0.7 0.8 - 1.5 > 1.5
N (Kg/ha) P2O5 (kg/ha) K2O (kg/ha)
50 80 60 0 60 30 0
* 1 mg/dm³ = 1mg/cm³
** 10 mmolc/dm³ = 1 meq/100cm³

Como adubação de plantio, recomenda-se que 50% das doses de N e K2O C, 100% da dose de P2O5, sejam aplicadas por ocasião do plantio, no sulco ou na cova. A dose restante de N e K2O deve ser aplicada, entre 3 a 6 meses pós-plantio, na forma de filetes contínuos ao redor da projeção das copas ou no meio do espaçamento entre as linhas de plantio. As aplicações de adubos em cobertura não devem coincidir com os períodos de intensas chuvas e tampouco quando os níveis de umidade do solo estiverem muito baixos.

Por ocasião do plantio também se recomenda a aplicação de micronutrientes, B e Zn principalmente. Esses nutrientes podem ser aplicados conjuntamente com o N, P e K através de formulações de adubos que contenham 0,3% de B e 0,5% de Zn, ou então, aplicar 10 g de FTE ("Fritas") por planta no ato do plantio.




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